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Avaliação – Harley-Davidson Dyna Low Rider

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Fotos: Eduardo Azeredo

Em 2015 a Harley-Davidson trouxe para o Brasil uma série de novidades em sua linha e um dos modelos que mais atraiu os olhares foi a nova Dyna Low Rider, com design em estilo retrô, resgatando os modelos da década de 70, como uma custom chopper, tendo bengala mais alongada e estrutura mais próxima do chão, trazendo em sua essência uma proposta mais urbana. E é com ela a avaliação desta semana, aqui no Duas Rodas News.

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O visual dessa Harley-Davidson chama atenção por mesclar ótimo acabamento e reluzentes cromados, com seu porte bastante enxuto, em relação aos demais modelos da marca americana, deixando a moto com aspecto de mais “magrinha”. Características que associadas à ótima ciclística e desempenho refinado, acabam fazendo da Low Rider uma ótima opção para o uso no dia a dia.

Impossível não falar da lindíssima pintura, que passa a sensação de ser várias cores em uma, com bastante brilho e colaborando grandiosamente com o visual da máquina.

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Dotada de motor V-Twin 96, um bicilíndrico de 1600 cc, refrigerado a ar, com respostas intensas, rápidas e sem vibração, trabalhando com o excelente câmbio Six-Speed Cruise Drive, com seis marchas, proporciona excelente desempenho, com a tradicional transmissão final por correia dentada.

Apesar da alta cilindrada e do rendimento entregue, o consumo apresentado nos testes foi bom, com médias de 13,03 km/l na cidade e de 15,53 km/l na estrada, permitindo boa autonomia com seu tanque comportando 17,8 litros de combustível.

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O sistema de freios, que conta com ABS de fábrica, é plenamente compatível com a performance e peso da máquina, com excelente funcionamento, tornando a pilotagem bastante confiável e segura.

O nome Low Rider está diretamente ligado à sua engenharia, voltada a torná-la uma moto baixa em relação ao chão, tanto na estrutura geral, quanto na distância do assento ao solo, que é de apenas 68 cm. Por conta disso acaba tendo um conjunto de suspensão com curso de trabalho bastante reduzido, o que proporciona uma suspensão bastante rígida, sendo bom em termos de precisão de pilotagem e estabilidade, mas péssimo em relação a conforto.

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Associando essa suspensão mais rígida e a distância entre-eixos de 163 cm, proporciona pilotagem bastante fácil e dinâmica, tolerando muita inclinação em curvas, sem chegar a raspar as pedaleiras, sendo relativamente leve de conduzir, mesmo com seus 302 kg, abastecida.

A moto tem um conjunto que proporciona ao piloto boa ergonomia e conforto, especialmente para um motociclista mais baixinho, que fica com boa posição de braços e pernas, mas para a garupa, é bastante desconfortável, pelo banco duro, pequeno e inclinado para trás, fazendo com que a carona fique escorregando.

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E mesmo com a possibilidade de ajustes de guidão, em múltiplas posições, e banco, em duas posições, a Low Rider não se saiu muito bem em termos de conforto para motociclistas acima de 1,70 m de altura, que sofrem um bocado, principalmente em trajetos mais longos e momentos de maior velocidade, onde o vento força as pernas para fora.

No guidão temos o tradicional conjunto de comandos da Harley-Davidson, com setas separadas, uma em casa lado, buzina na parte mais acima, entre outras opções, o que no início gera um pouco de confusão, para quem não está habituado, mas depois que acostuma acaba ficando mais fácil.

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O painel de instrumentos conta com velocímetro e conta-giros analógicos, além de um pequeno display digital com hodômetros parciais e total, além de marcador analógico de combustível, mas o conjunto fica na parte de cima do tanque, em uma posição que esteticamente acaba entrando como mais um item de embelezamento da máquina, enquanto que operacionalmente é muito ruim, pois obriga o motociclista a olhar para baixo, tirando o foco na pilotagem, para fazer a leitura.

