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Mobilidade urbana caótica, poderá mudar a forma da indústria automobilística fazer negócios

Foto: Divulgação

Não é nenhum exagero afirmar que o mundo caminha sobre rodas. Temos em torno de um bilhão de veículos automotores nas ruas, o que vale dizer que se enfileirados darão mais de 120 voltas ao redor da terra. E o número não para de crescer. Especialistas afirmam que em 2020, serão dois bilhões.

Os formuladores de políticas, planejadores urbanos, empresas de automóveis, e os empresários, estão unidos na busca de uma solução para aliviar as emissões de poluentes, os enormes e constantes congestionamentos, aumento dos acidentes, doenças, índice de mortalidade, além de outros problemas colaterais, provocados pelo aumento da frota circulante de veículos automotores, equipados com motores de combustão interna.

Entre várias medidas discutidas, o sistema de Carsharing tem potencial não só de aliviar o estresse do trânsito urbano, mas também de mudar  a forma da indústria automobilística fazer negócios. Atenta a possibilidade de aumentar receita com prestação de serviços, e os desafios de garantir rentabilidade com a fabricação e venda de automóveis, a indústria aposta suas fichas no programa que mais cresce no mundo, atualmente: o Carsharing.

Apesar de incipiente, a receita proporcionada pelo sistema de compartilhamento impressiona. Daí, atrair o interesse de montadoras de todas as partes: Mercedes-Benz, Volkswagen, BMW, Ford, Citroën, Renault, Toyota entre outras, possuem projetos na Europa, Estados Unidos e alguns países da Ásia. Em torno de 3 milhões de pessoas utilizam o serviço, e estudos apontam que o número chegará à 26 milhões em 2020.

O sistema cresce rapidamente devido ao preço atrativo e a flexibilidade operacional. Em boa parte dos programas, o consumidor pega o carro em qualquer região da cidade, e poderá deixá-lo onde desejar (dentro da área delimitada, é claro). Pelo smartphone pode-se localizar o veículo disponível mais próximo, e com o cartão do programa, pode-se abri-lo e dar a partida no motor.

O fato é que, o sistema Carsharing oferece aos moradores das grandes cidades, uma alternativa para o aumento dos custos de propriedade de veículo pessoal. Além do potencial de reduzir significativamente as emissões de gases (quando utilizados carros elétricos e híbridos), entre outros benefícios sociais. Recente relatório da empresa de pesquisa Navigant, revela que a receita global de serviços Carsharing, alcançará US$1 bilhão em 2013, e crescerá para US$6,2 bilhões até 2020.

Não é a primeira vez que os fabricantes de veículos investiram para operar no varejo. Já tentaram (e há quem insista) montar rede própria de concessionárias, mas as iniciativas foram frustradas. Provavelmente, descobriram que é mais fácil ganhar dinheiro produzindo carros, do que vende-los com lucro, diretamente ao consumidor.

Porém, é a primeira vez que a indústria automobilística aposta tanto na prestação de serviços. Desta feita, pelo que tudo indica, terá mais possibilidades de sucesso. Tudo que precisará fazer, é operar o sistema Carsharing com a mesma competência com que fabrica automóveis.

*Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Fonte: www.verdesobrerodas.com.br

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