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Lançamento – Honda apresenta linha 2014 do Civic

Fotos: Marcelo Silva

A Honda apresentou ontem aos jornalistas a linha 2014 do sedã médio Honda Civic. Sem mudanças visuais, a principal novidade do modelo é o uso do motor 2.0 nas versões LXR e EXR (que substituem LXL e EXS), a versão de entrada LXS continua usando o bloco 1.8, mas a versão manual agora conta com seis marchas, possibilitando ao motorista explorar melhor o desempenho do carro.

O propulsor RA20 2.0 16V tem comando simples com variador de fase na admissão (i-VTEC), e virá sempre vinculado ao eficiente câmbio automático de 5 velocidades. Sua potência é de 150/155 cv @ 6.300 rpm e o torque máximo chega a 19,3/19,5 kgfm @ 4.800 rpm com gasolina e etanol respectivamente. Já o motor 1.8 16V continua rendendo 138/140 cv @ 6.200 rpm e 17,5/17,7 kgfm @ 4.300 rpm, vinculado ao novo câmbio manual de 6 marchas ou o automático de antes.

A tecnologia de partida sem tanquinho de combustível foi batizada pela Honda de Flex One. O sistema consiste em velas aquecedoras de combustível, que em temperaturas inferiores a 20oC são acionadas mediante corrente elétrica enviada para as resistências (uma por cilindro). Quanto mais baixa a temperatura, maior a amperagem, por isso a Honda adotou baterias de 60 Ah nos carros com Flex One, contra os 47 Ah dos modelos com motor 1.8.

Entre as mudanças de equipamentos, todas as versões agora passam a contar com Bluetooth e chave canivete, além do revestimento de carpete na tampa do porta-malas. A versão LXR conta com faróis de neblina, paddle-shifts para troca de marcha e revestimento das alças do porta-malas. Já a versão EXR não traz novidades em equipamentos.

O Civic 2014 deve chegar às revendas da marca até o final da semana, com preço de R$ 66.690 para o LXS manual e R$ 69.990 para o automático. A versão intermediária LXR sai por R$ 74.290 enquanto a top EXR sai por R$ 83.890.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Campinas/SP – No trajeto de test drive proposto pela Honda, nosso primeiro contato foi com a versão EXR, mais completa. O interior do carro é bem interessante, com bancos em couro de cor cinza, kit multimídia com GPS no painel e bom acabamento. A posição de dirigir do Civic é bem interessante, com a possibilidade do motorista dirigir praticamente sentado no assoalho, em posição bem esportiva, auxiliada pelo volante de raio pequeno e boa pegada.

O motor 2.0 realmente deu mais fôlego ao carro em todas as situações, com acelerações rápidas e retomadas vigorosas. A quinta marcha do câmbio automático é bem longa, o que permite rodar a 100 km/h beliscando baixíssimas 2.000 rpm. Usando as trocas manuais, o câmbio obedece o pedido do motorista e mantém a marcha, e nesse caso, para usufruir melhor do desempenho, é bom usar as borboletas.

A suspensão do Civic é relativamente dura, privilegiando mais a esportividade do que o conforto. Tivemos poucas curvas no percurso proposto, mas experimentamos entradas mais fortes em curvas de baixa, no qual o carro demonstrou leve tendência ao substerço, com ação imediata do controle de estabilidade VSA. Em todos os Civics que experimentamos na ocasião notamos que o pedal do freio tem modulação correta, e os discos nas quatro rodas são excelentes na tarefa de segurar o carro.

Com o modo ECON acionado (o carro altera uma série de parâmetros para economizar combustível), as respostas do acelerador ficam ligeiramente mais lentas, mas em ritmo tranquilo de viagem, quase não se nota diferença. Usando 100% de Etanol no tanque e andando no limite da via, como um motorista comum, o consumo do modelo 2.0 ficou em torno de 9,8 km/l.

Já ao experimentar a versão 1.8, fica evidente que o modelo ganhou muito em desempenho com o uso da nova caixa de câmbio. As acelerações estão mais vigorosas, mas as retomadas continuam exigindo que o motorista trabalhe com as marchas sem dó, já que o motor começa a acordar acima de 2.500 rpm. De acordo com a Honda, a relação das quatro primeiras marchas foi mantida, sendo que a quinta marcha foi encurtada e a sexta atua como overdrive. Na prática, rodando a 120 km/h o motor gira em torno de 3.100 rpm.

A caixa manual tem engates precisos e suaves, com uma manopla bem posicionada. A embreagem é leve e tem o curso ideal. Andando novamente com Etanol no tanque e ECON ligado, mantivemos uma interessante média de 10,2 km/l.

Viagem à convite da Honda

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