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Indústria: Japão, o Império contra-atacou!

Fotos: Renato Pereira

Japão. Um pequeno país insular no leste da Ásia, com uma area de 377,944 km2 divididos em 6.852 ilhas estratovulcânicas, cortado pela maior falha tectônica do mundo, com cerca de 73% de sua área terrestre formada por florestas e montanhas com direito a vulcões (totalmente impróprias para a agricultura, industrias ou residências). Cercado de água por todos os lados,   no mínimo espaço restante espremem-se aproximadamente 126 milhões de habitantes, que convivem com o maior volume de terremotos e tsunamis do planeta.

Sua história de ilibada conduta foi ofuscada após a virada do século 20, pelo deslumbre ado pelo expansionismo e militarização repentino e desordenado, após a 1ª Guerra Mundial, invadindo a Manchúria em 1931, desligando-se da Liga das Nações, em 1936, assinando o pacto de não-agressão com a Alemanha Nazista  formando o Eixo do Mal, invadindo a China em 1937 e a Indochina em 1940, Malásia e Singapura em 1941 até que sua aparente invencibilidade conduziu Hiroito o Japão ao famoso bombardeio devastador em Pearl Harbor no final deste ano, levando oficialmente os Estados Unidos à ingressar na 2ª Guerra Mundial, que devolveu a gentileza recebida no Havaí com duas bombas atômicas em 1945. O país teve de devolver todos os territórios ocupados, ficou com sua infra-estrutura e parque industrial destruídos, perdeu o status-quo de Império, a miséria total se abateu sobre a população e a situação só não ficou pior porque os Estados Unidos incorporou o papel de advogado do diabo e anistiou os cientistas (?) dos crimes de guerra cometidos nos campos de concentração com testes e armas biológicas, levando-os embora para América do Norte e juntando-os com os cientistas alemães capturados na Europa.

Em 1952, passado o efeito cataclísmico que se abateu sobre o país no pós-guerra e recuperando seu território ocupado, o Japão (que é pouca coisa do que Mato Grosso do Sul com 357,145 km²) começou um rápido e impressionante crescimento de sua capacidade industrial, sendo hoje, 63 anos depois, um dos maiores e mais tecnologicamente avançados produtores de veículos, eletrônicos, máquinas-ferramenta, aço e metais não ferrosos, navios, produtos químicos, têxteis e alimentos processados, e sua taxa de desemprego é na ordem de 4% da população, mesmo depois de 11 de março de 2011, quando o país sofreu o maior terremoto de sua história, que desencadeou o desastre na usina nuclear de Fukushima Daiichi. É, também, o país líder nas pesquisas e desenvolvimentos científicos e biomédicos. Se isso tudo não é um exemplo de eficiência e disciplina de um povo governado com honestidade e envolvimento com o desenvolvimento e o futuro, então fica difícil encontrar um exemplo do que seja!

É certo que muito do que os japoneses fazem e pensam nós, meros ocidentais, jamais entenderemos. Sua cultura, filosofia, disciplina, suas crenças e crendices, estão acima e para além de nossa compreensão e costumamos, por puro desconhecimento, taxá-los de “povo esquisito”, provavelmente o mesmo que pensam sobre nós brasileiros, que temos um país de dimensões continentais, uma riqueza incalculável sob os pés, milhares de quilômetros de litoral, um dos melhores climas do mundo e somos o que somos: 85° colocados no ranking de Indice de Desenvolvimento Humano, 60° colocados no ranking de Educação, e, entre 34 países, ocupamos a 31ª colocação no ranking de crescimento do PIB mundial e não temos sequer uma única fabrica 100% nacional de automóveis, enquanto o japão lidera, através da Toyota, o ranking de montadoras no mundo e, assim como a Nissan, Honda, Suzuki, Mazda, Mistubishi, Isuzu, Mazda e Daihatsu, as maiores, como pela ASL, BS Motor, DAT, Dome, Fuso (Mitsubishi), Acura (Honda), Fuji Heavy Industries (Subaru), Hope, Idemitsu, Isaka, Ishikawajima, Karthick, Kunisue, Lexus (Toyota), Autozam (Mazda), Efini (Mazda), Eunos (Mazda), Xedos (Mazda), Meihatsu, Mitaka, Mitsui, Mitsubishi, Mitsuoka, Nikken, Datsun (Nissan), Infiniti (Nissan), Ohmiya, Otomo, Publica, Rintaku, Sanko, Scion (Toyota), Showa (Subaru), Suzuki, Tachikawa, Takeoka, TGE, Tsubakimoto Chain, UD Trucks, Vemac, Yamaha e Yoshida-shiki, está presente em países como Austrália, Índia, Sri Lanka, Canadá, Indonésia, Polônia, África do Sul, Turquia, Colômbia, Reino Unido, Estados Unidos, França, Brasil, Portugal, Argentina, República Checa, México, Malásia, Tailândia, Paquistão, Egito, China, Vietnã, Venezuela, Filipinas e Rússia, administrando, criando e produzindo automóveis, SUV, Esportivos, Pick-Ups, Comerciais Leves, Ônibus, Caminhões, Veículos Elétricos, Motores, Chassi, Máquinas Industriais, Aviação, Helicópteros, Turbinas Hidrelétricas, Robótica, Combustíveis, Química, Siderurgia e Bancos. Será que os japoneses são, mesmo, esquisitos?

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