Um ponto aparentemente bobo, mas que desagradou bastante no período de testes com a Low Rider, é a posição do descanso, ou pézinho, como alguns conhecem. Ele tem uma posição terrível, muito atrás, perto do pedal da garupa, dificultando bastante a utilização. O motociclista tem praticamente que se contorcer para conseguir descer o descanso na hora de estacionar a moto.

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Como já destaquei, o modelo tem uma proposta voltada ao uso urbano, se saindo muito bem no dia a dia das grandes cidades, passando com facilidade nos corredores e mostrando boa agilidade, por seu porte reduzido e ótimo desempenho.

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Para ter a Harley-Davidson Dyna Low Rider na garagem o motociclista tem que desembolsar R$ 46.600,00, contando apenas com a opção de cor preta, mas podendo, com um custo adicional de R$ 350,00 ou R$ 850,00, acrescentar respectivamente 1 ou 2 tons de cor na personalização, e contará com uma moto dotada de design bastante interessante, em estilo retrô, de pilotagem fácil e divertida, com ótima performance e bom consumo, ideal para uso urbano ou estradas em curtas distâncias, com todo o charme e requinte que a marca americana sempre traz em seus modelos.

Fonte: http://duasrodasnews.com/avaliacao/2015/10/harley-davidson-dyna-low-rider/

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Ficha técnica:

PREÇOS

Vivid Black R$ 46.600,00

Opção de Cor – 1 Tom R$ 350,00

Opção de Cor – 2 Tons R$ 850,00

Cor Especial R$ 1200,00

Alarme e Imobilizador Ítem de série

Freios com ABS Ítem de série

Frete Incluso no preço

DIMENSÕES

Comprimento 2,345 mm

Altura do Assento, Descarregada 680 mm

Distância do Solo 105 mm

ngulo da Coluna de Direção (Graus) 32

Trail 128.3 mm

Distância entre Eixos 1,630 mm

Pneu Dianteiro (Especificação) 130/90B16 67H

Pneu Traseiro (Especificação) 160/70B17 73V

Capacidade de Combustível 17,8 l

Capacidade de Óleo (com filtro) 2,8 l

Peso Seco 296 kg

Peso em Ordem de Marcha 302 kg

MOTORIZAÇÃO

Motor Twin Cam 96™, Refrigerado a ar

Diâmetro do Pistão 95,3 mm

Curso do Pistão 111,1 mm

Cilindrada 1.585 cm³

Relação de Compressão 9,2:1

Sistema de Alimentação de Combustível Injeção Eletrônica de Combustível por Porta Sequencial (ESPFI)

TRANSMISSÃO

Transmissão Primária Corrente, relação 34/46

Relação de Transmissão – 1a marcha 9,311

Relação de Transmissão – 2a marcha 6,454

Relação de Transmissão – 3a marcha 4,793

Relação de Transmissão – 4a marcha 3,882

Relação de Transmissão – 5a marcha 3,307

Relação de Transmissão – 6a marcha 2.79

CHASSIS

Escapamento Novo escapamento 2 em 1 cromado com ponteira em corte reto

Roda Dianteira (Estilo) Cromada, raiada

Roda Traseira (Estilo) Cromada, raiada

Freios (Tipo de Cáliper) Dianteiro com 4 pistões e traseiro flutuante “torque-free” com 2 pistões

PERFORMANCE

Torque do Motor – Método de Teste EEC/95/1

Torque do Motor 12,0 kgf.m

Torque do Motor (rpm) 3,500

ngulo de Inclinação, Dir. (Graus) 30

ngulo de Inclinação, Esq. (Graus) 31

ELÉTRICA

Luzes Indicadoras Farol alto, ponto neutro, baixa pressão de óleo, piscas, diagnóstico do motor, alerta de baixo nível de combustível, sistema de segurança e 6ª marcha

Painel de Instrumentos Velocímetro eletrônico montado sobre o tanque com hodômetro total, relógio, hodômetro parcial duplo, indicador de marcha e rpm, indicador de autonomia, e luzes indicadoras de LED

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