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Avaliação – Citroen C3 Tendance 1.2 12V 2017

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Já habitué do nosso mercado, o Citroën C3 entra na linha 2017 sem qualquer alteração visual em suas linhas que estão entre nós desde 2013. Se ainda não cansamos do visual do C3, é sinal que a marca francesa acertou nessa geração, especialmente ao utilizar recursos que não são vistos na concorrência, como o para-brisa Zenith por exemplo, que se estende até metade do teto, dando um ângulo de visão bem interessante a quem ocupa o banco dianteiro.

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Mas a principal novidade está debaixo do capô: trata-se do mesmo motor 1.2 Puretech que estreou no Peugeot 208, com promessa de economia e performance suficientes para substituir o antigo 1.5 8V, que continua vivo apenas no Citroën Aircross. Outra novidade é a central multimídia, que agora está localizada no centro do painel e traz conectividade com celulares através do Apple Carplay e Mirror Link.

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A vida a bordo do C3 continua boa, com amplas regulagens do banco e volante, espaço interno satisfatório na dianteira e suficiente na traseira apenas para passageiros de estatura mediana. O porta-malas de 300 litros está acima da média dos compactos, e esse é um ponto bem positivo. Sua ergonomia está no mesmo bom nível da concorrência, com comandos dos vidros e retrovisores elétricos bem acessíveis, além da nova posição da central multimídia que tornou mais fácil sua operação.

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Em comparação com o Peugeot 208, que também utiliza o motor 1.2 nas versões intermediárias e é seu concorrente direto, essa versão Tendance do C3 está equivalente. Em relação ao seu concorrente em configuração semelhante (Allure), fica devendo ar-condicionado digital de duas zonas (no C3 é opcional, e digital com uma zona apenas) e cruise control. A diferença no preço básico pode ser considerável, pois o C3 custa R$ 53.590 e o 208 custa R$ 57.590. Porém, adicionando os opcionais ao C3, que são central multimídia e ar digital, o preço vai a R$ 55.540, ainda uma pequena vantagem ao Citroën.

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Manobrar o C3 é tarefa simples, por se tratar de um carro com dimensões compactas. Sua direção elétrica é suave e o diâmetro de giro de 10,3 m é mais do que suficiente. Sensores de estacionamento na traseira auxiliam na tarefa, mas não há câmera de ré. A suavidade se reflete também na embreagem, bem macia e no câmbio, com engates justos e corretos.

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Em movimento, é hora de por à prova o motor 1.2 de 3 cilindros com 12V e comando de válvulas variável na admissão e no escape. Sua potência gerada é de 84/90 cv @ 5.750 rpm (G/E) e o torque é de 12,2/13 kgfm @ 2.750 rpm (G/E), e carregam sob as costas a responsabilidade de dar bom desempenho e economia de combustível a um compacto de 1.110 kg. Na prática, ele acelerou de 0-100 km/h em 13,2 s (0,1 s a mais que o 208) em nosso teste e obteve um consumo urbano de 11,6 km/l com gasolina (208 fez 11,2 km/l). Na estrada, o consumo foi de bons 16,8 km/l (15,8 km/l para o 208), também com gasolina e mantendo uma média de 110 km/h.

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O conjunto do C3 é bem agradável no uso urbano, especialmente em sua suspensão que filtra as irregularidades de forma competente, sem se reverter em rolagem excessiva da carroceria ou oscilações. Seu motor proporciona força para acompanhar o trânsito, sem qualquer ímpeto de esportividade a parte do ronco típico dos 3 cilindros.

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Na estrada, o desempenho do motor se mostra suficiente até mesmo para ultrapassagens, desde que sejam bem planejadas, especialmente com o carro mais cheio. Sua dinâmica é segura, com tendência dianteira, sem sustos ao motorista. Ainda na dinâmica, há dois pecados cometidos pela Citroën, caso da falta do ESP e do freio a disco dianteiro sólido. Os freios ventilados na dianteira dissipam o calor com mais facilidade, evitando o fading, que leva à perda de eficiência na frenagem. Como o C3 não é um carro muito leve, seria interessante a Citroën rever essa característica o quanto antes.

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Em termos gerais, o C3 vai bem, com bom espaço, desempenho suficiente e boa economia de combustível. Não tem um visual moderno como o 208, mas está bem posicionado em relação aos concorrentes. Se o seu uso for majoritariamente em cidade e rodovias de pista dupla, é uma boa opção de compra mas, em rodovias de pista simples, o motor 1.2 deixa um pouco a desejar, e a versão 1.6 passa a ser mais interessante.

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