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Avaliação – Triumph Tiger 800XC 2013

Fotos: Eduardo Azeredo

Antes de falar da moto em si, farei um breve comentário a respeito da marca, uma vez que muitas pessoas ainda não conhecem. A Triumph Motorcycles é uma empresa inglesa, com mais de 110 anos de tradição no mercado, sendo uma das principais fabricantes de motocicletas no cenário mundial. Recém chegada ao Brasil, já conta com concessionárias em diversas cidades, que incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, e já tem programada a inauguração de várias outras espalhadas pelas principais cidades do país.

E esta máquina inglesa me causou ótimas impressões desde o primeiro contato visual, e depois de avaliá-la durante os sete dias em que esteve comigo, andando em todo tipo de terreno, desde asfalto liso até lamaçal, a sensação foi de que os profissionais envolvidos no projeto deram o sangue para desenvolver uma moto pronta a satisfazer os desejos e caprichos de qualquer motociclista, inclusive os mais exigentes.

Com design em linhas agressivas, que remetem a um veículo de “guerra”, com a estrutura do chassi à mostra, além de acabamento requintado e primoroso, a 800XC chama bastante atenção por onde passa. A bolha (para-brisa) tem tamanho ideal, fazendo bem seu papel de proteção aerodinâmica ao motociclista, além de aperfeiçoar a linda aparência da Tiger, aliada ao bonito conjunto ótico.

A posição de pilotagem é muito boa e conta também com recursos como ajuste de altura do banco e guidão, que contribuem na ergonomia do condutor. O guidão é largo e atrapalha um pouco quem tem envergadura menor. Quem estiver de garupa também será muito bem atendido, com banco confortável e boa posição para as pernas.

Um diferencial desta moto é o motor 3 cilindros em linha, uma tradição da Triumph. Costumo dizer que ele proporciona o melhor dos dois mundos, pois acaba unindo algumas das principais qualidades presentes em motores de 2 e 4 cilindros. São 799 cc, trabalhando com câmbio de 6 marchas, gerando potência de 95 cv a 9300 rpm e torque de 8,06 kgf·m a 7850 rpm.

Ainda sobre do motor, é importante citar a quase ausência de vibração e um ronco muito gostoso, similar ao tradicional de motores quatro cilindros, junto com entrega rápida de torque. Muita força com total precisão e suavidade, tornando a fera fácil de domar e totalmente sob o controle do piloto. Tive um bom resultado nas medições de consumo, com médias oscilando entre 16,8 (andando forte) e 18,2 (andando comportadamente), que permitem boa autonomia com seu tanque de 19 litros.

No uso urbano, em manobras curtas e de baixa velocidade, o peso da moto, de 215 kg, atrapalha um pouco, mas apesar disso se mostra bastante versátil e ágil em congestionamentos. O conjunto de suspensão se comporta muito bem em terrenos acidentados, seja na buraqueira do dia-a-dia, normal aqui no Rio de Janeiro, ou no uso off-road, permitindo uma pilotagem segura. Outro fator notado com mais ênfase na utilização urbana é o aquecimento intenso do motor, que pode chegar a incomodar bastante o piloto.

Quando o assunto é segurança, a Tiger, com ciclistica refinada, apresentou comportamento sensacional em curvas, possibilitando um grau de inclinação bastante avançado. E possui sistema de freios ABS com excelente qualidade, funcionando bem mesmo em pisos esburacados ou com muita ondulação. Em todos os testes de frenagem o resultado obtido foi impecável. Ainda é possível que o ABS seja desligado, o que é ideal no uso off-road.

Robusta e plenamente confiável, a Triumph Tiger é uma ótima opção para quem quer uma big trail forte, versátil e moderna. Para ter essa belezura em seu domínio o motociclista desembolsará R$ 39.900,00 (preço sugerido pela montadora), um grande custo-benefício diante da máquina que estamos falando, e poderá escolher entre as cores Matt Khaki Green (verde), Phantom Black (preta) e Crystal White (branca).

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