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Avaliação – Triumph Speed Triple 1050

Fotos: Eduardo Azeredo

Existente desde 1994 e plenamente consolidado, vem evoluindo no decorrer dos anos, com visual renovado e apresentando características de uma legítima streetfighter, essa naked da inglesa Triumph, montada no Brasil, na fábrica de Manaus (AM), tem todos os requisitos para atender às expectativas do motociclista que procura uma moto completa, com muita esportividade, desempenho fantástico e bom custo-benefício.

Com motor DOHC tricilíndrico em linha, de 1050 cc, que é um dos seus diferenciais, capaz de gerar 136 cv de potência a 9400 rpm e torque de 11,32 kgf.m a 7750 rpm, aliado ao câmbio de 6 marchas, permitindo desempenho incrível, com despejo de potência grande e progressivo, especialmente entre 1ª e 3ª marchas, mas mantendo bom consumo de gasolina e nível de vibração baixíssimo.

Nos testes o consumo oscilou entre 11,8 km/l, em uma tocada mais agressiva, e 20,7 km/l, andando em faixas mais econômicas de rotação. No uso urbano a média ficou nos 15,1 km/l, um bom resultado, tendo em vista a cilindrada e potência da máquina. Aliando isso ao tanque de 17,5 litros, temos uma boa autonomia inclusive para estrada.

O desempenho desta moto em curvas é algo fascinante e próximo da perfeição! Com entre-eixos reduzido e conjunto de suspensão excelente, temos como resultado uma ciclística refinada e precisa, possibilitando extrema segurança no contorno de curvas, seja em alta ou baixa velocidade, possibilitando inclinação em ângulos muito avançados.

Pilotá-la na estrada ou na pista proporciona sensações indescritíveis, por ser onde a Speed Triple 1050 mostra tudo o que tem a oferecer para o piloto. A suspensão se destaca, com monobraço na parte traseira e garfo invertido na dianteira, proporcionando excelente qualidade, absorvendo bem as imperfeições do solo, permitindo baixo impacto aos ocupantes. Senti falta apenas de um controle de tração, que seria ideal para dar um pouco mais de confiança principalmente nas curvas.

O sistema de freios cumpre muito bem seu papel, tendo disco duplo Bembro na dianteira e único na traseira, contando com ABS (sistema anti-travamento), com sensibilidade muito bem ajustada, funciona com total segurança, mesmo em pisos irregulares. Foram feitos, como por padrão, dezenas de testes de frenagem em alta, média e baixa velocidades, gerando resultado muito bom em todas as amostragens.

No uso urbano a máquina se saiu muito bem, permitindo muita agilidade no trânsito pesado do Rio de Janeiro, mesmo com seus 214 kg e porte robusto. Os problemas ficam só na hora de estacionar ou em manobras curtas de baixa velocidade, devido ao ângulo de rotação do guidão bastante limitado, e pela embreagem dura, que torna cansativa a vida no trânsito, se precisar de muitas trocas de marcha.

Com escapamento duplo, praticamente embaixo do banco, pequenas carenagens nas laterais, motor preto, entre outros atrativos entrando como elementos estéticos, além de acabamento primoroso, bem ao estilo inglês, a 1050 tem design arrojado, transmitindo bastante esportividade, mas com conjunto ótico que divide opiniões, onde muitos acham lindo e inovador e outros criticam achando feio e com a sensação de que falta algo no acabamento dos faróis.

No painel de instrumentos o piloto tem um grande conta-giros analógico, que particularmente prefiro, com shift light acima, para orientar o momento da troca de marchas, e um display digital bastante completo, de fácil leitura, que traz velocímetro, temperatura do motor, nível de combustível, hodômetros, entre outras funcionalidades.

No que diz respeito a conforto, como já foi falando, a suspensão é um ponto a favor, e a ergonomia para o piloto é ótima, permitindo trajetos longos com pouco ou nenhum cansaço, mas a garupa sofre, pelo banco pequeno e pedaleiras muito altas, deixando em uma posição bastante desconfortável.

No geral temos uma fera fácil de ser domada, apresentando excelente performance, tanto no que diz respeito a motorização quanto tratando de ciclística e comportamento em curvas, e preço competitivo de R$ 42.900,00 (sugerido). Disponível nas cores Crystal White (branca), Matt Caspian Blue (azul) e Phantom Black (preta). Ótima opção para motociclistas exigentes.

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