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Avaliação – Honda Fit 1.5 16v EXL CVT Flex 2016

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Honestidade. Esta é a principal qualidade do Honda Fit, qualquer um deles, mas quando falamos da versão topo de linha EXL, a honestidade se funde com um pouco (bem pouco) de luxo e resultam em um conjunto bem interessante. E se a honestidade pudesse ser comprada, quanto será que ela iria valer? Bem, no caso do Fit EXL, seu preço é de salgados R$ 73.900. Será que vale à pena? Vamos descobrir nas linhas abaixo.

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O visual do Fit ganhou ares mais musculosos em sua nova geração, que por sinal, já está em sua meia-vida. Deixou o estilo Pokémon-urso panda de lado e ganhou vincos, volumes e uma imponência típica de quem começa a cultivar as primeiras veias saltadas na academia. Do lado de dentro seu visual agrada de forma similar, com belos bancos de couro e um painel moderno, com bons encaixes e visual sedutor.

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Já sua mecânica é encabeçada pelo bom e velho 1.5 16V, que rende até 115/116 cv @ 6.000 rpm de potência e 15,2/15,3 kgfm @ 4.800 rpm de torque (gasolina/etanol). Sua cavalaria é domada por uma transmissão CVT que não simula 7 marchas como no City EXL/HR-V EXL, mas se entende bem com o propulsor e possui os modos “S” e “L” que ajudam quando o relevo da estrada varia entre subidas e descidas. Não são números expressivos, ainda assim dão conta dos 1.101 kg do carro sem dificuldades.

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A habitabilidade do carro é o seu ponto alto. No banco traseiro, há espaço para três adultos de estatura normal viajarem com conforto, e o porta-malas de 363 litros é bem amplo e acaba parecendo maior. E o carro não abusa das dimensões, são 3,99 m de comprimento, 1,69 m de largura, 2,53 m entre os eixos e 1,53 m de altura, ou seja, dimensões de hatch compacto. E os engenheiros da Honda aproveitaram o máximo esse espaço, com direito ao sistema ULTRa SEAT, aonde os bancos traseiros podem se dobrar no formato canivete ou formar um compartimento de bagagem plano caso sejam rebatidos.

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Sua coluna de direção é regulável em altura e profundidade, e o banco do motorista pode ser regulado para agradar desde fãs de carros altinhos aos que preferem dirigir com o traseiro perto do asfalto. E somando-se isso aos amplos retrovisores e à câmera de ré, a visibilidade do Fit é ótima tanto para manobra-lo quanto para guia-lo em meio à selva urbana. Além disso, os comandos estão todos à mão e são fáceis de localizar e utilizar.

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Mas é utilizando o Fit que começamos a sentir falta de alguns itens, como ar-condicionado digital ou sensores crepuscular/de chuva. Tudo bem que ele entrega 4 airbags, mas há carros mais baratos que entregam 6 ou mais airbags hoje em dia e, além disso, a presença de uma central multimídia é quase mandatória hoje em dia, ainda mais em um carro tão caro. Isso sem faltar dos controles de tração e estabilidade, que pelo jeito só virão na próxima geração.

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Em movimento o carro agrada, especialmente pelas boas respostas do conjunto motor-câmbio, e o conforto dos bancos somado à boa posição de dirigir ajudam na tarefa de encarar longos engarrafamentos. A paixão só diminui quando a suspensão durinha acusa o asfalto crocante ou quando o carro pula bastante quando colocamos peso sobre seu eixo traseiro. Esse é o preço pago para estabilizar uma carroceria meio alta para um compacto, e os pneus 185/55 R16 pouco fazem para amenizar o desconforto causado pelos buracos. Na cidade, o carro faz 9,5 km/l de gasolina com trânsito pesado.

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Já na estrada aquela mesma suspensão durinha agrada bastante, deixando o carro bem estável e comunicativo para um modelo familiar. No limite o subesterço é controlado sem dificuldade, mas isso não é justificativa para esse carro não contar com ESP. Seus freios são bem dimensionados, mesmo sem os discos traseiros da geração anterior, e o desempenho do conjunto motriz é suficiente para garantir ultrapassagens seguras bem como para acompanhar o ritmo do trânsito com os limites de velocidades vigentes em nossas estradas. Seu rendimento rodoviário fica na média de 14,8 km/l de gasolina.

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E depois de tudo isso que acabamos de ler, será que o valor cobrado por esse carro vale à pena? Bem, depende de como consideramos o Fit. Se ele for considerado um hatch compacto premium, fica difícil competir com Ford New Fiesta Titanium, Peugeot 208 Allure ou até mesmo o Hyundai HB20 Premium, mesmo com seu espaço interno e toda a sua praticidade. Mas se considerarmos ele como uma pequena minivan, seu único concorrente é o Fiat Idea e, desse italiano, o japonês ganha de lavada.

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