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Avaliação – Honda PCX 150 2019

Fotos: Eduardo Motoca (http://vivocommoto.com.br/) – especial para o CarPoint News

Pilotar a Honda PCX 150 2019 é muito divertido e prazeroso……Calma não é spoiler de nossa matéria, realmente foi especial nossa primeira avaliação com uma scooter.

Em sua 3ª geração, houve muitas mudanças que a deixaram mais robusta, segura, confortável e porque não dizer mais elegante e moderna, além do bonito conjunto óptico full LED, a alteração mais esperada era da suspensão traseira, que “judiava” da coluna nas ondulações e buracos, os dois amortecedores traseiros foram ajustados de 85 para 100mm de curso sendo fundamentais para a melhoria do conjunto, na dianteira foram mantidos os garfos telescópicos com 100mm de curso.

O chassi foi repensado para melhorar o ângulo dos amortecedores passando de 25 para 10 graus e a mola agora tem três estágios de regulagem, ficando em uma posição mais recuada, melhorou muito o conforto e já não se sente as pancadas secas, foi alterada a parte hidráulica dos amortecedores, todas estas mudanças a deixaram mais equilibrada.

A Honda PCX é a scooter mais vendida do país, só este ano até final de julho foram emplacadas mais de 18.200 unidades (dados FENABRAVE) sendo que em 2018 foram mais de 30.400, uma marca excelente para nosso mercado. Cada vez mais este tipo de veículo é encontrado nas ruas seja na fuga do transporte público, seja para primeiro contato com o universo duas rodas ou ainda somente pela economia e praticidade, realmente acredito que no futuro o número de scooters nas ruas ultrapasse os das motos urbanas, principalmente nas grandes cidades.

Voltando ao design, a PCX sempre foi moderna desde seu lançamento em abril de 2013, sendo um produto diferente no Brasil, apresentava o inédito sistema “idling stop” que desliga a moto em paradas em mais de 3 segundos, não gasta bateria nesta operação, pois em vez do magneto normal existe um gerador/motor que guarda energia em capacitores como num motor elétrico, assim que se gira o acelerador ela acorda e o motor volta ao funcionamento normal.

O espaço para os pés do piloto e apoio para garupa são ótimos e bonitos, ficamos bem à vontade, a posição de pilotagem de quase 90 graus deixa os braços relaxados.

A carenagem manteve sua personalidade e marca sua evolução, as linhas modernas e esportivas tiveram um aumento discreto, mas perceptível na largura, tem acabamento perfeito. Adicionado ao grande conjunto de farol o DRL (Daytime Running Light) ou luzes de rodagem diurna deu o toque que faltava para ser ainda mais chamativo e principalmente muito visível nos retrovisores dos veículos em qualquer situação, parecendo uma nave espacial chegando.

Podemos dizer o mesmo da lanterna traseira que segue a mesma receita sendo igualmente muito visível pincipalmente a noite.  O guidão com o acabamento central cromado assim como o peso nas pontas ficaram perfeitos, as manoplas, manetes e retrovisores também são novos, este último está bem posicionado e funcional. Os cabos ficam distribuídos de modo a não atrapalhar a beleza do conjunto. Comandos simples e de fácil operação, poderia ter também um lampejador do farol que seria muito util.

Falando do novo painel que assim como a Honda Elite é todo digital, simples e com informações na medida, velocidade, relógio, nível de combustível, consumo, hodômetro total e trip as luzes espia e de alerta ficam nas áreas laterais tudo muito elegante.

RODANDO POR AÍ

Não é sempre que estou andando de scooter, pelo contrário ando mais de naked, tinha que botar na cabeça que o manete esquerdo era o freio…kkkk, mais isso foi fácil após tentar “apertar a embreagem” uma vez meu cérebro já registrou que era diferente.

Sabe andar de bicicleta? Fique tranquilo que vai conseguir pilotar numa boa, é muito fácil sua condução.

No meu dia a dia andando pela cidade a scooter é uma maravilha, é o veículo perfeito para quem não tem tanta habilidade, só sentar no confortável e ergonômico banco (vulgo sofá) que está a 764mm de distância do solo, se ajeitar e virar o acelerador. Não ter um tanque no meio das pernas inicialmente causa uma sensação estranha de falta de controle e equilíbrio em baixa velocidade e no meio dos carros, mas que rapidamente se acostuma e aí a desconfiança vira diversão, juro que não imaginava o quanto prazer iria me proporcionar.

Prático ainda conta com porta objetos e uma tomada 12V, ultrapassada na minha opinião, poderia ser uma porta USB, embaixo do banco o compartimento ganhou mais espaço e agora tem 28 litros, muito bom sair com ela ir ao mercado guardar as compras e capacete sem carregar mochila.

