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Conheça tudo sobre a linha esportiva da Audi

Fotos: Renato Pereira

As séries S e RS são as versões de alto desempenho de alguns modelos da Audi AG, cujo foco está na mais avançada tecnologia de performance com muito luxo e conforto. São desenvolvidos única e exclusivamente para disputar mercado com os BMW série M e Mercedes-Benz série AMG. O primeiro Audi a ganhar um “S” foi o modelo S2 Coupé, em 1990, enquanto o primeiro RS surgiu em 1994 com o modelo Avant RS2. Todos os modelos Audi atuais são nomeados com a letra A e o número correspondente à seus segmento, como A1, A3, A4 (antigamente 80 e 90), A6 (anteriormente 100 e 200) etc. Em suas versões de alto desempenho, a letra A é substituída pelo S ou RS, tornando-se S3, S6, RS4, RS7 etc.

A alemã Audi AG (AktienGesellschaft, sociedade por ações) foi fundada por August Horch na cidade de Zwickau, próxima a Chemnitz, em 1899, e a empresa chamava-se A. Horch & Co. Em 1909, devido a divergências com outros sócios, Horch desligou-se da empresa e imediatamente criou outra fábrica, mas como havia perdido os direitos ao nome durante as negociações de sua saída, contornou com inteligência e elegância o problema, batizando sua nova fábrica de automóveis novamente com seu próprio, porém traduzindo o alemão Horch para o latim Audi.

O engenheiro dinamarquês Jørgen Rasmussen era proprietário da DKW (Dampf-Kraft-Wagen, Carro de Força a Vapor), que fabricava pequenos motores a vapor. Em 1928, comprou a norte-americana Rickenbacker Motor Company, que fabricava automóveis com motores V8 a gasolina. Em 1932, por sugestão do Saxon National Bank, adquiriu também a Audi, a Wanderer e, irônicamente, a A. Horch & Co. e fundou, então, a Auto Union, cujo símbolo são as conhecidas quatro argolas. Finda a 2ª Guerra Mundial, criou-se a Alemanha Oriental Comunista e a Alemanha Ocidental Capitalista e duas Auto Union divididas por um muro.

Do lado comunista criou-se a VEB (Volkseigener Betrieb, Empresa do Povo) cuidada pelo Estado e, por azar, onde ficava a planta da Audi e da Horch, que foram extintas e se transformaram na IFA (Industrieverband Fahrzeugbau, Associação Industrial de Construção de Veículos, que fabricava os modelos F8 e F9 com motores de 2 cilindros, 2 tempos e 684cc.

Do lado Capitalista ficaram a DKW, que produzia os mesmos F8 e F9, com o mesmo motor, só que com 900cc, e a Wanderer, que passou a fabricar geladeiras. Em 1964 a Daimler-Benz, então dona da Auto Union GmbH (Gesellschaft mit beschränkter Haftung,  Sociedade com Responsabilidade Limitada), vendeu as ações da DKW para a Volkswagen, já proprietária da NSU (Neckarsulm Strickmaschinen Union, União de fabricantes de máquinas de tricô de Neckarsulm ) Motoren Werke (Fábrica de Motores) AG que, sabendo do domínio da nova empresa adquirida e renomeada em 1969 Audi NSU Auto Union AG sobre os motores de dois cilindros, criou e lançou o DKW F103, batizado simplesmente como Audi!

Após o sucesso do NSUK70, a Volkswagen enterrou seu novo projeto e focou-se no desenvolvimento dos novos motores refrigerados a água (AP) que equiparam o modelo Audi 100, primeiro sucesso mundial da marca que, a partir de então, tornou-se a divisão de carros de luxo e esportivos da Volkswagen com sua planta na cidade de Ingolstadt. Este é um resumo da história da Audi que, como podemos ver, não teve uma vida fácil e, se hoje atingiu o topo dos melhores carros da Europa, também não o fez sozinha. A “ajudinha” extra para transformar seus já excepcionais modelos em verdadeiros mísseis terrestres, com todo conforto, luxo e elegância possíveis, veio através de uma parceria com a Porsche, que ensinou a Quattro GmbH a criar e desenvolver as linhas S e RS que encantam os aficionados por modelos espetaculares de alta performance.

