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Puma: Há 50 anos nascia o mito!

Fotos: Sérgio Alves

Muitos clichês podem ser lidos sobre o Puma. Alguns o chamam de felino. Lemos também que é o carro brasileiro mais exportado ao exterior. Outros enfatizam suas características dinâmicas, o design, a mecânica VW confiável e de ruído delicioso. Tudo isso já foi muito escrito ao longo de 50 anos.

Quero me deter naquilo que ele provoca nas pessoas, afinal, esse foi o carro que me fez gostar de carros, foi meu primeiro amor automotivo, meu sonho de menino. Aliás é bom dizer que o Puma para grande parte de seus proprietários era como aquela professora linda pela qual você se apaixona quando criança, ou seja, um amor inalcançável.

Para sorte de alguns poucos, esse sonho se tornou realidade. Esse é o caso dos integrantes do clube do Puma que organizou o ultimo encontro mensal do ano, no dia 06/12/2014.

Lá pude conversar com Armando Fonseca Vice presidente do Puma Clube, dono de um conversível GTS 77/78 branco restaurado em 2007. Ele ressalta que o Clube é aberto a todas as marcas. Pode vir até sem carro, afirma.

O Presidente Cesar costa era do movimento dos sem puma. Agora cuida de um Puma 77 branco. Diz que foi o carro da sua juventude. Enfatiza ainda que comprou o Puma só há 4 anos e agora já é presidente do clube, “pra você ver como esse clube não é sério” brinca.

Franklin Peres dono de um Puma 82 conversível vermelho com 14 mil quilômetros originais, afirma que o carro é inacreditavelmente novo com todas as borrachas, forrações e tapetes originais – “foi o carro da minha vida, eu tenho Puma desde os 20 anos, desde 1973, já tive 17 pumas, tenho dois na coleção agora.”

Por fim, falei com o divertidíssimo Havelino dono de um puma GTS 82/83 capota preta carinhosamente apelidada de Rivotril.  Pergunto porque do apelido e ele diz sem pestanejar que andar de Puma é se livrar do stress.

“Tenho 53 anos e faz 33 anos que eu tenho Puma. Minha história com a Puma vem desde os meus 20 anos, de lá pra cá nunca mais larguei a Puma. Das poucas vezes na minha vida que eu fiquei sem a Puma é como se faltasse alguma coisa de mim. Eu sou apaixonado por Puma. Eu e minha esposa curtimos demais o carro, saímos com ele, começamos a namorar numa Puma. Temos 3, essa, a Lexotan – conversível azul 80 e a Gadernal – 75 conversível amarela”.

Parafraseando Drumond a Puma é livre dos sonhos porque já é o próprio sonho.” Claudia a esposa do Havelino diz que “desde criança sempre apreciei Puma. Nunca imaginei que eu fosse ter uma. Quando eu conheci meu marido ele me chamou pra sair em uma Puma azul que nós temos, para um rodízio de massa, há 16 anos, me apaixonei pelo carro e por ele.” Esse carro realmente desperta paixões, mesmo depois de 50 anos.

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