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Avaliação – Jeep Renegade Trailhawk 2.0 TD 4WD Aut. 2016

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Fotos: Marcus Lauria

Trail Rated. É o que está escrito em uma insígnia cravada na lateral do carro, logo abaixo da coluna A, e serve como cartão de visitas do SUV. E ela não está lá por acaso, pois apenas os modelos Jeep capazes de encarar a temida trilha Rubicon (que mistura lama e pedras em um caminho infernal) nos EUA recebem essa insígnia. Nenhum dos outros Renegade é trail rated, apenas o Trailhawk, e só isso já merece respeito.

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O que torna o Renegade Trailhawk único é o conjunto de alterações que ele recebeu para não ser mais um “SUV de shopping”. Comece visualizando essas alças de reboque vermelhas nos para-choques, que são ligadas diretamente à estrutura do carro e fortes o suficiente para içar o carro, segundo a Jeep.

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Continue seu passeio ao redor do carro e note que a suspensão é mais alta que dos outros Renegade, passando de 20,3 para 22,3 cm do solo, suficientes para melhorar seus ângulos de entrada e saída, que passam a ser de 31,3o e 33o, respectivamente.

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Toda a suspensão é reforçada, e o carro conta também com pneus Pirelli Scorpion ATR (all terrain), além de contar com uma chapa protetora do assoalho. Seu sistema de tração é o mesmo Selec-Terrain de qualquer Renegade diesel, ou seja, mantém a força nas rodas dianteiras e pode atuar de acordo com a necessidade, transferindo até 50% de torque para a traseira. Há também os modos pré-definidos de terreno (lama, areia, neve e automático) e a reduzida, mas apenas a versão Trailhawk traz o modo Rock, para rochas, novamente remetendo à Rubicon.

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Sua estrutura reforçada permite que o carro encare as piores situações em trilhas sem qualquer ruído de torção, e isso se reflete também na notável solidez de rodagem do modelo. E por falar em trilhas, na hora de descer aquela rampa complexa e escorregadia, o Jeep lança mão do HDC, um assistente de descida que controla os freios de forma automática, evitando que o SUV se descontrole nas mãos de um trilheiro inexperiente.

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Debaixo do capô está um motor 2.0 turbodiesel (common rail) de 170 cv @ 3.750 rpm e 35,7 kgfm @ 1.750 rpm orquestrado por uma transmissão automática ZF de 9 marchas. Esse conjunto não apenas garante força para as trilhas mais vorazes como também entrega notável suavidade na cidade e estrada, com desempenho de sobra: de acordo com a Jeep, o 0-100 km/h é feito em torno de 10 segundos, e as retomadas do SUV são excelentes. Lembre-se que estamos falando de um carro com massa de 1.674 kg nessa versão Trailhawk.

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E se você duvida que um SUV com essa massa e tamanho (são 1,72 m de altura, 1,80 m de largura e 4,23 m de comprimento) possa ser bom de curva, é melhor rever seus conceitos. O Renegade Trailhawk prova que suspensão reforçada também pode fazer bonito na estrada, com dinâmica neutra e segura, demonstrando pouca tendência a desgarrar mesmo com os pneus all terrain. Claro que o carro não pode nem deve ser dirigido como um esportivo, mas não vai te assustar em uma tocada mais vigorosa. Por falar em surpresas, os freios a disco nas quatro rodas são deliciosamente bons para um carro tão pesado.

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Na cidade, andar com o Renegade Trailhawk é uma tranquilidade. O câmbio faz trocas suaves, o isolamento acústico é excelente e o carro entrega bom conforto, embora os bancos sejam ligeiramente duros e o espaço interno traseiro não seja dos melhores para passageiros mais altos. Lombadas e buracos são minimamente sentidos dentro do carro, e acaba se tornando um costume atropelar estes dejetos viários sem a menor piedade. Praticamente não há vibração do motor diesel, nem barulho excessivo no interior, mesmo com o barulho de caminhão do lado de fora.

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O modelo testado trazia o interessante teto solar elétrico Command View, que permite a remoção das placas de plástico, deixando o teto quase todo aberto, como nos Jeeps do passado. O carro trazia ainda uma série de opcionais que melhoram a vida a bordo, como a central Uconnect, banco do motorista com regulagem elétrica e partida sem chave.

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Sua visibilidade é boa, graças aos enormes retrovisores e à prática câmera de ré. Manobrar o carro também não é tarefa complexa, visto que a direção elétrica é suave e o carro tem um bom diâmetro de giro, além de dimensões não muito avantajadas para um SUV. Esse detalhe facilita também para encontrar vagas nas ruas, tornando o Renegade um bom carro para o uso diário, mesmo com toda a sua capacidade off road.

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O preço (sempre ele) é o maior inimigo do Renegade Trailhawk. Os R$ 124.900 iniciais já são elevados, mas chega a obscenos R$ 153.050 quando equipado com airbags laterais e de cortina, teto solar, faróis de xenon, bancos em couro e outros detalhes tecnológicos. Esse foi o modelo que testamos, e esse modelo não faz sentido. Por R$ 99.900 você leva para casa um Renegade Sport 4×4 com o mesmo desempenho e toda a capacidade off-road que você precisa, afinal, a menos que circule lama em suas veias, quantas vezes na vida você pretende encarar uma Rubicon?

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