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PRIMEIRA VOLTA – Toyota revela nova Hilux 2016

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Enfim, lançada oficialmente. Estamos em Mendoza, Argentina para o lançamento da oitava geração da Toyota Hilux. A picape cresceu e ganhou design totalmente novo, mais arredondado e próximo à linguagem atual de design da marca, bem como interior mais refinado, mais tecnologia e novos equipamentos.

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A nova Hilux sairá da fábrica de Zárate, Argentina. A picape ganhou 7,5 cm no comprimento e 2 cm na largura, mantendo o entre-eixos de 3,08 m. A dianteira destaca-se no conjunto e faz lembrar o Corolla, com faróis alongados e a parte superior destes, que abriga leds diurnos nas versões de topo, integrando-se à lâmina superior da grade frontal cromada. A entrada de ar do para-choque projeta-se para a frente e os faróis de neblina encontram abrigo nas extremidades. Tudo é mais arredondado, orgânico e urbano, sem que a robustez histórica da picape tenha sido perdida. Essa impressão se repete nas laterais, que ganha contornos suavizados nos para-lamas e no vinco na parte inferior das portas, que continua na caçamba e termina nas lanternas traseiras. Difícil é mexer na traseira de uma picape já que a funcionalidade fala mais alto do que o design, mas a Toyota foi feliz ao adotar lanternas triangulares que se projetam para as laterais e uma tampa com contornos suavizados. O resultado geral agrada bastante.

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O interior foi “sedanizado”. A Toyota preferiu fugir à ideia de simetria no painel, deixando as linhas fluirem em direção ao motorista. A posição de dirigir foi retrabalhada e se tornou mais próxima à de um carro de passeio. O acabamento melhorou, com detalhes em alumínio, plásticos de melhor aparência e textura – o utilizado no alto do painel chega a imitar a costura utilizada em revestimentos de couro – e montagem mais refinada.

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A tela da central multimídia salta aos olhos, parecendo flutuar sobre o painel. Os instrumentos principais ganharam nova iluminação e entre estes há uma tela de TFT com informações do computador de bordo, do sistema multimídia e de auxílio à condução. Há ainda, como destaques, ar condicionado digital com saídas para a parte de trás, refrigeração no porta-luvas, partida por botão e novo acionamento da tração por seletor em vez de alavanca. O banco traseiro agora pode ser rebatido para o transporte de cargas altas na cabine, mas o espaço para as pernas é praticamente o mesmo.

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Ainda que permaneça montada sobre longarinas a suspensão da nova Hilux foi suavizada, especialmente a traseira, a fim de proporcionar mais conforto em ambientes urbanos, considerando que consumidores de picapes hoje em dia utilizam o veículo boa parte do tempo nas cidades. A rigidez torcional aumentou 20%. As rodas têm novo desenho e, nas versões de topo, têm aro de 18 polegadas.

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A segurança é garantida por airbags frontais e de joelho desde a versão de entrada, chegando a 7 airbags na cabine na versão de topo, mais assistente de descida, auxílio de arranque em subidas, controles de estabilidade, tração e reboque, sistema ISOFIX e encostos de cabeça reguláveis para todos os ocupantes. A nova Toyota Hilux é a primeira picape oferecida em território nacional que chegou a 5 estrelas para proteção de adultos e 4 estrelas para proteção de crianças no Latin NCAP (os resultados foram obtidos com unidades fabricadas na Tailândia, mas a marca assegura que serão validados em breve para as versões fabricadas na Argentina).

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A princípio a Toyota oferecerá 6 versões ao consumidor, todas com tração 4×4 e motor 2.8 turbodiesel common-rail. Nas 3 com câmbio manual de 6 velocidades (Chassi, Cabine Simples e STD) o motor gera 177 cv e 42,8 kgfm de torque entre 1.400 e 2.600 rpm, com consumo de 9,3 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada. As 3 com transmissão automática de 6 marchas desenvolvem a mesma potência de 177 cv, mas o torque aumenta para 45,9 kgfm entre 1.600 e 2.400 rpm. O consumo fica em 9,0 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada. A diferença de torque entre as versões manual e automática, segundo a Toyota, visa garantir os padrões da marca em relação à durabilidade dos motores.

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Os preços começam em R$ 114.860,00 e vão até R$ 188.120,00 (confira a lista completa abaixo). As cores disponíveis são Branco Polar (sólida), Prata Névoa, Cinza Granito, Preto Atitude e Vermelho Volcano (metálicas). As vendas no Brasil começam em 18 de novembro.

Confira a tabela de preços:

Toyota Hilux 4×4 Chassi 2.8 TDI manual – R$ 114.860,00

Toyota Hilux 4×4 Cabine Simples 2.8 TDI manual – R$ 118.690,00

Toyota Hilux 4×4 STD 2.8 TDI manual – R$ 130.960,00

Toyota Hilux 4×4 SR 2.8 TDI automática – R$ 162.320,00

Toyota Hilux 4×4 SRV 2.8 TDI automática – R$ 177.000,00

Toyota Hilux 4×4 SRX 2.8 TDI automática – R$ 188.120,00

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PRIMEIRA VOLTA

Mendonza/Argentina – Durante a apresentação à imprensa da Nova Toyota Hilux 2016 na última quinta-feira (05/11) a fama histórica de resistência que o modelo carrega desde sua primeira geração foi amplamente apontada como um dos principais apelos de compra. Nesta geração, com nova plataforma e suspensão, a picape se tornou mais urbana sem que isso indique perda de resistência ou capacidade off-road. Trata-se, segundo a marca, de uma “redefinição do conceito de valentia”.

