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Avaliação – Fiat Strada Freedom Cabine Plus 1.3 2021

Visual novo, plataforma nova, motor novo… Assim a concorrência não aguenta!

Fotos: Marcus Lauria 

A Strada foi lançada em 1996 pela Fiat como a picape da linha Palio, vindo a substituir a Fiorino Pickup. Em relação a esta última, a Strada era maior, mais moderna, com maior oferta de equipamentos e com capacidade de carga ampliada.

O carro sempre teve ótima aceitação no mercado, podendo a Fiat gabar-se de ter lançado no mercado um produto que é o líder de vendas do segmento há duas décadas.  Talvez seja por isso que a segunda geração foi lançada apenas em 2020, nas versões Endurance (básica, 100% voltada para o trabalho), Freedom (voltada também para quem pretende usar o carro para o lazer) e, finalmente, a topo de linha Volcano.

A versão Endurance é oferecida apenas com cabine plus. Já a versão Freedom pode ser adquirida nas versões cabine plus e cabine dupla. A Volcano está disponível apenas na versão cabine dupla. A nova Strada é montada na nova plataforma MPP, que segundo fontes do setor traz alguns elementos dos modelos Mobi, Argo e Fiorino. A construção é esmerada, destacando-se a estrutura do veículo que utiliza aços de ultra alta e alta resistência, com apenas 10% de aços comuns, instalados na região atrás do painel para facilitar a deformação em caso de acidente.

Além disso, a plataforma MPP possibilitou o desenvolvimento de novas suspensões dianteira e traseira, que melhoram o conforto e a dirigibilidade. Há novas molas, amortecedores e geometria, além de novas travessas de suspensão e barra estabilizadora na dianteira, além de um novo eixo traseiro.

A Nova Strada aumentou sua altura em relação ao solo (de até 214 mm). Vale destacar, também, que os ângulos de entrada (de até 24º) e saída de obstáculos (até 28º) estão entre os melhores da categoria. No quesito motorização, a versão avaliada é impulsionada pelo moderno motor 1.3 Firefly de quatro cilindros, com 109 cv de potência a 6.250 rpm e 14,2 kgfm de torque, quando abastecida com etanol; com gasolina, são 101 cv a 6.000 rpm e torque de 13,7 kgfm a 3.500 rpm.

Pesando quase 1.100kg, o desempenho da Strada Freedom 1.3 cabine plus é satisfatório. O motor Firefly garante à Strada força para arrancadas e subidas. Já nas retomadas em estrada é preciso afundar mais o pé no acelerador para conseguir uma ultrapassagem segura.  No uso diário em trajetos urbanos, com carga na caçamba, certamente a picape dará conta do recado, como sempre deu mesmo quando equipada com o motor 1.4 fire de 88cv e 12,5kgfm de torque, que foi inclusive mantido na versão Endurance, a versão básica da Nova Strada.

A Fiat faz questão de ressaltar que esse propulsor tem nota A de consumo pelo Inmetro. Verificou-se que, com efeito, o carro é capaz de alcançar os números de consumo divulgados pela montadora, a saber: 12,1 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada com gasolina, sendo que com etanol o consumo fica em 8,4 km/l e 9,4 km/l, respectivamente.

A nova Strada, por enquanto, é oferecida apenas com câmbio manual de cinco marchas. Os engates não são muito precisos, mas com o tempo o motorista se acostuma.  Em breve, a Strada deve receber uma moderna transmissão automática do tipo CVT e, possivelmente, um motor 1.0 turbo, que dará ao carro uma performance próxima daquela obtida com o motor 1.8 E-Torq de 132cv e 18,9 kgfm de torque, disponível na geração anterior.

Todas as versões da Strada contam com controle de de estabilidade e tração de série, além do assistente de partida em rampas (E-Locker (TC+).  Destaca-se também que, de série, o carro oferece também há 4 airbags, algo que não é comum no segmento das picapes compactas.

Quem for usar a Strada para trabalho ficará satisfeito em saber que, optando pela cabine plus, tal como a versão testada, estará levando para casa um carro com uma caçamba de dar inveja na concorrência. São 1,71m de comprimento, com laterais mais altas e com volume total de 1.355 litros. A carga útil total aumento para 720kg, portanto 15kg a mais que o modelo antigo.

Vale ressaltar também que a tampa da caçamba recebeu um sistema de mola que reduz consideravelmente o esforço para abri-la ou fecha-la. A tampa é capaz de suportar mais de 130kg de peso, facilitando assim o carregamento da picape.

É interessante notar que a versão “cabine simples” recebeu da Fiat o nome de “cabine plus”, isso porque o espaço interno do carro foi ampliado, permitindo assim o armazenamento de pequenos objetos na parte localizada atrás dos bancos. Há também uma versão “cabine dupla”, com espaço ampliado no banco traseiro, sendo homologada para 5 passageiros. Sim, é uma cabine dupla de verdade, 4 portas… Esqueçam a inovação disponível na geração anterior das três portas, sendo a terceira do tipo “suicida” (abre na direção contrária).

