CarrosNotícias

Nascar Sprint Cup 2016 – 5° Etapa – Auto Club 400 – Auto Club Speedway

000_Abre_Pole_Position

Arte: Renato Pereira

E mudou tudo de novo! Uma das coisas mais interessantes na Nascar Sprint Cup é o fato de que, a cada etapa, a tabela de classificação vira de ponta cabeça e, excetuando-se quem já contabiliza uma vitória, permanece uma completa incógnita quem serão os 16 personagens que comporão os 16 candidatos ao título nas 10 etapas finais. Um dos bons motivos, entre outros, para que isso aconteça são as diferenças brutais entre cada circuito – extensão, asfalto, configurações, inclinações, clima etc – onde, deixando de lado a “turma lá de trás”, que esta sempre lá atrás (apesar de ser absurdamente diferente das demais categorias de Turismo de todo o mundo, a máxima de que com pouco dinheiro se “anda” menos aqui também prevalece) é simplesmente impossível apontar-se com exatidão um candidato a vitória a etapa; largar da pole-position ou da 30ª colocação não muda em quase nada as chances de sucesso dos que andam regularmente entre os 20 primeiros colocados.

A etapa anterior, disputada em Phoenix na semana passada, serviu como uma espécie de redenção para quem estava devendo – e muito – em resultados (não adianta nada pole-position, liderar metade da prova, fazer volta mais rápida etc e morrer na praia), como Matt Kenseth #20 Toyota Camry Joe Gibbs Racing e o estreante-estrelado Chase Elliott #24 Chevrolet SS Hendrick Motorsports, que ocuparam a 7ª e 8ª colocações após as 313 voltas da prova, finalmente avançando na tabela de classificação, embora ainda situados nas longínquas 16ª (90 pontos) e 21ª posições (74 pontos) enquanto o agora líder Kevin Harvick #4 Chevrolet SS Stewart-Haas Racing soma, empatado com Kyle Busch #18 Toyota Camry Joe Gibbs Racing, 154 pontos. Se ambos tem a mesma pontuação, porque Harvick é líder e Busch o segundo? Porque Harvick largou da 18ª colocação para vencer, e Busch largou da pole-position para terminar na 4ª colocação, sem nenhuma vitória na temporada. Por sinal, a vitória de Harvick foi o ponto alto da prova (uma vez que com as novas configurações aerodinâmicas não vemos mais aquelas embrulhadas que levavam vários carros ao muro anteriormente, e sim uma constante troca de posições em todos os grupos, o que significa maior competitividade e ação a prova toda) não apenas por ser o vencedor, mas pela forma como venceu, já que na ultima volta ressurgiu aquele velho espírito Nascar Driver em Carl Edwards #19 Toyota Camry Joe Gibbs Racing e seria impossível definir quem foi o vencedor não fossem os sensores eletrônicos dos carros; as duas ultimas curvas foram disputadas na base da pancada e empurra prá-lá-e-prá-cá típicos da categoria e por um nadinha Harvick venceu e tudo mudou nas tabelas de classificação, como você poderá ver nos quadros a seguir.

001_Chegada Phoenix

Com a atual escassez de bandeiras amarelas, os pilotos e engenheiros estão aprendendo novas estratégias, e Joey Logano #22 Ford Fusion Team Penske sentiu na pele o que é sair do primeiro grupo e terminar na 19ª colocação, já que foi para os pit-stops duas voltas antes de uma interrupção no finzinho da corrida e ficou uma volta atrás. Esta difícil para os Ford esse ano que teve no até então espetacular novato Ryan Blaney #21 Ford Fusion Wood Brothers Racing sua melhor colocação na prova, ocupando a 10ª colocação. Brad Keselowski #2 Ford Fusion Penske permanece fazendo corridas apagadas e, não fosse sua vitória em Las Vegas dificilmente se classificaria para o Chase of the Sprint Cup diante de suas performances; dessa vez, ficou de fora por conta de um pneu estourado, mas estava “lá atrás” quando isso aconteceu. Os pneus, aliás, tem sido os grandes responsáveis por 90% dos acidentes nesta temporada, já que a Goodyear resolveu mudar os compostos, tornando-os menos resistentes e ninguém tem a menor idéia de como se comportarão a cada etapa. Quem não precisa de nenhum problema extra para ter uma temporada medonha é Clint Bowyer #15 Chevrolet SS HScott Motorsports, ex-forte candidato à vitórias e atual fim-da-fila com seu carro ruim e equipe péssima; teria sido melhor para sua cabeça e imagem aguardar em casa a aposentadoria de Tony Stewart para ocupar seu Chevrolet SS #14 Stewart-Haas Racing e ter um carro de verdade do que se sujeitar a tomar 5 voltas a cada etapa.

