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Carro elétrico: você ainda terá um?

Foto: Divulgação

Mais de 100 anos atrás (1898), foi fabricado o primeiro carro elétrico, tornando-se gradualmente popular mundialmente. No entanto, a sua evolução foi barrada com os avanços dos veículos de motor a combustão interna e, sobretudo, devido a indústria do petróleo, que fez o preço do combustível ficar acessível.

De lá para cá, a sociedade mudou e, gradualmente, as pessoas estão se movendo para carros “verdes” especialmente os elétricos e híbridos. Naturalmente, a resistência da indústria dominante é grande, mas nada é superior a preservação da vida. Logo, cedo ou tarde, teremos que agir para que a mobilidade seja menos nociva ao meio ambiente. Afinal de contas, que tipo de herança queremos deixar aos nossos filhos e netos?

Da primeira vez que o carro elétrico tentou se tornar viável economicamente, não havia tecnologia de carros híbridos, ou se existia não foi explorada comercialmente. O fato é que se agora temos mais opções tecnológicas para lidar com os desafios da mobilidade, há também muito mais problemas, a começar pelo tamanho da frota mundial, que está em torno de um bilhão de autoveículos. Para se ter uma ideia do que isso representa, se colocados em fila, darão mais de 100 voltas ao redor da terra. Tudo isso gerando gigantesca quantidade de poluição.

Neste contexto, alguns fabricantes tomaram a iniciativa de produzir carros que poluem menos. Esse foi o caso da Toyota, primeira montadora a investir em produção em massa de tecnologia híbrida, e já vendeu mais de três milhões do Prius globalmente. Porém, não é apenas a Toyota que está se movendo em busca de solução “verde”. Atualmente, quase todas as montadoras de grande porte, estão trabalhando em projetos de veículos híbridos, elétricos ou de célula de combustível.

O fato é que ainda há uma estigmatização, quando se trata de carros híbridos e elétricos. Recente pesquisa da Gallup nos Estados Unidos concluiu que 60 por cento dos norte-americanos não estão dispostos a comprar um carro elétrico, porque eles não têm o mesmo alcance que um carro tradicional, movido por motor de combustão interna.

Além disso, em quase todas as partes do mundo as pessoas, especialmente os homens, gostam de dirigir carros velozes. Daí, há uma crença de que os veículos elétricos não podem fornecer desempenho compatível com os seus pares a gasolina ou diesel. Será que não? Vamos alguns exemplos que provam o contrário.

Para começar o Eliica é um carro elétrico (com oito rodas) que acelera mais rápido do que um Porsche 911 Turbo. Desenvolvido pelos japoneses da Keio University, o Eliica pode alcançar velocidade final de 402 km/h. Você pode alegar que esse não é um exemplo válido, pois ele não é produzido em série. Então vamos examinar outros casos.

O Tesla Roadster reivindica o título de carro elétrico mais rápido do mundo. O esportivo faz de 0-100 km/h em apenas 3,9 segundos e alcança velocidade final de 384 km/h. São poucos carros movidos a combustível fóssil que conseguem alcançar o mesmo desempenho, não é verdade?

Também, precisamos lembrar que o teste de aceleração entre o BMW M5 a gasolina versus o Tesla Model S elétrico, o modelo norte-americano se deu muito bem. Se desejar poderá conferir o teste em vídeo no Youtube ou no VerdeSobreRodas.

O Mercedes-Benz SLS AMG Coupé Electric Drive tem quatro motores elétricos que produzem uma potência total de 552 kW, este esportivo movido a eletricidade pode acelerar de 0- 100km/h em menos de 4 segundos e atingir a velocidade máxima de 250 km/h. Muito bom, não é mesmo?

Naturalmente, há outros modelos como o Cadillac ELR Coupe com desempenho de deixar qualquer um de queixo caído. Mas, agora precisamos explorar um pouco a questão da autonomia dos carros elétricos.

É verdade que os modelos que estão sendo mais comercializados são destinados aos grandes centros urbanos, daí terem autonomia média de 160 quilômetros. No entanto, não podemos deixar de considerar que um dos modelos do recém lançado Tesla S, tem alcance de quase 600 quilômetros com uma única carga e 80% da recarga pode ser obtida em menos de 30 minutos em carregador rápido.

Recentemente, dois outros projetos anunciaram autonomia de 1.600 quilômetros para os carros elétricos. Um é de Israel, que usará bateria do tipo ar-alumínio, fabricado pela empresa Phinergy. O governo de Israel está apoiando parceria entre a Phinergy e uma montadora a fim de implantar essa nova tecnologia em escala no país.

Já o outro projeto, vem da Inglaterra onde a empresa Liberty Electric Car irá utilizar a partir do próximo ano, baterias ferro-ar para transformar o Range Rover em carros 100% elétricos, com alcance, também, de 1.600 quilômetros.

É inegável que a autonomia das baterias irão aumentar, o peso diminuir e o preço reduzir. Então, não demora muito o consumidor poderá comprar tranquilamente o carro elétrico sem essas preocupações e com muitos benefícios.

*Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Fonte: verdesobrerodas.com.br

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