No quesito design, a Fiat buscou inspiração no Argo ao desenvolver a frente da Nova Strada. Já na traseira e laterais, a inspiração veio da Toro. De fato, o visual novo ficou bem bonito, alinhado com as tendências do momento. O acabamento interno é inspirado no Mobi e na Toro (mais no primeiro que no segundo). Apesar de simples, o acabamento é de bom gosto e com plásticos de qualidade muito superior à da geração anterior.

A coluna de direção, volante e painel de instrumentos foram herdados do Mobi. A coluna de direção, aliás, só oferece ajuste de altura.   As saídas de ar centrais são do Uno, enquanto que as laterais são do Mobi.  Já os bancos dianteiros a Strada herdou do Argo. Os assentos apoiam bem as pernas e o encosto tem abas laterais maiores capazes de apoiar bem o corpo do condutor.

A partir da versão testada (Freedom, a intermediária), sai de fábrica 4 airbags, ar-condicionado, assistente de partida em rampas, chave do tipo canivete, computador de bordo, controle de estabilidade, controle de tração com função off-road, direção elétrica super leve (tchau, direção hidráulica pesadona!), espelhos de cortesia nos para-sóis, faróis de neblina, ganchos de fixação para cadeirinhas Isofix, ganchos para amarração de carga, grade de proteção no vidro traseiro, protetor e luz de iluminação de caçamba, capota marítima show de bola produzida pela MOPAR (divisão de acessórios da FCA), fácil de ser manuseada, luzes diurnas de posição, protetor de cárter, rodas de liga leve de 15 polegadas, sensor de pressão dos pneus, tampa da caçamba com sistema de amortecimento, travas elétricas, volante multifuncional com comandos de som e vidros elétricos.

Destaco que o ar condicionado, apesar de ser do tipo manual (idêntico ao do Mobi, com recirculação manual e tudo), é capaz de gelar a “cabine plus” com grande agilidade e competência.  Para quem adquirir o Pack Tech (R$2.990), haverá também a nova central multimídia Uconnect 7”, um dos equipamentos mais modernos de infoentretenimento do Brasil, além de quatro alto-falantes, câmera de ré e sensores de estacionamento traseiros. Com uma tela sensível ao toque de sete polegadas, a central traz recursos sofisticados como Apple CarPlay e Android Auto com projeção sem fio (wireless). Palmas para a Fiat, poder usar esses recursos sem cabo é bom demais.

Olhando para o Mercado, não seria exagero afirmar que a única opção capaz de concorrer com a Nova Strada é a VW Saveiro. Os preços de ambos vão de aproximadamente R$45 mil nas versões básicas a R$75 mil nas versões intermediárias.  A versão testada, por exemplo, (Freedom com Pack Tech, cor sólida) custa R$73 mil, aproximadamente. A versão da Saveiro que poderia competir com essa seria a Trendline, que custa R$70 mil e oferece menos equipamentos e números de consumo piores.

Nas versões topo de linha a Strada custa bem mais barato: R$80 mil contra R$92 mil na Saveiro. Mesmo assim, a Saveiro, apesar de vender bem, não ameaça a liderança de duas décadas da Strada. Em um ano a picape compacta da Fiatt costuma vender quase o dobro de unidades em relação à Saveiro. Bem distante dessa briga haveria a Chevrolet Montana, que oferece bem menos equipamentos e deriva de um projeto já antigo, além de custar mais caro.

Moral da história: a Strada é uma campeã de vendas que evoluiu muito nessa segunda geração, mantendo as características que fazem dela um sucesso de mercado. Dado que oferece um comportamento dinâmico e conjunto de equipamentos similares àqueles verificados em um carro de passeio, passando uma sensação de carro “normal” com visual mais descolado em função da caçamba, é possível que a Strada consiga “roubar” clientes até então fiéis ao segmento dos sedans e hatches de passeio.

*FICHA TÉCNICA:

Mecânica

Motorização 1.3

Combustível             Álcool            Gasolina

Potência (cv)            109     101

Torque (kgf.m)         14,2    13,7

Velocidade Máxima (km/h)           168     164

Tempo 0-100 (s)      11       N/D

Consumo cidade (km/l)      9          12,8

Consumo estrada (km/l)    9,8      14,2

Câmbio          manual de 5 marchas

Tração           dianteira

Direção          elétrica

Suspensão dianteira          Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.

Suspensão traseira            Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas feixe de lâminas.

Dimensões

Altura (mm)   1.607

Largura (mm)           1.732

Comprimento (mm)             4.474

Peso (Kg)      1.092

Tanque (L)    55

Entre-eixos (mm)     2.737

Ocupantes    2

*Dados do fabricante

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