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Avaliação – Volkswagen Jetta 2.0 TSI Highline DSG 2015

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Fotos: Marcus Lauria

Desde que chegou ao mercado brasileiro, o Jetta TSI 2.0 sempre teve um espaço no coração de dez entre dez apaixonados por carro. Também pudera, pois em um mercado aonde predominam carros sem sal, entregando sempre mais do mesmo, o Jetta surpreendeu ao chegar entre nós com um motor 2.0 turbinado de 200 cv e uma transmissão com trocas relâmpago. Era um Audi com roupa de VW, e preço na mesma faixa dos outros sedãs médios topo de linha, ou seja, um sonho relativamente possível.

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Seu motor 2.0 ganhou 11 cv ao longo dos anos e, na linha 2016, o Jetta passou a contar com algumas novidades no visual, caso das novas lanternas, novas rodas e alguns discretos detalhes de acabamento na dianteira e no interior. Mudou pouco, típico de time que está ganhando. No fim do ano passado, ganhou também companhia do Jetta 1.4 TSI, também bastante interessante, mas não o suficiente para tirar o brilho do Jetta impulsionado pelo 2.0 EA-888.

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O conjunto motor e câmbio do sedã é o mesmo que move o Golf GTI, com uma calibragem um pouco mais pacata, mas suficiente para o Jerra acelerar de 0-100 km/h em 7,2 segundos e atingir uma velocidade máxima de 241 km/h segundo a VW. Estamos falando de um propulsor de 211 cv @ 5.500 rpm que entrega um torque de 28,6 kgfm @ 2.000 rpm. Sua transmissão de seis velocidades é de dupla embreagem e banhada a óleo, e sua aptidão para trocas rápidas é brutal.

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Mas potência sem controle não é nada, já dizia uma propaganda de pneus, e o Jetta entrega ao motorista uma ótima sensação de solidez. Sua plataforma é a PQ35 do Golf VI, e não a MQB do Golf VII, mas ainda assim não pesa tanto (1.376 kg) e tem uma qualidade construtiva exemplar. Seu ajuste de suspensão com multilink na traseira combina estabilidade na estrada e conforto na cidade e, caso seja necessário, há um sistema de frenagem da roda interna nas curvas que evita saídas de frente no limite.

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Tão boa quanto a mecânica, é a habitabilidade do carro. Há espaço para cinco passageiros sem aperto, acabamento correto com bons arremates e bancos confortáveis. Seu nível de equipamentos é bom, mas a central multimídia do carro testado era um pouco simples, com tela pequena e poucos recursos. Também no carro avaliado, havia ajuste elétrico do banco do motorista, e a posição de dirigir é ótima tanto para quem gosta de uma condução mais esportiva quanto para quem prefere o banco mais alto. A visibilidade é boa, com retrovisores sem pontos cegos e, para manobrar, há sensores de estacionamento na dianteira e traseira, além da câmera de ré. Seu diâmetro de giro é de 11,1 m.

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Em uso urbano, o Jetta é dócil graças à relativa complacência da suspensão em irregularidades e às trocas ascendentes rápidas do câmbio DSG quando se pisa pouco no acelerador. Sua direção é leve e rápida, e isso facilita tanto a fluidez no tráfego pesado quanto manobras de baliza. E embora seja um sedã médio, seus 4,65 m de comprimento e 1,77 m de largura não o tornam desajeitado na cidade. O isolamento acústico é bom e o ar-condicionado digital de duas zonas cumpre bem seu papel em dias de calor. O motor 2.0 turbo bebe apenas gasolina, e seu consumo medido foi de 8,5 km/l no ciclo urbano.

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Já na estrada, os 211 cv do motor podem ser amplamente utilizados. O Jetta é rápido tanto em acelerações quanto em retomadas e, em caso de emergência, os freios a disco (ventilados na dianteira) nas quatro rodas seguram o carro com maestria, sem tendência ao fading. Seu Cx de 0,30 garante uma boa fluidez e minimiza os ruídos aerodinâmicos bem como favorece o consumo, visto pelos 14,5 km/l que observamos em nosso teste, desde que o pé direito se mantenha civilizado. Com o acelerador colado no piso, o Jetta anda tão rápido quanto bebe as reservas de combustível, evidenciando sua dupla personalidade.

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A dinâmica do carro é ótima, graças à suspensão multilink bem ajustada e ao já citado sistema de frenagem das rodas internas em uma curva. O sistema é tão presente que é sentido em uma subida de serra, e isso dá uma neutralidade ótima ao carro. Mesmo no limite, a tendência dianteira do carro é praticamente neutralizada, e só mesmo em uma pista de corrida para provocar uma escapada do Jetta. Seus pneus Michelin 225/45 R17 estão bem ajustados à proposta do carro e entregam boa aderência.

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No geral, o Jetta TSI 2.0 agrada em todos os aspectos possíveis, reforçando a ideia de que este é um dos melhores sonhos possíveis que temos em nosso mercado. Nenhum sedã médio no nosso mercado ameaça o desempenho do Jetta atualmente (que venha o Civic turbinado). Ademais, poucos carros divertem tanto cobrando os R$ 106.960 iniciais que a VW pede por esse carro. E mesmo com os R$ 122.472 cobrados pelo carro completo, ele ainda fica abaixo de qualquer sedã com desempenho similar, mas começa a ficar menos interessante considerando-se apenas a emoção. É caro, sem dúvida, mas é um carro que merece longa vida em nosso mercado.

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