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Avaliação – Fiat Bravo T-Jet 1.4 16V Turbo 2013

Fotos: Marcus Lauria

Versões especiais de veículos conferem requinte e agregam valor. Algumas chegam a se tornar verdadeiras lendas e criam entusiastas. A Fiat procura estar sempre criando variantes interessantes com sua gama, e acertou o realce com o Bravo T-Jet e sua empolgante função Overbooster. A partir de R$ 68.030, o Bravo topo de linha está disponível sem opcionais, o que pode não fazer muita falta para o público-alvo do esportivo, interessado no que está embaixo do capô.

Visualmente temos um modelo que oferece uma percepção híbrida de elegância e esportividade. O Bravo T-Jet traz por fora rodas de 17 polegadas com pinças de freio pintadas de vermelho, faróis com máscara negra, ponteira do escapamento duplo cromada, saias laterais, spoiler e a inscrição “Overbooster” nos paralamas. O acabamento interior conta com bancos dianteiros esportivos, couro com costuras vermelhas no volante, alavanca do freio de mão e manopla do câmbio, pedaleiras esportivas e soleiras. O hatch ganha mais tecnologia e conforto com rodas de 18 polegadas, faróis de xenon, sensor de pressão dos pneus, teto solar elétrico, sistema de navegação via rádio satélite NAV, espelho retrovisor interno eletrocrômico e sensores crepuscular e de chuva, opcionais que estavam em nosso modelo de teste.

Sem dúvida o motor é o maior destaque do modelo: conhecido já por equipar o Punto T-Jet, o propulsor é 1.4 16V turbo, com 152 cv e 21,1 kgfm de torque. O prazer de dirigir é garantido, pois somado a cavalaria está a função Overbooster e um câmbio acertado de seis marchas manuais.

O Overbooster aumenta a pressão do turbo (de 0,9 para 1,3 bar) e o torque vai à 23 kgfm. Para dar segurança ao incremento no desempenho, a direção de assistência elétrica fica mais dura. Mas a sensação ao conduzir é de empolgação, pois seu corpo “gruda” no banco nas acelerações e retomadas, que são feitas com folga.

O Bravo T-Jet continua agradando ao motorista pela suspensão refinada que proporciona uma mescla de conforto e esportividade, amparada pela aderência dos pneus de perfil baixo. Mas o conjunto bacana para um “tapete” não se sai muito bem em um asfalto desnivelado ou esburacado. Feito para a esportividade, o hatch médio consome como tal. Em média ele registrou 6,1 km/l de gasolina nos trechos urbanos e 11,5 km/l na estrada. As medições foram feitas com o Overbooster desligado.

As desvantagens do modelo são bem poucas. Para o motorista, há dificuldade na visibilidade através dos para-brisas (as colunas inclinadas atrapalham um pouco no dianteiro e no traseiro se enxerga bem pouco) e o espaço interno para os passageiros do banco traseiro é bastante comprometido, pois o teto é baixo e os bancos dianteiros, com ergonomia para “abraçar” motorista e carona, são maiores. Deficiências aceitáveis para um veículo com perfil esportivo, cujo propósito é garantir o prazer de dirigir, objetivo muito bem cumprido com boa parte do mérito na função Overbooster.

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