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Câmbio Automatizado: Moderno, é? Não é não…

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Um dos grandes apelos do marketing das montadoras, de uns tempos para cá, mais em função da disputa de mercado com os veículos importados, é oferecer seus modelos mais sofisticados e caros com a opção do câmbio automatizado – aquele sistema onde o motorista escolhe se quer dirigir no modo automático, com a transmissão se encarregando das mudanças de marchas ou se quer dirigir no modo semi-automático, onde supostamente terá “o prazer de escolher a hora de mudar as marchas”, sem saber que os controles eletrônicos continuarão atuando e impedindo que ele faça besteira – como se fosse a maior novidade da indústria automotiva. Pois é… como venho dizendo há tempos, nada é novo na indústria automotiva, nem o tal câmbio automatizado, que já era oferecido em veículos de série no anos 1960.

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A montadora Olds Motor Vehicle Co., conhecida mundialmente como Oldsmobile, fundada por Ransom Eli Olds em 1897 encerrou suas atividades após 107 anos, grande parte destes sob controle total da General Motors Company, e produziu 35,2 milhões de veículos distribuídos entre diversos modelos de absoluto sucesso, entre eles o clássico Cutlass 4-4-2 (coupé e conversível), com produção em linha entre 1968 e 1971, um dos mais poderosos e desejados Muscle-Cars norte-americanos de todos os tempos. O emprego de um carburador Rochester 4-Jet, do câmbio manual de 4 velocidades e o sistema de escape duplo deram origem ao nome 4-4-2 do modelo.

Em 1968 foi lançada a versão Cutlass Hurst/Olds 4-4-2, criado em parceria com a Hurst Performance Research Corporation, com produção de 515 unidades, utilizando os motores V8 Rocket 400 de 6,6 litros e 290 Cv de potência ou V8 Rocket 455 de 7,5 litros e 380 Cv de potência máxima. Ambas as motorizações eram acopladas à uma transmissão manual de 4 velocidades M22 ou à transmissão Turbo Hydramatic 400 (THM400) automática. O Turbo Hydramatic é uma marca de uma “família” de transmissões automáticas desenvolvidos e produzidos pela General Motors, que empregam um conversor de torque tipo turbina de três elementos em uma caixa de câmbio planetária Simpson, com três velocidades à frente e uma a ré, substituindo as transmissões Powerglide, Super-Turbine, Dynaflow e Jetway nas linhas Chevrolet, Cadillac, Buick e Oldsmobile.

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E foi exatamente na transmissão Turbo Hydramatic 400 que a Hurst fez sua “mágica” para equipar o Cutlass Hurst/Olds 4-4-2 em 1968, com um seletor no console central onde o motorista optava pela transmissão automática convencional ou “se sentia um piloto” mudando as 3 marchas manualmente, de forma sequencial, empurrando a alavanca para frente para as marchas mais altas, puxando a alavanca para trás para as marchas mais baixas, sem auxílio da embreagem… hum, isso te lembra alguma coisa, caro leitor?

 

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