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O avanço da tecnologia dos capacetes

Foto: Divulgação

Os primeiros capacetes desenvolvidos eram principalmente feitos de couro, o que os tornava pouco resistentes e eficazes na proteção em casos de quedas, além de sua anatomia que não era apropriada para a absolvição de impactos. Visando reduzir o alto índice de vítimas fatais por quedas de motocicleta, o capacete se tornou item de segurança obrigatório, com normas técnicas e especificações específicas controladas pelos órgãos certificadores, no caso do Brasil o INMETRO.

Desde então muita coisa mudou na fabricação de capacetes. Pesquisas foram feitas para descoberta de novos materiais e formatos que garantissem maior proteção para os pilotos. Isso esquentou o mercado de capacetes, e consequentemente, impulsou o aumento da competitividade, na qual mais uma vez saíram beneficiados os pilotos, com o desenvolvimento de novas tecnologias e muitos designs novos para ganhar também na estética.

O avanço da tecnologia dos capacetes merece destaque. Todo tipo de tecnologia foi testada em formatos mais anatômicos e materiais mais resistentes que deixam o antigo capacete de couro muito para trás no quesito absorção de impacto. Os capacetes shark, por exemplo, são produzidos com kevlar, um polímero ultra resistente ao calor e sete vezes mais resistente que o aço. Esse material é usado em diversos itens de segurança, como cintos, coletes a prova de bala e em contruções aeronáuticas.

Em 2008, foi desenvolvido pela empresa espanhola APC um capacete com Airbag com o objetivo principal de proteger o crânio e a coluna cervical dos pilotos de moto em casos de quedas (clique para ver o vídeo). Segundo os projetistas, o equipamento estabiliza o pescoço, consegue diferenciar um acidente leve de acidentes graves, evitando acionamento desnecessário. O sistema entra em funcionamento e infla a bolsa anexada ao capacete em menos de 15 décimos de segundo, e a diferença de peso de um capacete tradicional é quase nula.

A era digital também alcançou os capacetes. Os russos, há um ano, lançaram o LiveMap, um capacete com sistema de navegação GPS, que projeta no próprio visor imagens em 3D. Foi empregada no protótipo a mesma tecnologia usada nos capacetes dos pilotos de avião de caça. O display é ligado à um tipo de cérebro do capacete. Localizado no “casco”, ele controla todas as funções do sistema de navegação por comando de voz.
Recentemente, a empresa norte-americana Skully apresentou o novo “Skully P-1”, um capacete equipado com com a tecnologia Google Glass (clique para ver o vídeo). Com sistema operacional semelhante ao Android, conta com display, camêra de visão traseira que acaba com os pontos cegos tradicionais dos capacetes, pode ser conectado ao smartphone e promete uma duração de 9 horas de bateria. Parece vindo de filmes do futuro, mas em breve estará nos mercados.

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