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Conheça melhor os novos motores turbos de três e quatro cilindros da FCA

Fotos: Leo Lara / Divulgação FCA

A nova fábrica que a Fiat Chrysler construirá em Betim (MG) produzirá os motores GSE Turbo de três e quatro cilindros, batizados de T3 e T4, que se destinam a equipar o topo da gama de veículos atual e futura da FCA.

Estes propulsores vêm completar a família Firefly, que foi lançada mundialmente em 2016 a partir de Betim. Os motores T3 e T4 têm as mesmas cilindradas dos motores Firefly N3 e N4, mas ganham ainda mais versatilidade e potência graças à sobrealimentação. Foram introduzidas novas tecnologias para garantir desempenho e consumo de combustível alinhados com as expectativas de mercado, já atendendo às mais exigentes normas de emissões que serão adotadas a partir da próxima década.

Os novos motores combinam mais desempenho com menor consumo. Suas principais características são:

– Bloco de alumínio com alta rigidez estrutural;
– Câmara de combustão com 4 válvulas por cilindro, alinhado com a exigência do sistema turboalimentado;
– Injeção direta de combustível;
– Sistema MultiAir de última geração, com controle eletrônico das válvulas de admissão;
– Coletor de descarga integrado ao cabeçote;
– Sistema de arrefecimento misto água/ar integrado no coletor de admissão para refrigerar o ar aspirado;
– Bomba de óleo a cilindrada variável;
– Turbo controlado eletronicamente.

Os motores a serem produzidos em Betim ganharão ainda mais tecnologia e capacidade flex: serão capazes de queimar etanol e gasolina, separados ou misturados em qualquer proporção, além da compatibilidade de materiais de alguns componentes aos combustíveis latino-americanos, como por exemplo os injetores, válvulas e sedes de válvulas e anéis.
“Todo o trabalho de desenvolvimento desses novos materiais e componentes, bem como a capacidade de trabalhar com etanol e gasolina, já estão em andamento para que os novos propulsores cheguem ao mercado até o final de 2020, equipando modelos da FCA”, explica Aldo Marangoni, diretor de Powertrain da FCA para a América Latina.

Com a chegada dos motores GSE Turbo, a FCA passa a ter uma das maiores gamas de propulsores na América Latina. Em Betim (MG) são produzidos os motores Fire 1.0 flex e 1.4 gasolina e flex, Firefly 1.0 flex e 1.3 gasolina e flex, além danova família GSE Turbo, flex e gasolina. A planta de Campo Largo (PR) vai continuar a produzir os motores E.torQ 1.6 (gasolina, exportação) e 1.8, nas configurações gasolina e flex.

Turbo E4: novo patamar para motores a etanol

A Engenharia de Powertrain da FCA na América Latina é uma das maiores especialistas em propulsores flex do mundo. Não se trata apenas de calibrações ou de ajustes em motores importados, mas de toda uma cadeia de engenharia de desenvolvimento.

A chegada dos novos motores GSE Turbo será a base para acelerar o desenvolvimento de um revolucionário propulsor, por enquanto chamado de E4, que irá elevar os motores a etanol a um outro patamar de aproveitamento energético. Trata-se de um motor concebido para uso otimizado do etanol, baseado na arquitetura do T4.

O objetivo é reduzir o gap de consumo do etanol em relação à gasolina, que é de 30% atualmente, para obter um motor de alta eficiência energética e baixo impacto ambiental. A FCA está utilizando tecnologias muito inovadoras nesse projeto, algumas das quais desenvolvidas em Betim. O emprego do etanol na matriz energética da propulsão é uma vantagem comparativa do Brasil, que conta com tecnologia e condições climáticas para a produção competitiva do etanol a partir da cana-de-açúcar, além de estrutura altamente eficiente de distribuição do combustível.

O etanol é uma alternativa compatível com os objetivos de redução das emissões de CO¿ da frota, já que a maior parte deste gás emitido para a atmosfera no processo de combustão do motor é capturado de volta pelas folhas da cana-de-açúcar através do processo de fotossíntese, contribuindo para redução das emissões dos gases de efeito estufa.


Indústria 4.0 já é realidade.

A decisão de localizar a nova fábrica de motores turbo em Minas Gerais foi decorrente de várias vantagens comparativas da fábrica de Betim. “Essa planta tem uma forte cultura industrial de motores e transmissões e também muita sinergia com as linhas de produção de outras famílias de motores”, observa Cláudio Rocha, diretor de Manufatura de Powertrain da FCA para a América Latina. Ele também destaca a eficiência logística propiciada pela instalação da planta de motores no mesmo perímetro industrial da produção de automóveis.

A linha de produção dos motores GSE T3 e T4 já nascerá em ambiente da Indústria 4.0, de forte conexão entre pessoas, máquinas, dados e inteligência artificial. Os novos motores serão produzidos no mais avançado processo de manufatura e estarão credenciados para competir nos mais exigentes mercados globais.
Com capacidade para fabricar 100 mil propulsores por ano, a nova planta reunirá todas as etapas produtivas do motor, desde a usinagem do bloco e cabeçote até as linhas de montagem. Todo o processo é conectado a uma central de gerenciamento, no melhor exemplo de interação entre pessoas, máquina e dados.
Na nova unidade, serão aplicadas as melhores práticas industriais globais da FCA, para entregar ao mercado motorizações que são 100% testadas, após cada etapa de manufatura.
A precisão do processo de fabricação permite a completa rastreabilidade de cada componente montado. Haverá incremento da aplicação de robôs colaborativos, sistemas avançados de visão para o controle do processo e incremento das tecnologias para otimizar o consumo de energia. “A melhor tecnologia disponível no grupo globalmente será aplicada a esta fábrica, a fim de assegurar a qualidade dos motores produzidos”, afirma Rocha.

*Viagem à convite da FCA

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