No test-drive que a Toyota preparou, com três trajetos monitorados distintos, foi possível ter boa noção do que a Nova Hilux é capaz. A primeira impressão é de uma picape mais estável, assentada e confortável – a suspensão traseira realmente está bem melhor. Apesar de menos potente que as concorrentes (177 cv) o torque do motor 2.8 TDI é abundante e a decisão de manter uma faixa mais ampla para as versões com câmbio manual, que oferecem um pouco menos de força (42,8 kgfm de 1.400 a 2.600 rpm) se mostrou muito acertada. As versões automáticas entregam bons 45,9 kgfm entre 1.600 e 2.400 rpm e a força do motor chega com suavidade e silêncio, mesmo em reduzida.

No primeiro percurso, que serviu para avaliar a competência da picape no off-road, fomos com a versão topo-de-linha SRX. Controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas e controle de descida são as credenciais das versões de topo, mas todas as oferecidas neste primeiro momento já saem da fábrica com tração 4×4 acionada por botão seletor no painel. Rampas, desníveis, descidas, buracos, rodas no ar, curso da suspensão exigido ao máximo e a Hilux seguiu sem dificuldade e sem maltratar os ocupantes. O nível de rigidez torcional aumentou 20% e há 44% mais pontos de solda, segundo a Toyota. Pena que o aparato eletrônico só esteja disponível nesta versão; para sair dos atoleiros as versões mais em conta contarão exclusivamente com a força do powertrain e o braço do motorista.

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O segundo trajeto foi o mais adequado para perceber as respostas da Nova Hilux onde ela certamente será mais utilizada: asfalto e pista de terra bem conservada. Neste fomos com a versão STD manual, a primeira do line-up com cabine dupla (confira versões, equipamentos e preços aqui). Os engates merecem destaque; as marchas entram com suavidade e o curso da alavanca ficou mais curto e próximo ao utilizado num carro de passeio. O escalonamento do câmbio ficou apropriado para o trabalho. Se conduzida com mais ânimo, digamos, a picape “pede marcha” o tempo todo, com os giros subindo rápido e saindo da faixa de melhor aproveitamento. Ainda assim ela é muito ágil e prazerosa, e em condução normal o torque dá conta de mantê-la em velocidade ou fazê-la retomar velocidade sem tantas reduções. Outra vez o trabalho na suspensão pode ser notado, com filtragem bem mais eficiente de imperfeições e “costelas-de-vaca”, além de melhor estabilidade em curvas.

Aqui também a posição ao dirigir pôde ser melhor avaliada. Bancos mais largos com mais apoio lateral, ajustes elétricos na SRX e por alavancas nesta versão, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, sistema hidráulico de direção 8% mais responsivo, volante menos inclinado e com excelente pega, ergonomia revista e melhorada, tudo contribui para que o motorista se sinta mais num carro que numa picape. A visibilidade é excelente para a frente e os lados, e adequada para a proposta atrás.

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Nem tudo foi perfeito, infelizmente. Além de ter nível de ruído ligeiramente mais alto que o das versões mais caras, na STD foi possível perceber ruído aerodinâmico próximo às colunas traseiras em velocidades mais altas. Outro problema foi a falta de balanceamento da unidade que avaliamos, que causou trepidação considerável no asfalto, em velocidade. Procurado, um engenheiro da marca presente no evento disse tratar-se de uma unidade pré-série, ainda passível de ajustes. Menos mal.

O último trajeto, também feito com uma SRX em terra menos conservada e com mais curvas, tentou nos fazer perceber o trabalho dos controles de tração e estabilidade, além de, outra vez, mostrar as melhorias na suspensão. Mas a velocidade limitada a 50 km/h não nos permitiu ir além do que já tínhamos percebido. Exceção foram algumas saídas de traseira em trechos com um pouquinho de barro, onde a eletrônica tratou de trazer a Hilux de volta ao prumo. Apesar da baixa velocidade, neste trecho minha cabeça sentiu a pancada na alça fixa de teto. Outra vez questionados os engenheiros da Toyota afirmaram tratar-se de uma solução mais robusta para o tipo de uso da picape. Faz sentido: querem urbanizar sem perder a valentia. Mas não deixa de ser perigoso, especialmente num acidente.

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Os principais atributos da Nova Toyota Hilux, porém, não ficaram escondidos apesar da limitação do test-drive. Se estética e acabamento evoluíram, mecanicamente a picape recebeu bem mais que um upgrade. Está indiscutivelmente melhor e mais suave em movimento, acolhe melhor os ocupantes e tem força suficiente para não passar vergonha em situações críticas no off-road. Dá para dizer sem medo de errar: é outra picape.

Em parceria com o blog Racionauto (www.racionauto.com.br)

*Viagem a convite da Toyota do Brasil

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