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Avaliação – Chevrolet S10 2.8 CTDi High Country 4WD 2016

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Fotos: Marcus Lauria

Mostrada pela primeira vez como conceito durante o Salão Internacional de São Paulo em 2014, a Chevrolet S10 High Country chegou ao mercado em julho deste ano oferecendo mais luxo agregado ao bom desempenho e capacidade off-road das versões a diesel. Para conferir se a picape realmente entrega o que promete avaliamos uma unidade na belíssima cor Vermelho Chili, que estreou nesta versão e é exatamente a mesma utilizada no conceito.

Baseada na versão LTZ, que já traz uma interessante lista de itens de série, a S10 High Country se diferencia por itens estéticos e interior mais aconchegante. Um aplique inferior no para-choque dianteiro somado a estribos laterais, barras no teto, santo antônio integrado à caçamba e rodas exclusivas de 18 polegadas contribuem para o visual mais parrudo, que é complementado pela grade dianteira pintada em cinza, máscara negra nos faróis, aplique cromado na base dos vidros, capota marítima e os emblemas exclusivos da versão no santo antônio e na tampa traseira. Se já era bonita, ficou ainda melhor.

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O interior tem padronagem idêntica à da Trailblazer. O painel ganhou plásticos mais escuros e uma central multimídia mais completa, que inclui câmera de ré, enquanto o revestimento dos bancos é feito em couro preto e marrom – há apliques de couro marrom nas portas também. Os demais itens presentes na versão LTZ também estão lá – ar condicionado digital, MyLink com áudio, GPS e Bluetooth, computador de bordo, volante multifuncional, controle de cruzeiro, banco do motorista com ajustes elétricos, controles elétricos para vidros, travas e retrovisores, dentre outros equipamentos.

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O valor sugerido pela Chevrolet para a S10 High Country é de R$ 163.800,00, semelhante ao que a VW cobra pela Amarok com configuração semelhante (R$ 163.580,00) e muito inferior aos absurdos R$ 182.850,00 pedidos pela Toyota para a Hilux Limited Edition. Na ponta do lápis, os acessórios adicionados para caracterizar a High Country custariam mais de R$ 12 mil se adicionados livremente, e isso sem contar as rodas aro 18 – custo x benefício, a princípio, bem interessante.

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Disse a Chevrolet no lançamento que um dos focos principais da versão High Country era atrair empresários do ramo do agronegócio que não abrem mão da força do motor a diesel e da tração 4×4, mas buscam mais conforto nos deslocamentos. Levando em consideração as grandes distâncias que compradores com esse perfil costumam percorrer, resolvemos esticar um pouco a viagem para avaliar melhor os dotes da picape.

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Mal saiu da sede da General Motors em São Caetano do Sul (SP), a S10 High Country foi direto pra estrada. O curto e corriqueiro trajeto entre a capital do estado e Valinhos (SP), que fazemos com a maioria dos carros que avaliamos, foi cumprido, como esperado, sem o menor cansaço. Mas em vez de seguir para a redação passamos reto e seguimos para Goiás, um dos estados do Brasil onde mais se consome picapes.

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Esse roteiro, aliás, é velho conhecido nosso; várias vezes o cumprimos para a seção Na Estrada do blog. Na ida escolhemos seguir as orientações do GPS da S10 e poupamos alguns poucos quilômetros, mas acabamos enfrentando um trecho extremamente mal conservado na BR 452 entre Xapetuba (MG) e Itumbiara (GO) passando por Tupaciguara (MG), o que nos fez perder tempo. Meno male que neste trecho com pouco menos de 100 km o asfalto absolutamente irregular, os buracos em praticamente toda sua extensão e a ausência de acostamento nos permitiram avaliar a suspensão e os controles de tração e estabilidade da S10, que atuaram bem ao segurá-la nas poucas curvas e impedir o pula-pula típico de picapes com caçamba vazia.

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Quanto ao restante do caminho, nada a reclamar. Como sempre, asfalto em excelentes condições, socorro mecânico e atendimento médico em toda a extensão da Anhanguera – ainda que às custas da quantidade excessiva de praças de pedágio e do custo abusivo das tarifas: são 10 praças numa distância de 460 km ao custo total de R$ 75,70. O trecho da BR 050 entre Delta (MG) e Uberlândia (MG), bem como o trecho da BR 153 entre o trevo com a BR 365 e Anápolis (GO), também foram privatizados e ganharam melhorias, bem como outras 5 praças de pedágio. O custo, porém, é bem menor: são 550 km ao custo total de R$ 20,80.

