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Avaliação – Suzuki GSR 150i 2012

Fotos: Marcus Lauria e Eduardo Azeredo

A chuva parecia que ia atrapalhar, mas não passou do primeiro dia e nada tirou o brilho dos testes da Suzuki GSR 150i. Durante todos os dias em que foi testada passou por vários dos obstáculos enfrentados na rotina diária normal de muitos motociclistas, encarando muito trânsito pesado, buraqueira, frenagens repentinas e tudo mais o que imaginarem, mostrando-se uma moto arisca, confortável, com ótimo torque e aceleração, ideal para o trânsito das grandes cidades e pronta para se destacar entre as concorrentes de sua categoria, atendendo plenamente tanto a novatos em duas rodas, quanto a pilotos mais experientes.

Lançada no final do ano passado, possui detalhes que merecem ser observados, como por exemplo o conforto de suspensão, câmbio de 6 marchas, belíssimo acabamento, comparável ao das motos de maior valor da mesma marca, firmeza da resposta do motor, entre outros fatores que estarei detalhando mais à frente.

Vem com visual bastante moderno em linhas puxando para a esportividade, onde destaco o painel de instrumentos, que é acionado eletronicamente, de tecnologia similar à das motos de alta cilindrada na mesma marca, sem o uso de cabos e com display odômetro digital LCD, marcando quilometragem total e parcial, tampa do tanque de combustível, fixa e com proteção, espelhos retrovisores cromados, como na Suzuki B-King e setas com lentes de cristal.

Portando um motor OHC de 4 tempos, refrigerado a ar e com sistema de eixo balanceado, aliado a ótimo sistema de injeção eletrônica, controlados por um módulo computadorizado, aproveitando com qualidade seus 12cv de potência, possibilitando respostas rápidas, independente da faixa de RPM em que estiver trabalhando.

Um diferencial inovador dessa máquina é o fato de ser a única em seu segmento com câmbio de 6 velocidades, que tem boa relação de marchas e permite uma pilotagem tranquila, trabalhando com rotações mais baixas, o que acaba resultando em redução do consumo de gasolina e proporcionando uma pilotagem mais prazerosa.

Nos testes, que incluíram muitos quilômetros rodados em trânsito pesado, obteve-se um resultado bastante positivo no que diz respeito ao consumo, permitindo grande autonomia com os 14 litros de combustível no tanque.

Focando em conforto e segurança a Suzuki incrementou sua produção colocando na suspensão traseira amortecedores com pressurização a gás, que garantem bastante conforto, mesmo em solos mais irregulares, com o sem garupa, o sensor de embreagem, que impede que a moto seja ligada quando a marcha estiver engatada, e o sistema de eixo balanceador do motor que atua na redução da vibração e ruído, gerando equilíbrio entre potência, torque e aceleração.

As frenagens são eficientes e seguras, contando com a ajuda do sistema dianteiro, equipado com disco ventilado e pinça deslizante de dois pistões, hidráulico, e sistema traseiro, a tambor, mecânico. Sinceramente acho que merecia um sistema a disco também na traseira, mas vamos ver o que a Suzuki reserva para as próximas versões.

Um ponto negativo é que, para o carona a moto se mostrou parcialmente confortável, onde a posição de pernas fica dentro do ideal, mas o espaço é curto e, dependendo do tamanho do passageiro, fica praticamente sentado no bagageiro.

Além de tudo isso que foi dito, é importante mencionar que a GSR 150i conta com todos os itens tradicionais que já viraram padrão (quase obrigatório) de mercado entre algumas das motos de sua categoria, como travas para capacete, rodas de liga leve, pneus sem câmara de ar, pedais retráteis etc. E o preço sugerido, pela tabela da Suzuki, é de R$ 6.829,00, mas para detalhes a respeito, procure a concessionária Suzuki mais perto de você.

Em resumo, para que procura uma moto versátil, boa para andar no dia-a-dia, a trabalho ou mesmo apenas para ser usada para lazer e passeios aos finais de semana, posso falar que trata-se de uma ótima opção de compra, pois oferecerá ao seu dono alguns diferenciais e inovações em relação às concorrentes de seu segmento.

Aproveito para agradecer à Suzuki/J Toledo e Ego Motos (Sul) pela colaboração, cedendo a moto utilizada nesta avaliação.

FICHA TÉCNICA:

Motor: 4 tempos, 1 cilindro, 2 válvulas, OHC, refrigeração a ar e sistema de eixo balanceado

Cilindradas: 149,5 cm³

Diâmetro X Curso: 57,0 x 58,6mm

Taxa de compressão: 9,1:1

Sistema de lubrificação: Cárter úmido

Sistema de Partida: Elétrica

Alimentação: Injeção eletrônica

Tipo de ignição: Eletrônica

Potência máxima: 12 hp (métrico) a 8.000 rpm

Torque máximo: 1,08 kgf.m a 6.000rpm

Transmissão: 6 Velocidades

Sistema de transmissão: Corrente

Suspensão Dianteira: Telescópica de amortecimento hidráulico, mola helicoidal

Suspensão Traseira: Balança articulada, com amortecedores hidráulicos/ pressurizado a gás, mola helicoidal, com ajustes de pré-carga da mola

Freio Dianteiro: Disco

Freio Traseiro: Tambor

Comprimento Total: 2.055 mm

Largura Total: 730 mm

Altura Total: 1.020 mm

Distancia Mínima entre Eixos: 1.270 mm

Distancia do Solo: 165 mm

Altura do Assento: 730 mm

*MVOM: 132 kg

Pneu Dianteiro: 2.75-18 M/C (52P), sem câmara

Pneu Traseiro: 90/90-18 M/C (57P), sem câmara

Tanque de Combustível: 14 litros

Óleo do Motor: 1,1 litros (com troca de filtro)

Especificado para o transporte de carga, com correta instalação dos dispositivos de carga

*Dados do fabricante

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4 Comentários

    1. Caio, esta avaliação considera a moto em sua realidade, que é o dia-a-dia, no trânsito, entre os carros. Nesse aspecto ela é sim uma moto bastante arisca, independente da potência. Logicamente que não há parâmetros de comparação com motos mais potentes, especialmente se formos avaliar em uma estrada, por exemplo.
      Abs.

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