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Avaliação – Fiat Argo Drive 1.3 Firefly Flex 2018

Fotos: Marcus Lauria

O lançamento do Fiat Argo traz uma grande expectativa para a Fiat, pois ele traz os predicados mais procurados por quem busca um compacto hoje em dia: espaço, economia de combustível e tecnologia. Ele substitui em uma só tacada Fiat Punto, Bravo e as versões mais caras do Palio, e está disponível no nosso mercado em uma série de versões, com motores variando entre 1.0 e 1.8, câmbio manual, automatizado ou automático e preços que variam entre os R$ 46.800 da versão básica até pouco mais de R$ 80.000 da versão mais completa.

A versão que avaliamos dessa vez é a intermediária Drive, com motor 1.3 e transmissão manual. Custando a partir de R$ 53.800, ele já vem equipado com a completíssima central multimídia uconnect, cuja tela touchscreen de 7″ chama atenção no painel. Há ainda sensor de pressão dos pneus, tela de TFT no cluster com computador de bordo, start-stop, direção elétrica, ar-condicionado, vidros elétricos na dianteira e travas elétricas. Como opcionais, o modelo traz o Kit Convenience (retrovisores e vidros traseiros elétricos) por R$ 1.200 e o Kit Style (faróis de neblina, rodas aro 15, pneus 185/60) por R$ 1.900. Adicionalmente, o carro testado trazia ainda pintura Branco Alaska (R$ 1.600), totalizando R$ 58.600. Há ainda opção de câmera de ré e sensores de estacionamento, que fazem o carro chegar a R$ 60.000 totalmente equipado.

Debaixo do capô está o agradável motor 1.3 8V da nova família Firefly (GSE), que conta com 101/109 cv @ 6.250 rpm de potência (G/E) e 13,7/14,2 kgfm @ 3.500 rpm de torque (G/E), cujo funcionamento se mostra suave em todas as rotações, e sua disposição para puxar o carro de 1.140 kg é notável. Parte do mérito vem do câmbio curto, mas não se pode deixar de notar uma boa elasticidade do conjunto, que permitiu ao Argo 1.3 acelerar de 0-100 km/h em 11,4 s no nosso teste, abastecido com Etanol. Mas a maior virtude desse propulsor é o seu excelente rendimento, que chegou a 10,6 km/l na cidade e 14 km/l na estrada, com ar-condicionado ligado e Etanol no tanque.

Observando o visual do Argo, nota-se um pouco de inspiração no Mobi na dianteira, mas com um resultado bem mais harmônico no carro maior. Seus faróis de máscara negra contrastam com a grade e o para-choque formando um visual agressivo, bem mais agradável do que a dianteira do Punto. Lateralmente nota-se um pouco de Palio, enquanto sua traseira traz lanternas com desenho único na linha Fiat, mas que acaba lembrando o Hyundai HB20 mais do que deveria. De qualquer forma o carro tem porte, fruto de seus 4 m de comprimento, 1,72 m de largura e 1,50 m de altura.

Do lado de dentro, o Argo impressiona com seu visual moderno do painel, que embora não traga plásticos emborrachados, agrada pelo visual ousado com diferentes texturas. Seu espaço interno é ótimo, com bom espaço para as pernas de passageiros grandes em qualquer banco, mérito dos seus 2,52 m de entre-eixos. No porta-malas, viajam 300 litros de bagagem.

A posição de dirigir é boa, com volante e banco do motorista reguláveis em altura. Essa versão não conta com direção regulável em profundidade, o que deixa os braços de motoristas mais altos ligeiramente mais esticados que o ideal. A ergonomia agrada, com todos os comandos bem à mão e fáceis de identificar, enquanto o volante tem tamanho e formato que todos os carros deveriam ter. O câmbio de 5 velocidades é preciso, sem dificuldades nos engates, e a embreagem é bem leve.

Rodando na cidade, nota-se a calibragem suave da suspensão do Argo, que filtra as irregularidades com tranquilidade, sem maltratar os passageiros. Seu isolamento acústico é muito bom, pouco se ouvindo o som do motor em baixas velocidades. Os bancos são confortáveis e apoiam bem o corpo, permitindo longas horas de direção sem qualquer dificuldade. Já na estrada, a suspensão reage de forma igualmente suave à rodagem, sem transmitir insegurança nas curvas, aonde o Argo se mostra bem à mão, com suave tendência ao subesterço. Seus freios estão bem adequados ao peso do carro, e o feeling do pedal é bom.

Considerando o preço cobrado, o Argo se mostra uma excelente opção de compra na categoria, com bom rendimento do motor, baixo consumo de combustível, espaço e bons itens de tecnologia. Um ponto negativo dessa versão 1.3 Manual é a ausência dos controles de tração e estabilidade, disponíveis na versão 1.3 com câmbio automatizado GSR. Esperamos que a Fiat corrija essa falha na linha 2019, bem como traga a opção de airbags laterais também para as versões mais simples. Fora isso, estamos diante de um ótimo carro, cujo equilíbrio entre proposta e entrega é bem raro em nosso mercado.

*FICHA TÉCNICA:

Motor/Performance

Motorização:             1.3

Alimentação             Injeção multi ponto

Combustível             Álcool            Gasolina

Potência (cv)            109.0 101.0

Cilindrada (cm3)      1.332

Torque (Kgf.m)         14,2    13,7

Velocidade Máxima (Km/h)           184     180

Tempo 0-100 (Km/h)           10.8

Consumo cidade (Km/L)    9.2      12.9

Consumo estrada (Km/L) 10.2    14.3

Dimensões

Altura (mm)   1501

Largura (mm)           1724

Comprimento (mm)             3998

Entre-eixos (mm)     2521

Peso (kg)       1140

Tanque (L)    48.0

Porta-malas (L)        300

Ocupantes    5

Mecânica

Câmbio          Manual de 5 marchas

Tração           Dianteira

Direção          Elétrica

Suspensão dianteira          Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.

Suspensão traseira            Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidal.

Freios            Dois freios à disco com dois discos ventilados.

*Dados do fabricante

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