Saindo sempre na frente dos carros e outras motos, seu motor de 149,3cc, monocilíndrico 4 tempos, refrigeração liquida com comando acionado por corrente, produz 13,2 cv a 8500rpm e toque de 1,38 kgf.m a 5000 rpm, para se ter uma ideia a Titan 160 tem toque de 1,40 kgf.m na gasolina, percebi essa força principalmente andando com garupa.

A PCX só teme uma coisa…buracos e ondulações mais acentuadas, a suspensão melhorou muito neste quesito, mas as vezes não tem jeito, os buracos aparecem e tem que tomar cuidado, rodei na chuva e sempre atento consegui desviar dos maiores, mas quando acaba caindo em algum dá aquela “dor na alma e no coração”, mas enfim nosso asfalto é ruim e abandonado, temos que andar de olhos bem abertos.

ESTRADA, SERÁ?

Claro, uma scooter é um veículo urbano, mas pode-se utilizá-lo em pequenas viagens, tenha cuidado, respeite a velocidade e a sua habilidade e siga seu destino com tranquilidade. Fiz esse teste e fui até Santos litoral de SP, com garupa assim poderia tirar a prova, desci a serra via imigrantes com sol, e um vento gostoso, total sensação de liberdade, motociclistas com motos maiores passavam e ficavam olhando as duas pessoas num scooter, o que será que pensavam?

A PCX faz curvas muito bem, o pneu tem um ótimo grip e estão mais largos 100/80 na dianteira e 120/70 na traseira com os excelentes Pirelli Diablo Scooter, com pista seca ou molhada a mantiveram pregada no chão. Adorei o freio CBS, na medida certa bem dimensionados e progressivo, usei muito mais o traseiro do que o dianteiro.

Paramos para comer próximo a praia em frente à igreja de Santo Antônio do Embaré, comemos um baita lanche no prato na barraca do Wilmar, recomendo é um verdadeiro almoço/janta. Seguimos pela orla até escurecer e aí o farol da PCX se mostrou muito eficiente, ilumina muito bem o caminho, voltamos pela Imigrantes e a “pequena nave” se mostrou muito guerreira, subindo a serra já noite, com caminhões passando ao lado, balançando um pouco e velocidade em torno de 80/85km/h foi um pouco cansativo, mas tenho certeza que sem garupa seria mais tranquilo, como o objetivo era testá-la assim o fizemos e ela passou em nossa prova.

A PCX 150 é vendida em todas as concessionárias da marca pelo valor de R$ 11.853,00 nas cores prata metálico e azul metálico e ainda em mais duas versões, DLX ABS na cor branco perolizado e SPORT ABS na cor prata metálico ambas pelo valor de R$ 12.990,00 todos os valores com base estado de São Paulo sem frete. Além das cores o maior diferencial destas versões e o sistema smart Key System de chave presencial, bastando carregar o sensor para que o botão localizado à direita no escudo frontal libere a trava do guidão e ignição, e o freio a disco na roda traseira.

A garantia para todos modelos é de 3 anos sem limite de quilometragem além de sete trocas de óleo gratuitas na rede de concessionárias Honda.

RESUMO

Inteligente, prático, econômico e muito versátil é uma ótima opção para mobilidade urbana, além disso é moderno e muito bonito. Rodamos 443km na cidade estrada e o consumo ficou na casa dos 38km/l com tanque de 8 litros sua autonomia passa de 300km, isso contando com a viagem que fiz (subida serra) com garupa. No uso urbano segundo a Honda por meio do instituto de pesquisas Mauá obteve a média de 47,5 km/l. Vale a pena fazer um test ride e conhecer melhor essa belezinha.

FICHA TÉCNICA:

Tipo    OHC, um cilindro, 4 tempos, arrefecimento a líquido

Cilindrada     149,3 cm³

Diâmetro x curso     57,3 x 57,9 mm

Potência máxima    13,2 cv a 8.500 rpm

Torque máximo        1,38 kgf.m a 5.000 rpm

Alimentação             Injeção Eletrônica, PGM-FI

Taxa de compressão          10,6:1

Lubrificação Forçada, por bomba trocoidal

Transmissão            CVT – Tipo V-Matic

Embreagem Automática centrífuga (tipo seco)

Sistema de partida Elétrica

Combustível             Gasolina

Ignição          Eletrônica

Bateria           12 V – 5 Ah

Farol   LED

Tipo    Berço duplo

Suspensão dianteira          Garfo telescópico / 100 mm

Suspensão traseira            Dois amortecedores / 100 mm

Freio dianteiro         Disco simples / 220 mm

Freio traseiro            Tambor / 130 mm C/ CBS

Pneu dianteiro         100/80 14 M/C 48P

Pneu traseiro           120/70 14 M/C 61P

Comp x Larg x Alt    1.923 mm x 745 mm x 1.107 mm

Distância entre eixos         1.313 mm

Distância mínima do solo 137 mm

Altura do assento    764 mm

Capacidade do tanque      0,9 litro (0,8 para troca)

Peso seco     124 kg

*Dados do fabricante

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