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Ver o que vem atrás, ou do lado, pra que?

Fotos: Divulgação

Ontem, em minha moto, a caminho do trabalho, como de costume, vivenciei algumas dezenas de situações (sem exagero… meu trajeto é longo: 34 km), tanto comigo como com outras motos, e também outros veículos, que resolvi escrever sobre um tema um tanto quanto polêmico, mas de extrema importância: o uso dos espelhos retrovisores.

Foram motos, carros, ônibus e tudo mais tomando fechadas, pessoas mudando de faixa sem qualquer critério, um tremendo espetáculo de horrores e de gente sem a menor preparo para conduzir um veículo. Desrespeito total com a vida dos outros e com sua própria.

É impressionante a quantidade de motoristas, e também motociclistas, que ignoram os retrovisores, componente primordial para a plena condução de um veículo. Muitos sequer ajustam os espelhos ou chegam a andar com eles dobrados (fechados), inutilizando-os totalmente e gerando um perigo enorme de colisão.

Mesmo para quem usa os espelhos, se o ajuste estiver incorreto, pode ocasionar problemas com os “famosos” pontos cegos, que se tratam de áreas fora do campo visual do condutor. O ajuste ideal para os espelhos é que fiquem em 90 graus com a lateral do veículo, permitindo grande visibilidade do que vem atrás e na diagonal traseira do veículo. Em relação à altura, deve pegar como referência a centralização com a linha do horizonte, pois não é para ficar olhando o chão, nem o céu.

Uma dica também importante é que o condutor deve sempre ter o hábito de olhar para os lados, não dependendo exclusivamente dos espelhos, pois permitirá plena visão dos veículos que estiverem na lateral e que obviamente não aparecerão no espelho retrovisor.

Há também aqueles casos, que infelizmente são muitos, onde a falha vai além do uso e ajuste dos equipamentos, mas estamos falando em falta de respeito e educação no trânsito. Tenho certeza de que não custa nada um pouco de gentileza, e em alguns casos até de solidariedade. Algumas atitudes como dar passagem, não forçar a barra em manobras, entre outras ações, mudariam completamente a situação do tráfego e esses quilômetros de engarrafamentos que acumulamos, certamente seriam reduzidos, além é claro de gerar um ambiente muito menos hostil.

Como dica principal, deixo apenas a seguinte mensagem: Respeite o próximo. Antes de mudar de faixa, olhe, veja se vem outro veículo, não force a barra. Não se ache mais forte ou poderoso(a) por estar em um veículo maior ou mais potente. Trânsito não é guerra. Estão todos com o mesmo objetivo, de chegar ao seu destino. Dê passagem pratique a gentileza e certamente a receberá em troca.

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4 Comentários

  1. Realmente é incrível mesmo a desordem no trânsito. Há motoristas que acreditam que o fato de imbicar o carro, já indicia que este vai entrar e pronto, ele não quer saber de motos no corredor ou de outros veículos transitando. Fora os que andam em zigue-zague. Há motoqueiros que também abusam, isso é inegável, mas tenho pra mim que se deixar o corredor acessível e espaço para que transitem, não haverá problema algum. Já fui vítima de vândalo que chutou meu retrovisor de madrugada, em via vazia, só de pirraça, mas no dia-a-dia, não tenho problemas de um modo geral…

    Beijos,
    Carla Mariano

    1. Pois é, Carla. Por essas e outras que defendo que uma das principais soluções do trânsito é, como disse o profeta: “Gentileza gera gentileza”. Em viagem recente ao sul do Brasil, senti um contraste tremendo. Dirigi lá e vi pessoas dando passagem, carros parando, por livre vontade para permitir a travessia de passagem, entre muitas outras coisas. É outra cultura, e lá, a gentileza natural existe.

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