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Documentário “O Fantástico Patinho Feio” resgata história do automobilismo

O automobilismo em Brasília se destaca na história brasileira por ter revelado pilotos
para a Fórmula 1, como Nelson Piquet, e pelas suas importantes provas da década
de 1960. Este contexto facilitou o surgimento de diversos enredos, como do carro
Patinho Feio, criação de quatro amigos apaixonados por automóveis que nunca
tinham participado de uma competição e se destacaram na corrida dos “500km de
Brasília”, em 1967.

Com imagens de arquivo, imagens atuais do automóvel e depoimentos de
personalidades ligadas ao esporte, como o bicampeão mundial de Fórmula 1
Emerson Fittipaldi, o jornalista Reginaldo Leme e o historiador Roberto Nasser, o
longa traz para a tela dos cinemas a inacreditável história dos criadores do Patinho
Feio e o cenário das provas de corridas de carro no Distrito Federal durante os anos
de 1960.

Fanáticos pelo esporte, os quatro amigos Alex Dias Ribeiro, Helládio Toledo, Zeca
Vassalo e João Luis, começaram no automobilismo consertando veículos na
improvisada oficina que abriram, a Camber. A vontade de participar de uma prova
continuava forte e presente em todos, e assim, conseguiram uma oportunidade
única nos “500km de Brasília”, segunda maior prova do automobilismo brasileiro.
Com o prazo apertado, de apenas 21 dias, realizaram este sonho pela construção
do Patinho Feio – com muito improviso, poucos recursos e muita disposição.
Para o diretor Denilson Félix (“As coisas acontecem” e “Marcelo Bousada, quem?”),
os criadores estavam inseridos em um importante momento de influência do
esporte, das artes, costumes e moda. “Eu costumo pensar que contar essa história
é uma obrigação cinematográfica e uma necessidade histórica. Tenho para mim,
que estes quatro jovens, por tudo que eles fizeram e da forma como tudo
aconteceu, estavam dentro de uma onda cósmica, uma energia ímpar, que assolou
o mundo no ano de 1967”.


O filme foi eleito como melhor filme na Mostra Brasília, do 50º Festival de Brasília do
Cinema Brasileiro, ganhando o Troféu Câmara Legislativa e também participou
como convidado no Festival de Cinema, da Bienal de Curitiba de 2017.
Produção da Caldo de Cana Produções e com distribuição da Elo Company, “O
Fantástico Patinho Feio” estreia dia 22 de novembro em 20 salas de 19 cidades do
país de segunda a sexta-feira, sempre às 19h pelo Projeta às 7, parceria da
Cinemark com a Elo Company que abre uma nova janela para o cinema brasileiro.

Sinopse
A história de quatro garotos de Brasília que nos loucos anos 60 resolveram ousar
em realizar seus sonhos. Eles construíram, num fundo de quintal, um carro de
corrida para competir na segunda maior prova do automobilismo brasileiro, os “500
km de Brasília”. Competindo com 33 carros, muitos deles de grandes marcas
internacionais e saindo em último lugar do grid de largada, depois de mais de seis
horas de corrida, eles chegaram em segundo lugar na categoria geral. Depois deste
feito, os quatro jovens fundam a lendária Oficina Camber, por onde passaram
Nelson Piquet, Roberto Pupo Moreno e muitos outros pilotos. Em 2017, essa grande
aventura fez 50 anos.

Ficha técnica:
Produção executiva: Denilson Félix, René Sampaio, Livian Valias
Elenco: João Luis, Zeca Vassalo, Helládio Toledo, Alex Dias Ribeiro, Emerson
Fitipaldi, Reginaldo Leme, Nelson Piquet e outros.
Direção: Denilson Félix
Roteiro: Denilson Félix
Direção de Produção: Walder Junior
Direção de fotografia: André Luis e André Carvalheira
Direção de arte: Pedro Daldegan
Montador: Jorge Dalena Thiago Esmeraldo
Edição de Som: Juninho Nascimento
Trilha sonora: Juninho Nascimento
Áudio: Stéreo
Legendas: Inglês
Janela (Formato de tela): 16:9
Ano/Mês de produção: 2017 – Setembro primeira exibição
Cidade/País de Produção: Brasília – Brasil

Nota do Diretor

Roteirista premiado nos festivais de Gramado, Vitória e Recife, em 2001, pelo
curta-metragem “Sinistro”, de René Sampaio. Dirigiu os curtas “O dente podre do
lavador de pratos”, “As coisas acontecem”, “Uma voz timorense em Brasília” e o
média-metragem “Marcelo Bousada, quem?”. Roteirizou o longa-metragem
“Campus Santo”, de Márcio Curi.

