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Avaliação – Fiat Punto Essence 1.6 16V Dualogic 2013

A parte mecânica do Punto é interessante, visto que seu propulsor de 115/117 cv (gasolina/etanol) não sofre para puxar os 1.217 kg do carro. Sua calibração de suspensão é boa, macia na medida certa, sem rolar em excesso ou atrapalhar a excelente estabilidade, que conta com a fiel ajuda dos excepcionais pneus Pirelli Cinturato P7 medida 195/55 R16 (que por sinal são melhores que os Pirelli P6 do Punto T-Jet). Por falar em estabilidade, o carro é ligeiramente dianteiro, com saídas de frente mais evidentes em curvas de baixa e neutralidade em curvas de alta. Freios a disco ventilado na dianteira e tambor na traseira seguram o carro sem dificuldade, e o ABS é agressivo na trepidação do pedal, mas atua sem falhas, e em frenagens mais fortes, o carro acende automaticamente as luzes de advertência. A direção é bem comunicativa e possui boa progressividade.

Na cidade, o motor 1.6 16V E.TorQ demonstra elasticidade regular, culpa do torque máximo em rotação elevada (16,2/16,8 kgfm @ 4500 rpm com gasolina/etanol) e do câmbio Dualogic Plus, que em modo automático joga as marchas pra cima antes do motor “encher”. Para sanar essa morosidade, o ideal é brincar com as borboletas no modo manual ou usar o modo sport, que segura as marchas mais tempo (às vezes tempo demais). Já na estrada, o motor rende de forma deliciosa, bastando um kick down ou uma redução de duas marchas na borboleta (duplo clique rápido) para efetuar qualquer ultrapassagem sem sustos. O consumo médio observado foi de razoáveis 7,6 km/l, nos 1.200 km que rodamos com o carro em variadas condições, sempre com etanol no tanque de 60 litros e ar-condicionado ligado.

Nessa nova versão Plus do automatizado da Fiat, os trancos são bem leves, mas uma particularidade irritante é o câmbio segurar muito a primeira marcha em engarrafamentos, causando trancos indesejáveis quando se tira o pé do acelerador. A solução é passar para segunda marcha manualmente, ou sair sempre em segunda. No Dualogic Plus, também foi introduzido o sistema de “creeping”, aonde o carro se movimenta sozinho em primeira marcha ou em ré, facilitando manobras de estacionamento e partidas em ladeira. Para não precisar ficar pisando no freio o tempo todo em engarrafamentos no terreno plano, mova a alavanca para N ou engate a segunda marcha, em ambos os casos o freio pode ser liberado.

A relação de marchas do Punto 1.6 16V é muito boa para estrada, aonde em quinta marcha a 100 km/h, o conta-giros fica próximo às 2.600 rpm. Outra característica que faz o Punto um estradeiro é o baixo nível de ruído do motor, que só invade o habitáculo acima das 5.000 rpm, sob a forma de um urro apaixonante. Já ruídos aerodinâmicos só aparecem acima de 140 km/h, e o único incômodo é o ruído da rolagem dos pneus no solo, denunciando talvez pouca forração acústica nas caixas de roda. O cruise control, item de série, ajuda a manter o conforto em viagens, poupando o pé direito de esforço.

Em resumo, o Fiat Punto Essence 1.6 16V Dualogic se mostrou uma escolha interessante para casais sem filhos ou com filhos pequenos, que rodam ocasionalmente na estrada. Ford New Fiesta, Honda Fit e Chevrolet Sonic são seus principais concorrentes. Seus pontos positivos são a força do motor em altos giros, o conforto a bordo e o bom nível de itens de série. Já os pontos negativos são o espaço no banco traseiro, a falta de elasticidade do motor na cidade e o ar-condicionado pouco eficiente.

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