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Brasil produz carros mortais é o relato de dezenas de publicações

Foto: Divulgação

Seria um complô internacional ?

A notícia cheira a campanha internacional e fala dos perigosos carros produzidos no Brasil, com títulos que variam de tragédia, notas fraquíssimas em crash tests, de 4 entre 5 carros brasileiros são um perigo para a vida etc. Tudo com ilustrações de fotos de acidentes, capotadas, linhas de montagem e depoimentos de muitos brasileiros.

O texto é, praticamente, igual em dezenas de publicações como o Detroit News, Yahoo News e Yahoo Finance, Boston Herald, The Seattle Times, The Philadelphia Inquerer, General Holdind Co.-Economy, Timaru Herald e Stuff Motoring, ambos da Nova Zelândia, The Guardian (Inglaterra), Idaho Statesman, The Canadian Press, CNBC-First in Business worldwide, NBC40.net etc. Jornais, blogs, sites e redes sociais.

Todas as publicações começam contando que os carros brasileiros, com produção de cerca de 10.000 unidades por dia, chegam às mãos ansiosas da nova classe média emergente, com graves problemas de segurança. Trata-se do quarto maior mercado de automóveis do mundo. Mas, quando esses veículos chegam às ruas, se configura uma verdadeira tragédia nacional com uma enorme quantidade de acidentes fatais.

E a análise, de quem produziu o texto, é que os culpados são os próprios carros, produzidos com soldas mais fracas, economia de energia elétrica, poucos itens de segurança e materiais de qualidade inferior, em comparação com modelos similares fabricados nos Estados Unidos e Europa. Além disso, segundo os autores da campanha, quatro dos cinco carros mais vendidos no Brasil não conseguiram passar nos seus testes de colisão promovidos por entidades independentes.

Segundo o texto divulgado, os carros brasileiros são inseguros, e com a colaboração dos motoristas resultam em uma taxa de mortalidade em acidentes de automóveis, quase quatro vezes superior do que é registrado nos Estados Unidos, de acordo com uma análise da Associeate Press sobre dados do Ministério da Saúde de mortes em comparação com o tamanho da frota de automóveis de cada país.

A questão é que Brasil e Estados Unidos se movem em direções opostas em relação às taxas de sobrevivência: os Estados Unidos gravaram 40% menos mortes por acidentes de carro, em 2010, em comparação com a década anterior enquanto no Brasil o número de mortos subiu 72%, de acordo com os últimos dados disponíveis.

Dr. Dirceu Alves, da Abramet, Associação Brasileira de médicos de trânsito, especialista no tratamento de vítimas de acidentes, disse que os carros são mal construídos e a gravidade das lesões dos que chegam aos hospitais é muito alta.

Para as montadoras brasileiras os carros aqui produzidos estão dentro das leis de segurança do país. E apontam que sem uma boa infraestrutura melhor, estradas mais conservadas, o carro leva desvantagem e rejeitam a noção de que a redução dos custos de produção podem levar a mortes.

O relato informa ainda que as exigências do consumidor brasileiro em relação a segurança e seu conhecimento sobre o assunto são menores que o dos usuários americanos e europeus.

Os carros de entrada no Brasil são extremamente perigosos, isso não pode ser negado e a taxa de mortalidade de acidentes é muito alta”, disse Maria Inês Dolci, coordenadora do Proteste, grupo de defesa do consumidor. Aqui os fabricantes ganham em torno de 10% de lucro por carro produzido no país, em comparação com 3% nos Estados Unidos e uma média global de 5%, de acordo com a IHS Automotive, empresa de consultoria do setor.

Só no próximo ano entrarão em vigor leis que exigem air bag frontal e sistemas de freios ABS em todos os carros, recursos que, há anos, já são usados nos países fabricantes de automóveis.

Para ver o texto completo use o link da publicação na Fox News:

http://www.foxnews.com/leisure/2013/05/13/cars-made-in-brazil-are-deadly/

Fonte: www.fordparatodos.com.br

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