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Avaliação – Hyundai ix35 2.0L 16v Flex AT 2016

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Um dos responsáveis pelo crescimento da Hyundai no Brasil foi o Tucson. Com tamanho generoso e porte imponente, o SUV se valia dos preços amigáveis praticados pela Hyundai para conseguir bons índices de venda, juntamente com o hatch i30 e o sedã Azera. Em comum a esses coreanos, estava o fato de que eles eram tão bons quanto seus concorrentes e, em algumas situações, até mais baratos.

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Mas com o passar do tempo e a chegada da nova linha, a Hyundai aproveitou o cenário econômico favorável no Brasil e elevou bastante seus preços. O Tucson, lá fora, foi substituído pelo ix35 em 2009, e o tal SUV renovado chegou por aqui em 2010, mas em virtude de seu preço alto, não aposentou o Tucson, que por sinal continua em linha até hoje. Em 2013, a CAOA passou a montar o ix35 em sua planta de Anápolis (GO) e recentemente, no final de 2015, o SUV passou por seu primeiro facelift.

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A dianteira do carro ganhou mais corpo com a nova grade, dando ao ix35 a nova identidade visual da Hyundai e deixando-o bem parecido com o irmão maior Santa Fé. Os faróis ganharam DRLs e foram revistos, juntamente com o para-choque dianteiro. Na traseira, apenas LED nas lanternas (na versão topo) e nas laterais tudo igual, exceto pelas rodas com nova grafia. No geral, seu visual externo continua moderno, mesmo com seus longos anos de mercado.

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Do lado de dentro a coisa muda de figura, pois sem qualquer alteração na linha 2016, o visual outrora ousado já começa a apresentar sinais de sua idade. Seu acabamento é bom, mas sem esmero, e enquanto essa versão topo de linha capricha em mimos como regulagem elétrica do banco do motorista e teto solar duplo, é complicado entender como um simples computador de bordo com medição de consumo foi deixado de lado neste carro, pois há apenas velocidade média e tempo de percurso no “trip”. Outros bons itens são a central multimídia com tela de 7”, o ar-condicionado digital bizona, a chave presencial e os airbags (seis) por todos os cantos. Sensor de chuva e retrovisor eletrocrômico não fazem parte da lista de equipamentos.

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A posição de dirigir é elevada como se espera de um SUV, com bons e confortáveis bancos em couro. Há espaço de sobra para motorista e passageiro na dianteira, bem como espaço para três adultos no banco traseiro, tudo adequado às dimensões generosas do carro: 4,41 m de comprimento, 2,64 m entre os eixos, 1,82 m de largura e 1,65 m de altura. No porta-malas cabem 591 litros. E, ao contrário do que suas dimensões possam dizer, manobrar o carro não é difícil, graças à ótima visibilidade e ao bom diâmetro de giro, e também há câmera de ré para facilitar a vida do condutor.

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No trânsito urbano, o carro se impõe com facilidade, graças ao bom câmbio automático de seis marchas que entrega boa agilidade, mesmo com o motor 2.0 16V sendo obrigado a carregar 1.492 kg de massa. Sua direção elétrica é leve e as suspensões independentes nas quatro rodas garantem bom conforto de rodagem, mesmo nas ruas mais maltratadas. Com bom isolamento acústico, o carro permite que os ocupantes desfrutem de um ambiente agradável para encarar longas horas no deslocamento diário. Aferimos 6,1 km/l de consumo urbano com etanol.

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Já na estrada, o conjunto propulsor com 157/167 cv @ 6.200 rpm de potência e 19,2/20,6 kgfm @ 4.700 rpm de torque (gasolina/etanol) se mostram apenas cumpridores da função de carregar o SUV. O motor perdeu alguns cv em relação ao antigo ix35 (eram 178 cv com etanol e 169 cv com gasolina), mas na prática pouco se sente essa diferença. As retomadas ocorrem sem nenhum sabor, apenas de forma honesta, mas o nível de ruído interno sobe bastante nessas situações, pois o câmbio reduz o máximo de marchas possíveis para tentar fazer o carro atingir logo a velocidade desejada. O ideal é usar o modo sequencial do câmbio, que é bem rápido e obediente, e assim consegue-se reduzir um pouco o consumo, que medimos em 9,3 km/l de etanol no uso rodoviário.

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Sua dinâmica merece elogios, pois tanto os pneus 225/55 R18 quanto as suspensões independentes nas quatro rodas garantem uma estabilidade muito boa ao SUV. Mesmo com a rolagem da carroceria o carro se apoia bem nos pneus e contorna bem curvas de raio variado. No limite ele tem tendência dianteira, mas o controle de estabilidade evita sustos. Seus freios à disco nas quatro rodas são eficientes e garantem frenagens seguras, e não observamos qualquer tendência ao fading.

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No geral, o ix35 continua um bom SUV urbano, com desempenho suficiente e bom nível de conforto. Seu grande ponto negativo é o preço, que pode chegar a R$ 123.000 na versão topo de linha. Tudo bem que há uma versão de R$ 99.000, mas há severas concessões na lista de equipamentos, especialmente em relação ao antigo ix35, e isso pode desanimar ainda mais o comprador. Com espaço interno e conforto semelhantes, além de um banho de modernidade, o Honda HR-V EXL se torna uma pedra no sapato do ix35.

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