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Avaliação – Renault Fluence 2.0 16V Hi-Flex GT line 2016

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Fotos: Marcus Lauria

Denorex, aquele que parece, mas não é. Essa é a impressão sobre o Fluence GT line tão logo fazemos o primeiro contato visual com o carro. Dotado de spoiler dianteiro pronunciado, rodas esportivas, saias laterais e um parrudo difusor na traseira, este Fluence se parece bastante com aquela versão esportiva que chegou em 2013, o Fluence GT. Mas as semelhanças ficam apenas no visual, pois o motor 2.0 turbo de 180 cv não está mais lá.

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Em seu lugar, o Fluence GT line ostenta um motor 2.0 16V aspirado que rende 140/143 cv @ 6.000 rpm de potência e 19,9/20,3 kgfm @ 3.750 rpm de torque (Gasolina/Etanol). Trata-se do mesmo motor que equipa qualquer outro Fluence em nosso mercado. Mas, por ser uma versão “esportiva”, espera-se que o câmbio manual de seis marchas do finado Fluence GT ainda esteja lá, certo? Errado. Orquestrando a força do 2.0 que será distribuída para as rodas está uma transmissão CVT, tão adequada a um esportivo quanto usar óculos escuros à noite.

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Não que o Fluence GT line seja fraco, longe disso, mas o seu desempenho é o mesmo das versões pacatas Dynamique e Privilège. Por sinal, a versão Dynamique de entrada traz um câmbio manual, que bem poderia ser usada na GT line. Mas deixemos o desempenho para depois, afinal o interior do carro é muito belo e bem resolvido, os bancos em couro possuem ótimo desenho e abraçam bem o corpo, a posição de dirigir beira o ideal e o espaço interno só não é maior pois o teto solar rouba espaço para a cabeça de ocupantes mais altos, especialmente no banco traseiro. No porta-malas cabem 530 litros.

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A visibilidade do Fluence é boa e as manobras são facilitadas pelo auxílio da câmera de ré. Apesar das dimensões generosas, com 4,62 m de comprimento e 1,81 m de largura, o diâmetro de giros de 11,1 m não é dos maiores e permite ao motorista manobrar o Renault sem muita dificuldade. A ergonomia é razoável, especialmente pela localização da central multímida R link touchscreen que fica um pouco longe do motorista, embora tenha (confusos) botões no painel para a sua operação. Bem equipado, o carro traz ar-condicionado digital de duas zonas, cruise control e outros mimos.

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No ambiente urbano, o Fluence GT line é suave e esperto como todo Fluence. As suspensões não possuem alteração em relação à versão Dynamique da qual este carro deriva, há apenas rodas aro 17, e isso deixa o Fluence um pouco menos dócil em ruas esburacadas, mas nada que incomode. O isolamento acústico é ótimo e o funcionamento do câmbio CVT agrada pelo funcionamento dócil, enquanto a direção elétrica é leve e rápida para desvios no trânsito. Só duas coisas incomodam: os bancos duros cansam após longos períodos no engarrafamento e o consumo de 5,5 km/l com etanol é muito elevado.

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Já em uso rodoviário, o câmbio CVT deixa o Fluence sempre em rotações baixas, fluindo de forma tranquila e silenciosa. Em estradas com pavimentação ruim o carro pula um pouco, mas fora isso ele abusa de solidez e conforto em bons pisos. Sua dinâmica neutra com tendência dianteira agrada, e a estabilidade é ótima, embora a falta do ESP seja imperdoável em um carro nessa faixa de preço. Nas retomadas e acelerações o carro é competente, mas ainda assim não merece ser chamado de esportivo, exceto pelo consumo, de 9,5 km/l (etanol).

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Na teoria, é um carro que agrada no visual, e deve ser cogitado apenas por quem acha o visual do Fluence convencional insosso. Além disso, ele traz itens que a versão Dynamique não oferece, como o teto solar por exemplo. Mas, na prática, ele acaba cometendo dois pecados graves que o deixam em maus lençóis até mesmo quando comparado a seus irmãos: Primeiro, o preço de (surreais) R$ 91.530 é muito alto, especialmente comparado ao Privilège que oferece bem mais por (também surreais) R$ 94.440.

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E segundo, o desempenho é igual ao de qualquer Fluence CVT, então para quem quer andar mais forte, a versão Dynamique manual custa R$ 77.890, um preço bem mais baixo que esse cobrado pelo GT line. Portanto, a menos que o visual lhe atraia o suficiente para abalar o pensamento racional dos compradores, este será figurinha tão difícil nas ruas como é o Fluence GT.

CONFIRA NOSSO VÍDEO:

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