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Vai dirigir no exterior? Veja algumas dicas!

Foto: Divulgação

Quando se planeja uma viagem para outros países devemos estar abertos a todos os tipos de novas experiências. Afinal, não é todo dia que podemos experimentar novas culturas, estilos de vida, outra gastronomia, e também ruas e estradas bem diferentes das nossas.

No entanto, dirigir em outro país exige burocracia, cuidados e regras básicas para evitar complicações ou mesmo implicações legais. Por isso, veja algumas precauções básicas antes de guiar em outros cantos do mundo.

Comece por uma pesquisa básica (mas necessária)

Ao entrar em outro país, devemos sempre pesquisar informações básicas sobre seus costumes e leis. Se você pretende dirigir, isso implica também pela busca de informações sobre as placas de sinalização usadas tanto em empreendidos privados quanto as expostas nas ruas, além de  legislações de trânsito ou regras para alugar um carro, que variam em cada país.

Na China, por exemplo, as restrições aos estrangeiros são tantas e tão proibitivas que dificilmente se consegue permissão para um estrangeiro dirigir em seu território. Na Índia, além do mundialmente conhecido trânsito caótico, as placas de sinalização são feitas apenas nos idiomas locais. Já na Alemanha não existe limite de velocidade nas autoestradas (uma tentação perigosa para quem não está habituado), e a França cobra pedágios por distâncias percorridas, variando no preço final do ticket.

São tantas as particularidades sobre as regras e costumes no trânsito de outros países que uma pesquisa sobre como tudo isso funciona é, no mínimo, indispensável para um futuro “motorista do mundo”.

Carteira Internacional de Habilitação (ou PID)

Para dirigir nos Países do MERCOSUL, nos Estados Unidos ou mesmo no Reino Unido, basta ter entre seus documentos a sua carteira de habilitação convencional. Contudo, existem aproximadamente cem países que exigem a Permissão Internacional para Dirigir, ou PID.

A PID resultou das negociações diplomáticas e tratados internacionais. Ela é um documento com informações em vários idiomas, e é expedida pelo DETRAN de cada estado. Os preços e pré-requisitos para emissão também variam de acordo com a região, mas em linhas gerais, é necessário ter CNH válida, e se ela vai expirar em menos de um ano, a validade da permissão seguirá o mesmo prazo.

A PID não é renovável e tem um ano de validade a partir de sua emissão. Ou seja, se a próxima viagem internacional for daqui dois anos, uma nova deverá ser emitida.

Vale para todos

Alguns países do MERCOSUL permitem que o motorista dirija com apenas seu RG, mas vale lembrar que existe a necessidade da carta Verde, ou seguro internacional para terceiros. Além disso, existem particularidades a serem respeitadas como o triângulo adicional exigido na Argentina e Paraguai, correntes nos pneus durante o inverno no Chile, entre outras.

No Reino Unido, e em países de colonização britânica como Índia, Austrália, Tailândia, Nova Zelândia e África do Sul, o volante do carro fica do lado direito. Consequentemente, a mão é invertida nas ruas e estradas. Se você vai para um desses países, é melhor seguir os motoristas locais até se habituar à inversão. O mesmo “fenômeno” ocorre em países asiáticos como Hong Kong e Japão.

Sempre respeite os limites de velocidade máxima e mínima. Tente dirigir sempre em uma velocidade que não atrapalhe o trânsito e nem arrisque sua segurança. Se o limite é 120 km/h, por exemplo, fica proibido andar abaixo de 60 km/h.

Se for parado por uma autoridade de trânsito, se identifique prontamente, apresente todos os documentos, diga seu país de origem e as razões para estar dirigindo ali.

Não tente infringir as leis de trânsitos locais. Ninguém vai querer ser perseguido por viaturas, pagar multas em moeda estrangeira ou mesmo passar a noite na cadeia.

Fique de olho em todas as exigências e particularidades do trânsito do país de destino e faça uma boa viagem!

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