Tabela Equipes Auto Club 400 2016

Tabela Pilotos Auto Club 400 2016

Tabela Marcas Auto Club 400 2016

A etapa a ser disputada neste domingo, dia 20 de março, terá como palco o Auto Club Speedway, em Fontana, Califórnia, um circuito tipo D-Oval com 2 milhas (3 quilômetros) de extensão, 14º de inclinação nas curvas, 11º de inclinação em uma reta e 3º de inclinação na outra reta, com capacidade para 70 mil expectadores nas arquibancadas. Por sua configuração e extensão, este circuito é, também, considerado um superspeedway, aquele tipo de pista onde os carros podem atingir a máxima velocidade que seus setecentos e tantos cavalos de potência proporcionam e, por isso, ganham um upgrade no gerenciamento eletrônico para diminuir um pouco a fome da “tropa” sob o capô, uma vez que se deixassem tudo livre, leve e solto seria perfeitamente possível que os carros atingissem os 400 km/h, uma espécie de suicídio coletivo se pensarmos que são 40 carros tentando chegar na primeira colocação. Por isso, é um dos circuitos propensos a ocasionar os sonhados Big-Ones (batidas envolvendo muitos carros) que alguns torcedores tanto gostam e os locutores tupiniquins sonham, o que acho detestável, e de repente quem “cozinhou o galo” a prova inteira pode muito bem cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. Aqui, largar em primeiro ou em último não significa nada além do ponto de bônus para o pole-position, o que vale é ter o carro acertado para que se consiga domá-lo tanto na turbulência quanto no ar limpo, a equipe estar azeitada para não jogar tudo fora nos pit-stops e controlar o ímpeto, além de uma boa dose de sorte para estar no lugar certo, na hora certa, quando os que não souberam dosar os ímpetos forem para o muro sem te levar junto no embrulho.

Os 20 melhores colocados no grid de largada são:

1° – Austin Dillon, Chevrolet SS #3, Richard Childress Racing, 188,582 m/ph (304 km/h).

2º – Kevin Harvick, Chevrolet SS #4, Stewart-Haas Racing

3° – Danny Hamlin, Toyota Camry #11, Joe Gibbs Racing

4º – Ryan Newmann, Chevrolet SS #31, Richard Childress Racing

5º – Carl Edwards, Toyota Camry #19, Joe Gibbs Racing

6º – Kyle Busch, Toyota Camry #18, Joe Gibbs Racing

7º – Trevor Bayne, Ford Fusion #6, Roush Fenwey Racing

8º – Chase Elliot, Chevrolet SS #24, Hendrick Motorsports

9° – Joey Logano, Ford Fusion #22, Team Penske

10º – Jamie McMurray, Chevrolet SS #1, Chip Ganassi Racing

11º – A. J. Allmendinger, Chevrolet SS #47, JTG Daugherty Racing

12º – Kasey Kahne, Chevrolet SS #5, Hendrick Motorsports

13º – Paul Menard, Chevrolet SS #27, Richard Childress Racing

14º – Ryan Blaney, Ford Fusion #21, Wood Brothers Racing

15º – Brad Keselowski, Ford Fusion #2, Team Penske

16º – Chris Buscher, Ford Fusion #34, Front Row Motorsports

17° – Martin Truex Jr, Toyota Camry #78, Forniture Row Racing

18º – Rick Stenhouse Jr., Ford Fusion #17, Roush Fenwey

19° – Jimmie Johnson, Chevrolet SS #48, Hendrick Motorsports

20° – Matt Kenseth, Toyota Camry #20, Joe Gibbs Racing

Sem a menor sombra de dúvida, este é mais um daqueles grids de largada onde parece que estamos lendo a seqüência de tempos de outra categoria ou está invertida.  Austin Dillon vem andando regularmente nesta sua segunda temporada, e conquistou sua primeira pole-position na Nascar Sprint Cup. Ok, inesperado mas possível. Mas Ryan Newmann garantindo o quarto melhor tempo é uma surpresa e tanto, ajudando Dillon a colocar dois carros da descendente Richard Childress Racing entre os 5 melhores. Trevor Bayne com seu Ford Fusion da mais descendente ainda Rosh Fenwey na 7ª colocação é uma daquelas  surpresas surpreendentes, sendo muito redundante. A. J. Almendinger é aquele piloto que guia 18 vezes mais do que o carro, mas queimou seu filme nas equipes maiores e agora tenta mostrar seu valor. E conseguiu, com a 11ª colocação em seu medonho Chevrolet SS da JTG Daugherty Racing; Ryan Blaney com seu Ford Fusion continua constante, firme e forte em seu ano de estréia e retorno da micro Wood Brothers Racing à categoria. A surpresa, mesmo, daquelas de se conferir os sensores e a cronometragem uma dúzia de vezes é a presença de Chris Buescher e seu Ford da Front Row Motorsports no 17º posto. Deve estar tendo festa em Fontana hoje. Matt Kenseth continua carregando sua cruz e é o pior carro de Joe Gibbs Racing no grid, fechando os 20 mais bem posicionados. Por seu lado no ineditismo da situação, Kurt Busch, Chevrolet SS #41, Stewart-Haas Racing larga da 26ª colocação, ao lado de Dale Earnhardt Jr, Chevrolet SS #88 Hendrick Motorsports em 27º e Kyle Larson, Chevrolet SS #42 Chip Ganassi Racing sairá lá da 32ª posição entre os 40 classificados.  Na guerra das pole-positions, temos Chevrolet 4, Toyota 1 e Ford 0.

A presença desses carros teoricamente “alienígenas” nas primeiras filas pode ter inúmeras explicações, mas o que vale mesmo é agüentarem o trem de corrida sem perder o fôlego, o que até hoje não aconteceu, e é a garantia de uma corrida prá lá de disputada do início ao fim e dificilmente muita gente escapará ilesa. A largada está prevista para as 17:00Hs horário de Brasília.

 

Etiquetas
Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo