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Primeira volta – Audi S7 Sportback mistura esportividade e luxo

Fotos: Divulgação

O Audi S7 Sportback é mais um representante da classe de carros que não tem personalidade definida entre coupé ou sedan, é simplesmente uma mistura de ambos, ou coupé de quatro portas, como você preferir. Mas é inegável que a esportividade visceral desse tipo de carro fascina imediatamente, e para não ficar só no efeito denorex (parece esportivo, mas não é), 420 cv @ 5.500-6.400 rpm emanam do motor V8 4.0 TFSI biturbo.

Além da cavalaria, a patada de 55 kgfm de torque se inicia em 1.400 e se mantém até 5.200 rpm, suficiente para catapultar o modelo de 1.945 kg da inércia aos 100 km/h em 4,7 segundos. Mérito dividido também com o câmbio S-tronic e a tração integral Quattro. E para não fazer cair os cabelos dos ecochatos, o motor V8 conta com uma tecnologia que desliga quatro dos cilindros em situações de baixa demanda. O resultado? Consumo combinado de 10,4 km/l.

São 4,98 m de comprimento, 1,91 m de largura, 1,40 m de altura e 2,91 m de entre-eixos de pura tecnologia e desempenho. Controle de cruzeiro adaptativo com frenagem automática, sistema de proteção preventiva contra acidentes, central multimídia com tela touchscreen, Audi Drive Select para configurar parâmetros do carro, sensor de carros no ponto cego, headup display e sistema de visão noturna são alguns dos itens do carro. O preço de tudo isso começa em R$ 500.000, e pode chegar a R$ 551.500 com a inclusão de todos os equipamentos de tecnologia e segurança.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

São Paulo/SP – Visto de fora, o S7 Sportbackimpressiona, tanto pelo tamanho e perfil do carro quanto pelo tamanho das enormes rodas de 19 polegadas (calçadas por pneus 255/40). Algo a impressionar tanto quanto é o tamanho do enorme disco de freio dianteiro, que ocupa quase todo o espaço dentro da roda. Mesmo parado o S7 te prepara para o que há por vir.

A qualidade de acabamento do interior beira a sensualidade explícita, são arremates de qualidade por onde se olha, e os bancos esportivos pareciam ter sido moldados para o meu corpo. Regulagem de bancos e volante é feita por botões, tudo elétrico, nada de alavancas. Pressionar o botão “Start Stop” faz a tela do MMI brotar do painel à sua frente, te convidando para uma experiência única.

O Audi S7 é um carro de dupla personalidade, serve tanto para ir a um jantar requintado quanto para barbarizar em descidas de serra, jamais decepcionando quem investiu pelo menos R$ 500 mil por ele. E para testar essa versatilidade, comecei andando de modo civilizado no modo Confort do Audi Drive Select. Nessa situação, a suspensão se torna mais suave, a direção mais anestesiada e um sistema de anulação de ruídos trabalha para o som do V8 no interior ser apenas um leve ronronar.

Nesse modo tranquilo é possível testar a suavidade do câmbio S-tronic, que antecipa as trocas de marcha privilegiando o consumo. O controle de cruzeiro adaptativo mantém sua velocidade em relação ao carro da frente, enquanto um dos sistemas projeta no meio do cluster uma tela aonde é possível enxergar, por meio de sensores infravermelhos, o que os olhos não poderiam ver em uma situação de neblina, por exemplo. O silêncio a bordo só é quebrado pela boa música que toca no sistema de som Bose do carro. E graças ao sistema de desligamento de cilindros, o computador de bordo registra 11 km/l a 100 km/h.

Com um trecho livre de estrada à frente, hora de mudar para o modo Dynamic e acordar o monstro que reside dentro do motor V8. No ato a suspensão passa a transmitir o que se passa sob as rodas, enquanto a direção praticamente anula sua assistência. O câmbio S-tronic assume seu caráter mais raivoso enquanto o som borbulhante do motor passa a entrar na cabine (ainda que parte do show seja truque dos auto-falantes). É chegada a hora da diversão.

Uma pisada seca no acelerador até o fundo. Os 55 kgfm de torque empurram seu corpo com força, quase como um Boeing 737-800 decolando na curta pista do Aeroporto Santos Dumont (RJ). As trocas de marcha são tão rápidas quanto imperceptíveis, e logo velocidades impublicáveis começam a brotar no visor do head-up display. Quanto mais o carro acelera, mais se tem sensação de solidez e controle ao volante. É realmente apaixonante.

Em curvas e nas frenagens a dinâmica é irrepreensível, sendo que as quase duas toneladas de massa nem sequer se fazem notar. Talvez na pista o S7 pudesse sofrer os efeitos da gordurinha extra, mas na estrada os limites do carro são praticamente inalcançáveis.

Devido à baixa altura de rodagem e as finas tiras de borracha emoldurando suas rodas, talvez o calcanhar-de-aquiles do S7 Sportbackestejanos buracos e valetas que infestam as ruas brasileiras como uma praga, mesmo no modo Confort, o que só poderá ser avaliado em uma convivência mais longa com o carro. Mas caso você seja o feliz proprietário de um S7, retribua a felicidade que ele te proporcionar levando-o para uma estrada vazia e cheia de curvas de vez em quanto. Te garanto que ele irá agradecer.

Viagem a convite da Audi

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