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Avaliação – Volkswagen Polo 200 TSI Highline Aut. Flex 2018

Fotos: Marcus Lauria

A Volkswagen acertou a mão com o Polo, e isso não é novidade para ninguém. E isso fica bem evidente nessa versão Highline, equipada com motor 1.0 turbo, que tem todos os recursos necessários para se sobressair na categoria. E vai além, como a própria ação de marketing do carro diz, é um Mini-Golf, e comprovamos isso ao testar o carro por 400 km em variados tipos de estrada durante um dia.

Partimos pela manhã com o Polo em circuito urbano, aonde não há muito o que apreciar além dos bancos com bons apoios para as coxas e do câmbio automático preciso. Na opinião de alguém que cresceu demais, falta algum apoio lombar no banco do motorista, e isso se reflete em alguma dor de coluna após longas horas ao volante. E esse é o único demérito ergonômico do carro, pois a posição de dirigir é excelente.

Além de agradável no trato com o corpo do motorista, o Polo agrada também no espaço interno para os outros passageiros, especialmente no banco traseiro, aonde há espaço de qualidade para três adultos de estatura média e até mesmo saída de ar-condicionado e porta USB para estes três adultos, um mimo visto apenas em categorias superiores. No porta-malas, 300 litros de bagagem viajam tranquilamente.

Logo ao acessar o primeiro trecho de estrada, mão única, asfalto liso, o Polo agrada com as boas e vigorosas acelerações e retomadas, mesmo em rotações médias, aonde motores pequenos e turbinados costumam perder parte da força. Com Etanol, são 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque gerados pelo motor 1.0 turbo com 12V e injeção direta. É torque de motor 2.0, e que chega bem cedo, deixando o carro bem espero na faixa dos 2.000 giros.

Em um trecho de serra com asfalto meio irregular, nota-se o refino das suspensões do Polo, e é nesse ponto que o carro mais lembra o Golf. Sua direção é leve e precisa, a carroceria rola só o necessário e o Polo segue tranquilo dentro da trajetória da curva, sem tendência a sair de traseira e com subesterço muito contido. Há ainda um pacote completo de eletrônica para manter o carro nos eixos, mas ele parece capaz de fazer tudo isso sozinho.

Encaramos também chuva torrencial, e o carro foi muito bem, com raras ocasiões de aquaplanagem e freios totalmente eficientes, inclusive com um recurso eletrônico que aproxima as pastilhas dos discos (nas quatro rodas) para secagem, melhorando a ação dos freios. Os limpadores são automáticos e funcionam à perfeição, sem qualquer demérito.

Outro ponto que impressiona no Polo é a relação de marchas. O carro está sempre com o motor ronronando a baixos giros, mérito da sobra de torque em baixas rotações. Raramente nota-se o conta-giros passando de 4.000 rpm, inclusive quando se cruza em velocidades obscenas para vencer rapidamente o Arco Metropolitano do RJ, uma das vias mais perigosas do mundo em matéria de assalto, e o Polo consegue manter velocidades impublicáveis por muito tempo, com a segurança de um Gol andando a 100 km/h.

Por fim, faz-se necessário comentar sobre a tecnologia a bordo do carro. Há um cluster totalmente digital, que inclusive mostra o mapa do GPS integrado e permite uma navegação diferenciada, que me ajudou até mesmo a saber a distância que eu estava da rua que eu deveria estar, uma vez que estava perdido. O único ponto que poderia melhorar é o ar-condicionado digital, que parece esfriar menos do que o indicado na tela, e isso é um incômodo em um dia aonde fez 36 graus no Rio de Janeiro.

De fato, o Polo Highline 200 TSI totalmente equipado como o carro testado supera os R$ 75.000. É um valor elevado, ainda mais elevado se você é daqueles que compra carro por metro. Mas tenha uma certeza: esse é o melhor carro (zero) que R$ 75.000 conseguem comprar no mercado brasileiro atual.

CONFIRA NOSSO VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=SyOj0vrtX1c

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