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O que você pensa da mobilidade elétrica?

Foto: Divulgação / Nissan Leaf

Nos últimos anos tenho dedicado boa parte do meu tempo para acompanhar e divulgar informações sobre a mobilidade elétrica no Brasil e exterior.A minha experiência em viagens para participar de eventos, as conversas que tenho tido com especialistas, empresários, executivos e as leituras diárias sobre o tema, me levaram a identificar três grupos com comportamentos distintos.

Há o entusiasta que acredita e defende com vigor os veículos elétricos. Ele valoriza a sustentabilidade, acompanha as notícias, manda mensagens e até telefona para comentar algo que leu,ou mesmo expressar o seu ponto de vista. Está sempre a postos para responder uma pesquisa ou comentar uma simples notícia.

O segundo grupo é do indiferente, que até tem curiosidade sobre o assunto, mas não se aprofunda.Quando lê uma notícia, não passado primeiro parágrafo. Para ele tanto faz como tanto fez, o que acontecer estará bem.

O terceiro grupo é formado por aquele não acredita e não quer admitir o sucesso dos veículos elétricos. Para ele o ronco do motor a combustão e o cheiro da gasolina não desaparecerão nunca. Não se importa muito com o meio-ambiente e todo apelo sobre sustentabilidade do nosso planeta não passa de interesse comercial.

Para defender a sua posição, ele tem contra-argumento para tudo. Por exemplo, se alguém se opuser indagando-o: “se os veículos elétricos não vieram para ficar, como explicar o fato de marcas tradicionais como a Ford, GM, Toyota entre outras investirem tanto em pesquisa e produção.” Alega que é marketing para fortalecer a imagem das marcas.

Como escritor e blogueiro tenho o dever e o compromisso com a isenção da informação. Logo,é preciso ter cuidado ao ouvir as partes. O que eu tenho percebido é o seguinte:

a)    A cada dia mais, aumenta globalmente o interesse pela mobilidade elétrica;

b)   Não se passa um único mês sem que seja ofertado, pelo menos, um novo modelo de veículo híbrido ou elétrico;

c)    Diferentes marcas estão lançando e desenvolvendo VEs;

d)    As vendas estão crescendo. A Toyota, por exemplo, já vendeu quase três milhões do Prius híbridos;

e)    Governantes de diferentes países e continentes estão apoiando os veículos híbridos e elétricos;

f)     Cresce o número de eventos específicos para mobilidade elétrica no Brasil e exterior;

g)    Aumenta o número de associações e empresas oferecendo produtos e serviços para a mobilidade elétrica;

h)    Cresce o interesse da população por temas ligados ao meio-ambiente e a sustentabilidade;

i)     Aumenta o número de veículos elétricos nos salões internacionais do automóvel;

j)     A tecnologia do VE, especialmente da bateria, está evoluindo;

k)    O ritmo de desenvolvimento deste setor é lento, se comparado com outros produtos (por exemplo, os aparelhos de celulares);

l)     Muitos países não demonstram interesse e comprometimento com os VEs;

m)  Alguns países da Europa desaceleraram os investimentos nos VEs.

E você, o que pensa do futuro da mobilidade elétrica? Mande um e-mail para [email protected] com seus comentários, pois eles serão apreciados.

Obrigado e ótimo dia,

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Blog: verdesobrerodas.com.br
E-mail: [email protected]
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Um Comentário

  1. Eu acho que hoje em dia é muito mais negócio investir no álcool como combustível, que polui muito menos que a gasolina e a quantidade de CO² que ele emite é absorvida pelas plantas então fica tudo certo. Talvez o carro elétrico tenha lugar daqui a uns 20, 30 anos, pois até lá espera-se ter descoberto uma maneira de fazer a autonomia desses veículos ser tão boa ou melhor do que um carro a gasolina, hoje em dia não boto uma fé nesses carros elétricos.

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