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Nada como um veículo econômico para minimizar o ônus de uma viagem tão longa. As maiores vantagens da S10 High Country estão no consumo comedido, que chegou a 12,4 km/l registrados pelo computador de bordo na estrada, e na capacidade de 76 litros do tanque de combustível. Com esse consumo, em tese, seria possível completar 95% do percurso sem reabastecimento. Frugalidade franciscana na estrada, nem tanto na cidade: rodando em Anápolis e Goiânia (GO) o computador de bordo não conseguiu registrar média melhor que 9,2 km/l – marca boa, ainda assim, para um veículo de 2.139 kg.

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Falando em peso, não existe tanta diferença entre a versão High Country e a Trailblazer, que pesa 2.164 kg. Isso permite impressões ao dirigir bastante semelhantes às que obtivemos quando avaliamos o SUV, com ligeiras ressalvas ao comportamento da suspensão traseira da picape, um pouco menos suave, mas longe de incomodar. Ainda assim, em curvas a S10 pareceu mais neutra graças à maior distância entre-eixos. É dela também a vitória no quesito silêncio à bordo, ainda que o motor a diesel vibre mais que o esperado para um carro de mais de 160 mil reais. Mas respeitada a velocidade regulamentar, com os giros lá embaixo, o motor não incomoda.

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No que diz respeito ao motor, o bloco 2.8 turbodiesel com 4 cilindros, intercooler e common rail disponibiliza 200 cv e torque abundante de 51 kgfm já em 2.000 rpm, que empurram a S10 com disposição em acelerações e retomadas de velocidade. O entrosamento do motor com o câmbio automático de 6 marchas, aliás, é algo que poderia ser estendido a toda a linha GM: trocas de marcha imperceptíveis, inteligência nas reduções e rotações contidas em velocidade para privilegiar o consumo.

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Mas se motor é coisa que só elogia quem dirige, a extravagância da S10 High Country é coisa disponível para quem quiser apreciar. E fez sucesso: sobraram fãs e elogios por onde passou no interior do país, especialmente em Goiânia, terra de fazendeiros e agroboys. A cor Vermelho Chili foi, disparado, o detalhe mais comentado, além das rodas e do santo antonio integrado. A peça, porém, se contribui para linhas fluidas, por outro lado atrapalha ainda mais a visibilidade traseira já pouco favorecida da S10.

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Coisa que não foi possível avaliar desta vez foi a tração 4×4 e os auxílios eletrônicos. Mesmo em ladeiras pequenas o assistente de partida em subida e o controle de descida se fizeram notar de forma discreta, mas, claro, seria bem melhor pô-los à prova num circuito off-road apropriado. De todas as formas, a julgar pelo comportamento das outras 4×4 da família que já avaliamos – S10 2.5 Ecotec 4×4, Trailblazer 3.6 V6 SIDI e Trailblazer 2.8 CTDI -, a S10 High Country se defende muito bem.

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Na volta preferimos o caminho tradicional: BR 153 até o entroncamento com a BR 365 e por ela até Uberlândia; depois BR 050 até Uberaba e a fronteira com São Paulo, onde a rodovia federal ganha jurisdição estadual e passa a se chamar SP 330 – ou Anhanguera, como é mais conhecida. No total foram mais de 2.700 km rodados em uma semana, com média final de consumo de 11,3 km/l de diesel. Além do consumo se destacaram o preço de compra, o design, o conforto de rodagem, o entrosamento entre motor e câmbio e o acabamento mais refinado em relação à versão LTZ. Na outra ponta, a ausência de sensores de luz e chuva, a visibilidade traseira deficiente e o nível de ruído alto jogaram contra.

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São poucos defeitos, porém. Se o preço é alto, a Chevrolet S10 High Country entrega o suficiente para justificá-lo, inclusive um item que não se pode mensurar com objetividade mas há muita gente disposto a pagar para ter: exclusividade.

Fonte: http://racionauto.blogspot.com.br/2015/09/chevrolet-s10-high-country-avaliacao.html
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