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Kawasaki mostra as mais avançadas tecnologias para desempenho

Desenvolvimento de novas tecnologias que auxiliam na pilotagem tornam as motocicletas mais prazerosas, seguras e eficientes, com isso, uma troca de marchas pode envolver muito mais do que simplesmente acionar uma alavanca

 A aparentemente simples seleção de marchas de um motor envolve diversos processos e reações que afetam diretamente o comportamento da motocicleta. Ao se aproximar de uma curva, por exemplo, em alta velocidade realizando a redução de marchas em um câmbio com embreagem convencional, a tendência de travamento e arrasto da roda traseira pode desequilibrar o piloto fazendo-o perder o controle.

Para que este efeito não ocorra, a Kawasaki utiliza um sistema de embreagem assistida e deslizante, que sai de fábrica nos seguintes modelos: Ninja ZX-6R, Ninja 1000 Tourer, Ninja 1000, Ninja 650, Ninja 400, Z900, Z900RS, Z650, Z400, Versys-X 300 Tourer, Versys-X 300, Vulcan S, Versys 1000, Versys 650 e Z900 2021. Já nos modelos Kawasaki: Ninja H2 SX SE, Ninja ZX-10R SE e Ninja ZX-10R, a embreagem é deslizante. Os benefícios do dispositivo podem ser sentidos ao reduzir a marcha, sobretudo de maneira brusca como em uma redução de emergência ou esportiva. O sistema permite que a roda continue girando sem travar, com um pequeno toque de fricção da embreagem, similar ao “dedo” que os pilotos profissionais utilizavam no manete antes do surgimento desta tecnologia.

Na prática, o dispositivo simula o efeito de patinar a embreagem, tornando mais suaves as trocas de marchas, eliminando pequenos trancos tanto no pedal como no motor e, portanto, na pilotagem. Por se tratar de um sistema mecânico, não há necessidade de ligá-lo para utilizar, é só dar a partida, engatar a primeira e sair.

KQS (Kawasaki Quick Shifter) –  Com o KQS, o câmbio dos modelos mais potentes da marca permite trocas de modo manual, segurando a embreagem, engatando no pedal e soltando o manete, ou de forma semiautomática, apenas movendo a alavanca com o pé. Neste caso, ao iniciar a troca de marchas sem acionar a alavanca de embreagem, o próprio dispositivo realiza esta ação permitindo a mudança no câmbio sem riscos de quebra ou tranco no motor.

No mundo das competições os milésimos de segundo são valiosíssimos. A cada curva, a cada volta, inúmeras trocas de marchas e preciosos segundos desperdiçados entre o pensamento de engatar a próxima marcha, recolher o acelerador, acionar o manete de embreagem, movimentar o pé, soltar o manete e voltar a acelerar… ao longo de uma corrida esta pode ser a diferença entre estar no pódio ou não.

Com o passar do tempo, pesquisas e o advento de novos materiais foi desenvolvido um sistema onde o manete de embreagem se torna praticamente obsoleto, claro que ele ainda não está descartado, afinal, não se trata de um sistema de câmbio automático, mas sim de um recurso mecânico que permite realizar trocas com a moto já em movimento e sem acionar a alavanca. Para o piloto isso se traduz em voltas mais rápidas e redução na fadiga do braço da embreagem.

Em algumas motos o sistema permite trocas rápidas tanto no aumento quanto na redução de marchas, já outros apenas no aumento, exigindo o uso da embreagem na redução. Presente nos modelos Kawasaki: Ninja H2 SX SE, Ninja ZX-10R SE, Ninja ZX-10R, Versys 1000 Grand Tourer (todas com KQS bidirecional) e Ninja ZX-6R (unidirecional). E a adoção do câmbio com troca rápida também tem seus efeitos e benefícios nas ruas, contribuindo com menor emissão de poluentes despejados entre uma troca de marcha e outra, além é claro, da agilidade ao realizar uma ultrapassagem, por exemplo.

Fonte: VGCOM – VANESSA GIANNELLINI COMUNICAÇÃO

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