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Primeira volta – Audi TT RS parte de R$ 399.000

Fotos: Divulgação e Marcelo Silva

Parece que foi ontem que conhecemos este esportivo de silhueta única, mas na verdade o Audi TT está completando 15 anos de vida, tendo sido apresentado a nós brasileiros no Salão do Automóvel de 1998, inclusive com uma chegada triunfal, de helicóptero. E para comemorar sua festa de debutante por aqui, nada mais justo que o mais apaixonante de todos, aquele com sobrenome RS.

O motor 2.5 TFSI montado sobre o eixo dianteiro gera 340 cv de potência, além de um torque máximo de 45 kgfm a partir de baixíssimos 1.600 rpm (e continua até 5.300 rpm), responsáveis por tirar da inércia 1.475 kg de massa, gerando uma relação peso-potência de 4,5 kg/cv, ou seja: cada acelerada mais forte espreme você no banco, sem dó.

A transmissão S-tronic de dupla embreagem orquestra a força transferida para as quatro rodas com precisão, permitindo acelerar de 0-100 km/h em  4,3 segundos (de acordo com a Audi) e continuar acelerando, bem rápido, até a velocidade máxima limitada de 250 km/h. Para domar tanto ímpeto, amortecedores magnéticos Audi Magnetic Ride atuam mantendo os pneus-chiclete 255/35 R19 totalmente apoiados no chão, garantindo dinâmica irrepreensível. E se precisar parar, enormes discos de freio permitem uma potência de frenagem assustadora.

Além do refino mecânico, o TT RS cativa seus ocupantes com bancos esportivos de ajuste elétrico, ar-condicionado automático e sistema de som Bose, algo que você não irá precisar usar quando pressionar uma tecla “S” no console, que aciona o modo serial killer do TT RS e modifica a forma como o som do motor entra na cabine, por meio de um flap no sistema de escape. E o modo Sport ainda endurece suspensão e direção, deixando o carro ainda mais arisco.

O preço cobrado pela brincadeira fica em R$ 399.000, no caso da versão Coupé. Quem preferir toda essa diversão a céu aberto pode optar pela versão Roadster, que custa R$ 419.000.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

São Paulo/SP – No evento montado pela Audi, deixei o TT RS por último na ordem de avaliação, permitindo que os momentos de selvageria não fossem ofuscados por momentos a bordo de outro carro com quatro argolas no focinho. E eu não poderia ter feito escolha melhor.

Entrar no carro não é tarefa fácil para alguém com 1.90 m de altura, mas uma vez acomodado no delicioso banco esportivo, me senti em casa. O banco de regulagem elétrica permite uma posição de dirigir colada no assoalho, e a altura de rodagem baixíssima transmite uma sensação incrível de esportividade, realçada pelo ato de girar a chave na ignição e acordar o 2.5 TFSI, que responde com um urro devastador, quase implorando por uma (ou várias) acelerada em ponto morto.

Minhas intenções eram as piores possíveis, e pressionei logo o botão de acionamento do modo S (de Selvageria, ou Safadeza, ou Serial killer, ou…), empurrei a alavanca do S-tronic também para o “S” e afundei o pé no acelerador, fazendo o carro alcançar a velocidade limite da rodovia mais rápido do que a adrenalina circulou por todo o meu corpo, gerando como resultado uma gargalhada. É devastadora a força que esse carro tem para acelerar, sendo que a tração integral maximiza a administração do torque.

Com o modo esportivo acionado, a direção é tão rígida que exige dos bíceps e tríceps para uma simples mudança de faixa, e o endurecimento da suspensão faz com que o ato de atropelar um grão de milho na estrada seja perfeitamente telegrafado ao motorista. E quer saber? Isso é delicioso! Ainda que o asfalto inconstante das estradas brasileiras maltratem os rins do motorista do TT RS, o carro nem se importa, simplesmente faz o seu trabalho, mesmo em velocidades obscenas.

Falar da eficiência do câmbio S-tronic é clichê, afinal todos sabem que as trocas de marcha são rápidas e imediatas, em qualquer modo de uso. Interessantes e apaixonantes são os punta-taccos que o câmbio realiza nas reduções, assim como os “pipocos” no escapamento quando se tira o pé do acelerador em altos giros. Em curvas o modelo se mantém estável, mesmo sob piso molhado, e os freios são tão bons que poderiam ser usados para segurar um Airbus A380.

Como não se pode ganhar sempre, em usos civilizados o TT RS cansa os ouvidos e o corpo. Em sétima marcha a 120 km/h o conta-giros está abaixo de 2000 rpm, mas o escapamento gargareja pedras atrás de você, e depois de 5 minutos assim parece que sua cabeça está dentro de um tambor em um desfile de escola de samba. A suspensão é sempre dura e baixa, sendo que sua coluna irá sofrer no menor trajeto dentro da cidade ou em uma estrada mal-conservada.

Mas quem compra um TT RS está ciente disso tudo, bem como sabe que basta uma acelerada mais forte para o menor sinal de cansaço à bordo se transformar em euforia e satisfação. Esse carro não se preocupa em isolar o motorista do que acontece lá fora, pois foi feito para aqueles que investem R$ 400 mil para se tornar parte do carro, e estes jamais ficarão decepcionados.

Viagem a convite a Audi do Brasil

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