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Avaliação – Chevrolet Trailblazer LTZ 3.6 V6 LTZ 4WD (Aut) 2013

Fotos: Marcus Lauria

A Chevrolet Blazer foi lançada no Brasil em 1995, derivada da picape S10, dotada de um valente motor 2.2 de 106 cv, mas apenas no ano seguinte o SUV ganharia versões diesel (98 cv) e V6 (180 cv). Hoje em dia tudo está diferente, o porte é maior, o nome ganhou um sufixo “trail” e os motores agora rendem 180 cv no caso do diesel e 239 cv no caso do V6. Um belíssimo upgrade.

Nas semelhanças com a finada Blazer, apenas a derivação da S10 e o chassi apoiado em longarinas, na contramão dos SUVs mais modernos que apostam na carroceria monobloco. Se considerarmos que o maior alvo da Trailblazer é a SW4, esse quesito resulta em empate.  A versão que avaliamos conta com um belo motor V6 3.6 com comando de válvulas variável, apoiado por uma transmissão automática de seis velocidades e tração traseira/integral com acionamento eletrônico, além da reduzida.

O interior composto por couro creme nos bancos agrada a um primeiro contato, bem como o latifúndio de espaço para sete passageiros. Caso a família não seja tão grande, cinco viajam com conforto de sobra no SUV, com sobra de espaço para pernas e cabeça, além de um porta-malas de 878 litros. Na ocasião de uso dos banquinhos “na cozinha”, tenha em mente que apenas crianças (ou a sua sogra) merecem ficar por lá, afinal o espaço é restrito para os pés. Vai viajar sozinho com a patroa? São 1.830 litros de espaço com os bancos rebatidos, dá para dispensar a barraca de camping e acampar dentro do carro.

É uma pena que o acabamento do modelo não seja condizente com o preço pago por ele. Para citar alguns exemplos, o interior é povoado por plástico duro por todos os lados e não há requinte nos painéis de porta ou acabamento do teto. Há também alguns contrastes desnecessários, como o banco do motorista com amplo ajuste elétrico e a coluna de direção regulável apenas em altura. Ou ainda o ar-condicionado com saída para os passageiros de trás, mas sem regulagem automática de temperatura.

Meu primeiro contato com o modelo foi em um engarrafamento cruel, aonde os bancos confortáveis e o bom sistema de som me mantiveram isolado do caos no exterior. Apesar disso, os 4.88 m de comprimento por 1.90 m de largura (sem contar os retrovisores) do carro me faziam contribuir para o caos, seja pelo espaço descomunal que eu ocupava, seja pelos motoristas e pedestres que perdiam o rumo observando o tamanho do SUV, ainda raro nas ruas devido às vendas discretas. E, graças aos 2.087 kg de massa e à fome dos 239 cavalos, o computador de bordo registrou um consumo obsceno de 2,3 km/l de gasolina, deixando claro que, na cidade, a Trailblazer é um peixe fora d’água.

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