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Avaliação – Jeep Renegade 2.0 TDI Moab 4WD 2021

Versão mais barata com motor diesel é a novidade da marca

Fotos Marcus Lauria

Apesar do preço de R$ 146.590 parecer alto para a maioria dos brasileiros, o Jeep Renegade Moab (nome do deserto de Moab, que fica no estado de Utah, nos EUA) é considerado atualmente o SUV compacto mais barato do seguimento e com a vantagem de ser diesel. Além dessa incrível vantagem em relação aos concorrentes, o jipinho tem tração nas quatro rodas, ótimo acabamento interno e é o mais completo da categoria. A versão Longitude (R$ 156.590) e a Trailhawk (R$ 168.890) estão acima da Moab.

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Bom, vamos ao que interessa, conhecer as novidades dessa versão. O Moab pode ser a porta de entrada para os SUVs a diesel para os que os que já possuem SUV Flex. Apesar do valor essa versão perdeu alguns mimos das versões mais caras. Visto por fora o Moab não oferece os faróis e lanternas sem LED, sendo agora com lâmpadas convencionais.

O corte também aparece nas carcaças dos retrovisores e as maçanetas das portas não vêm com pintura da mesma cor do carro e a grade dianteira não conta com contornos cromados, deixando seu visual ainda mais robusto. Essa versão também oferece ganchos para reboque nos para-choques e as rodas de liga-leve de aro 17, pintadas de preto e calçadas em pneus de uso mais voltado para o asfalto (215/60R 17),

Por dentro a simplicidade é a ordem, e logo é percebido ao entrar no Jeep que oferece bancos de tecido e volante sem revestimento de couro, bem como pela central multimídia de 7 polegadas no lugar da de 8,4 das versões (Longitude e Trailhawk) entre as diferenças. Porém, nada que desabone a qualidade dos plásticos das portas e tablier, que continuam sendo de ótima qualidade e o melhor do segmento.

Mesmo com materiais mais simples o SUV é bem recheado de itens de série. Nele é possível ter câmera de ré, ar-condicionado digital com regulagem independente de meio em meio grau, faróis auxiliares de neblina, sensores no para-choque traseiro para ajudar nas manobras de estacionamento, banco traseiro bipartido, entre outros equipamentos.

Talvez o Renegade perca em um item que teria que ser o destaque de um SUV compacto, embora tenha aumentado um pouco de tamanho, o porta-malas continua apertado. São apenas 320 litros, mas sem rebater os encostos dos bancos traseiros. Fazendo isso, é possível até levar mais coisas. Talvez em uma viagem com até 5 pessoas o espaço não seja suficiente para carregar as malas de todos e algumas tenham que ir dentro do habitáculo do SUV.

Sob o capô está a “cereja do bolo” dessa versão, o motor 2.0 turbodiesel de 170 cv com o sistema de transmissão com caixa automática (feita pela alemã ZF) de 9 marchas. É só pisar no acelerador um pouco mais forte para o carro responder com vigor e sentir aquele “coice” no pescoço como em um carro esportivo (apesar de não ser um). São 35,7 kgfm de torque máximo a pouco mais de 1.750 rpm. As ultrapassagens se tornam fáceis e em subidas o Moab parece estar em uma reta. Enfim, potência suficiente para carregar todos os ocupantes e bagagens e fazer uma viagem tranquila pelas estradas do Brasil.Além da economia de combustível, que merece destaque, a média urbana em nosso teste foi de 10,5 Km/l, sempre com o ar-condicionado ligado.

Esse motor inclusive é o mais indicado para quem quer fazer trilhas leves e com pouca dificuldade de obstáculos, apesar de ser forte o suficiente, o conjunto rodas e pneus não são indicados para percursos mais difíceis. Mas caso queira se animar o SUV oferece cinco modos de condução: Auto, Snow, Sand, Mud, Rock (automático, neve, areia, lama, pedra), mais 4×4 Low, 4×4 Lock (bloqueio) e freio automático de descidas, também conhecido com HDC (Hill Descent Control).

E tudo é controlado eletronicamente por um botão giratório no console central. O ruído característico do motor turbodiesel não chega a atrapalhar e também não há vibrações para quem está dentro do Moab, mas ouvindo de fora o barulho é um pouco alto, mas nada que o desabone.

O propulsor turbodiesel é o mais indicado para encarar trilhas entre outros tipos de terrenos, sua força em baixos regimes de rotação oferece disposição suficiente para passar por esses obstáculos sem pestanejar. Os recursos como alta taxa de compressão (16,5: 1), commom rail (linha de combustível que distribuiu combustível para cada cilindro) e turbina de baixa inércia com rotores de cerâmica entre os principais componentes são a chave para essa “bravura”.

O vão livre do solo de 21,6 cm, porém há controle eletrônico de estabilidade e direção com assistência elétrica, que é bem leve nas manobras porém vai ganhando peso conforme o aumento da velocidade, recurso esse que facilita muito a vida do motorista. Segundo dados do Inmetro, a autonomia com diesel é de 612 km na cidade e 744 km na estrada.

*FICHA TÉCNICA

Mecânica

Motorização 2.0

Combustível             Diesel

Potência (cv)            170

Torque (kgf.m)         35,7

Velocidade Máxima (km/h)           190

Tempo 0-100 (s)      9,9      N/D

Consumo cidade (km/l)      9,4

Consumo estrada (km/l)    11,5

Câmbio          automática com modo manual de 9 marchas

Tração           4×4

Direção          elétrica

Suspensão dianteira          Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.

Dimensões

Altura (mm)   1.722

Largura (mm)           1.798

Comprimento (mm)             4.232

Peso (Kg)      1.641

Tanque (L)    60

Entre-eixos (mm)     2.570

Porta-Malas (L)        320

Ocupantes    5

*Dados do fabricante

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