“Minha tentativa é levar para as pessoas que desconheciam a história a mesma
sensação de descoberta que eu tive ao longo do processo. Eu não fazia longos
briefings dos personagens, não esquematizei como deveria ser perguntas e
respostas, queria ter o prazer das surpresas ao longo do processo de filmar. Foi
exatamente o que ocorreu, a cada entrevista e locação eu me sentia um curioso
sendo alimentado de informações, de histórias”. Denilson Félix, 2018.

ENTREVISTADOS

“Foi toda nossa energia para aquele carro. A gente fez com muita paixão,
dedicação, devoção. Viramos noites e foi um negócio extraordinário para quatro
moleques entre 18 e 16 anos” – Alex Dias Ribeiro – criador do Patinho Feio
“Quando faltavam 10 dias para a corrida, meus pais ficaram sabendo que a gente
estava fazendo um carro, e pior ainda, que eu íamos correr. Com isso, me pediram
pra decidir se eu queria desistir da ideia e continuar em casa ou sair de casa e
realizar o que eu estava dizendo que ia fazer. A partir daí fiquei morando na casa da
mãe do Zeca” – João Luiz – Criador do Patinho Feio

“O carro era muito leve, então ele andava muito bem. Ao invés de ter potência, ele
não tinha peso. Então compensava uma coisa com a outra” – José Álvaro – criador
do Patinho Feio

“Estreia é sempre emocionante. Primeiro que éramos sempre tratados pelos outros
pilotos como ‘os meninos’, a gente de vez em quando escutava as conversas no
barzinho que os pilotos se encontravam, ou no circuito da feira – onde nos
encontrávamos de noite para os pegas noturnos escondidos da polícia – se o carro
ia ficar pronto e quem nós éramos” – Helládio Toledo – criador do Patinho Feio
“Gente apaixonada vai existir sempre. Mas hoje pra você fazer uma coisa desse tipo
imagine o dinheiro que teria que ter para equipamentos e engenheiros” – Reginaldo
Leme – jornalista de automobilismo

Caldo de Cana Filmes
A Caldo de Cana Filmes produziu mais de 100 produtos audiovisuais entre
vídeo-aulas e institucionais, para clientes como a Polícia Civil do Distrito Federal,
Federação Nacional dos Bispos do Brasil, Secretaria de Segurança Pública de
Brasília, entre outros. Para o cinema, produziu o “O Fantástico Patinho Feio”,
vencedor do prêmio de melhor filme na Mostra Brasília do 50º Festival de Brasília do
Cinema Brasileiro de 2017. A produtora também produz conteúdo independente,
como documentários com temática social, disponibilizados em plataformas de vídeo
online.

Elo Company
Empresa especializada em produção e distribuição audiovisual fundada por Ruben
Feffer, Flavia Feffer e Sabrina Nudeliman. No mercado há 13 anos, conta com uma
estrutura completa de desenvolvimento de conteúdo, curadoria, planejamento de
distribuição e vendas nacionais e internacionais. São mais de 400 títulos em seu
lineup, entre eles “O Menino e o Mundo”, “S.O.S: Mulheres Ao Mar 2”, e o
documentário “Espaço Além: Marina Abramovic e o Brasil”, além de títulos de
importantes produtoras brasileiras, como RT Features, Paranoid e Ananã. A Elo
Company tem entre seus principais objetivos conectar produções brasileiras com o
mercado internacional e desenvolver novos modelos de negócios, como o Selo
ELAS e Projeta às 7, parceria com o Cinemark.

Fonte: Fernanda Thompson Estratégias

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