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Suzuki Swift: Agradável surpresa!

Fotos: Divulgação / Rafael Ferreira

Você está na redação, e de repente chega um chamado “estamos no autódromo com alguns carros, vem prá cá agora”. Para demonstrar os carros e dar algumas dicas antes de te entregarem as chaves, nada menos do que Chico Serra e Luiz Razia, o que se traduz em chances nulas de você fazer alguma besteira e ter de agüentar a gozação.

Não é um teste completo, logicamente. Mas é o tipo de teste realmente divertido, porque é em um autódromo que se deve e pode tirar tudo o que um carro oferece. E o Suzuki Swift oferece muito! Para descobrir e aprender as verdades do carro, somente um teste de uso diário em trânsito urbano e estradas.

O carro é surpreendente. Seu motor 4 cilindros em linha, 1,6 litros, 16 válvulas, aspirado, entrega 142 Cv de potência máxima. A transmissão manual de 5 marchas é bem escalonada, apesar de ter um “buraco” entre a primeira e a segunda marchas, mas nada que incomode ou atrapalhe seu uso normal. Aqui estamos num autódromo, e as trocas de marchas são feitas lá no limite de giros, perto dos 6.000 Rpm, e dificilmente alguém irá fazer isso nas ruas. Bastante silencioso, com sua marcha-lenta em 600 Rpm, você tem de prestar atenção para ver se o motor está funcionando. Como o carro pesa apenas 1.065 kg, sua relação peso x potência é de excelentes 7,5 kg por cavalo-vapor. A direção é bastante rápida e precisa, com diâmetro de giro curto, as suspensões são firmes sem ser incômodas e, calçado com rodas de 16” e pneus 195/50 o Swift literalmente gruda no chão. Pode-se atirar com vontade o carro em curvas que, a menos que se esforce muito para isso, não dá para perder o controle. O ruim dessa medida de pneus é o preço e a dificuldade de encontrá-los no mercado, onde os pneus de 17” tem mais oferta, mas a equação do projeto nesta medida está perfeita.

Outros pontos realmente impressionantes são: sua capacidade de frenagem, que assusta. Você precisa realmente se acostumar com o carro e suas reações até parar de frear forte ou com muita antecedência sem necessidade. E o consumo de combustível que é espantosamente baixo, consumindo em média 1 litro de gasolina a cada 9 quilômetros durante os testes na pista, e ficando na casa dos 16 km/l em seu uso “civilizado” na cidade.

Como aperitivo, foi ótimo. Bons papos, aprendizados, direção divertida e tudo o que se pode esperar de um dia de autódromo. Agora, falta um teste completo, o que pretendemos realizar em breve. Não é, Suzuki do Brasil?

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