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Coluna Mecânica Online | Carro parado, prejuízo dobrado

Entenda os riscos de deixar seu veículo parado por muito tempo e como preservar seu funcionamento.

Os aviões foram feitos para voar. Os carros foram feitos para rodar nas ruas. Viu o anúncio de um veículo pouco rodado como oportunidade de negócio? Parece interessante, não é mesmo, mas nem sempre é.

A preservação de um veículo requer responsabilidade para garantir o seu funcionamento e passar segurança.

E da mesma forma que um avião foi feito e projetado para voar constantemente, o automóvel considera em seu desenvolvimento uma quilometragem média de rodagem por ano.

Saiba que manter o veículo parado pode não ser um bom negócio – e explico a razão.

Quando seu veículo fica parado por muito tempo (e aqui estou falando a partir de 20 dias, no mínimo), podem surgir problemas em componentes como ar-condicionado, pneus, bateria, computador de bordo e sistemas de embreagem e frenagem.

Além disso, com o carro parado por esse período, funcionalidades podem perder sua programação original e até a bomba de combustível pode dar problemas, pois tanto o etanol quanto a gasolina (principalmente) possuem prazo de validade.

Mecanicamente falando, parece até contraditório dizer: mas sempre que um carro fica parado por muito tempo, seus componentes começam a sofrer com a aceleração do desgaste.

É normal a lubrificação ficar insuficiente e surgirem problemas como acúmulos de partículas abrasivas nas galerias internas e ressecamento das mangueiras de borracha, além dos pneus sofrerem perda de pressão e “achatarem”, por ficarem muito tempo parados na mesma posição e com a concentração de peso constante sobre uma área específica.

E para quê mesmo você investiu num automóvel, se ele ainda vive parado?

Você corre o risco da depreciação no valor investido com o passar do tempo – e ainda tem compromisso com o pagamento dos impostos e do seguro.

Entretanto, caso realmente precise deixar seu veículo guardado por um período maior de tempo, deve ter cuidado com o óleo lubrificante, que é uma fonte de oxidação quando parado por muito tempo – situação similar ao combustível. Por isso, antes de deixá-lo guardado, é recomendável substituir o óleo do motor, o filtro e até mesmo o fluido de freio.

Deixar o tanque de combustível cheio também é uma boa dica, para diminuir o contato com o oxigênio. E se o seu carro é bicombustível, escolha o etanol.

Detalhe muito importante: carro que não roda muito e tem baixa quilometragem pode apresentar desgaste elevado de componentes e necessitar de manutenções corretivas.

Então, observe se o plano de manutenção programado por distância percorrida – ou mesmo por tempo (vale o que vencer primeiro) – foi seguido conforme o especificado no manual do proprietário do veículo.

Tenha sempre em mente: carros são feitos para rodar e não para ficarem parados.

Considere ao menos rodar com o veículo uma vez por semana, para manter a lubrificação dos componentes.

Mas o melhor mesmo é pegar a estrada. Temos um Brasil repleto de belezas naturais e um lindo litoral aqui no Nordeste para ser visitado.

Se ainda assim seu carro precisou ficar algum tempo parado, destaco a importância da manutenção preventiva e de um check-up rigoroso antes de voltar a pegar a estrada, para não sofrer surpresas desagradáveis e relembrar o alerta de muita oficina mecânica: “carro parado, prejuízo dobrado”.

Coluna Mecânica Online® – Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º e 13º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuição gratuita todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
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