Para que esta matéria não se transforme num batuque do afro-descendente mentalmente desfavorecido, é necessário que se explique, antes a existência da denominação Quattro que sempre acompanha os modelos especiais da montadora alemã. A Quattro GmbH (Gesellschaft mit beschränkter Haftung, sociedade com responsabilidade limitada) é uma subsidiária privada integral da Audi AG, desde outubro de 1983, sob o comando de Stephan Reil. Seu objetivo não era outro senão “apimentar” os modelos de série da montadora, com body-kits e componentes mecânicos diferenciados ao gosto dos clientes, mas foi com a criação do imbatível e até hoje inimitável sistema de tração integral nas 4 rodas que a Quattro tornou-se o braço esportivo oficial da Audi, com sede Neckarsulm, próxima a Stuttgart, em Baden-Württemnberg. Lembram-se da NSU? É lá mesmo, em uma área de 3.500 m² dentro dos 10.700m² da atual usina e estamparia de alumínio da Audi. E foi para o grupo da divisão Quattro que a Porsche ensinou o caminho das pedras tecnológicas que levou à criação de jóias como o RS4, RS6 e R8. Pronto, agora com tudo organizado, vamos ao assunto:

A maioria dos modelos produzidos pela Audi tiveram sua versão S ao longo dos anos. Essas versões são facilmente identificáveis pela adição da legenda S em suas grades dianteiras. Seus motores são mantidos originais, porém todos os carros são equipados com a tração integral exclusiva da Quattro, freios redimensionados, suspensões recalibradas, acabamentos em fibra de carbono e diversos itens que diferencia das versões de série, e os cuidados com luxo, requinte e acabamento são ilimitados. Em um passado não muito distante, alguns modelos Audi S competiram diretamente contra seus rivais alemães, como ocorreu entre o Audi S4 4.2 FSI, o BMW M3 e o Mercedes-Benz C32 AMG. Desde 2010, no entanto, os modelos Audi S foram posicionados na faixa de versões também com motorizações diferentes. Por exemplo, o motor básico do A4 é o 2.0 TFSI turbo de quatro cilindros, e pode-se optar pelo motor 3.0 TSFI V6 para o Audi S4, que concorre com o BMW 335i.

Algumas das principais versões já produzidas e em produção da divisão S são:

Como mencionado, a Porsche meteu sua colher tecnologica aparentemente alienígena no desenvolvimento das versões esportivas da nada rival – não competem em nenhum segmento – conterrânea Audi AG e é a única montadora de carros top que não tem divisão esportiva pelo simples fato de que a Porsche é específicamente esportiva até em SUV – e mostrou uma ou outra coisinha para o pessoal da Quattro GmbH sobre como melhorar algo que já é muito bom. E o pessoal aprendeu direitinho, potencializando a suave divisão S com a criação da divisão RS (RennSport, Esportivos de Corrida, mas para andar na rua).

Alterando profundamente os modelos de série da montadora, as versões RS são os automóveis repaginados mais tecnologicamente avançados e poderosos produzidos em série em todo o mundo. A versão RS TFSI Quattro do já excelente A6, por exemplo, com seu motor V8 5,0 litros turbocharger e 578 Cv de potência, deixa no chinelo o impressionante S8 V8 5.2 litros turbocharger e 520 Cv, e briga diretamente com a mais potente versão do BMW M6. O A8 de série, por sinal, nem vai ganhar versão RS Quattro, provavelmente porque chegaram à conclusão de que não tem mais o que fazer além da versão S do modelo.

Não é que alegria de pobre dura pouco; no caso das versões RS Quattro, alegria de pobre simplesmente não existe. Seus modelos são disponibilizaos em volume e tempo limitado, e comercializados em mercados selecionados, ou seja, quem comprou, comprou e pagou caro. Quem não comprou, vai ter de esperar algum proprietário querer vender e comprará um carro usado, caro do mesmo jeito, e isso apenas em alguns países do mundo. Ao contrário dos modelos da divisão S, a turma da divisão RS não dá a menor bola para acabamento interior, requinte, luxo e conforto. O negócio, aqui, é potência e desempenho. Seu maior expoente é o absurdo R8, desde o mais básico até o mais entupido de tecnologia, lançado em 2010 e até hoje sem concorrência entre os veículos com produção em série. Até recentemente, apenas um modelo de série era escolhido e reconstruído pela RS, mas devido à demanda crescente e o boom do mercado dos supercarros de série, a Audi AG reviu sua política e decidiu fornecer o que os clientes procuram, produzindo diversos modelos simultaneamente.

As das principais versões já produzidas e em produção da divisão RS são:

Os modelos disponiveis Audi S e RS Quattro no Brasil em 2015 são: S3 Sedan, S3 Sportback, S4 Sedan, S5 Coupé, S5 Sportback, S7 Sportback, S8 Sedan, S Q5 SUV. RS4 Avant, RS6 Avant, RS7 Sportback, RS Q3 SUV, R8 V10 Plus e R8 Spyder.

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