AvaliaçõesGMNotíciasTestes

Avaliação – Chevrolet S10 2.5 LTZ Cabine Dupla 4WD Aut. 2021

Estrutura da cabine mais resistente, seis airbag em todas versões e sistema de frenagem autônoma de emergência reforçam pacote de segurança

Fotos Marcus Lauria

Picapes não são muito comuns em cidades e sim no campo, não que isso seja um problema, pois uma picape de verdade encara qualquer tipo de terreno, caso da Chevrolet S10 LTZ cabine dupla com motor flex que avaliei por uma semana para o site.

Já na linha 2021, a Chevrolet S10 chega com uma série de recursos inovadores e inéditos para uma picape, como o sistema Wi-Fi nativo. O sinal até 12 vezes mais estável que o de um smartphone é o principal diferencial do Wi-Fi, que é capaz ainda de se manter mais tempo conectada à rede 4G em função da antena que amplifica o sinal – isto se traduz em maior velocidade de transmissão de dados.

A tecnologia permite que sejam feitas atualizações remotas (Over the Air) de sistemas eletrônicos do veículo. Mais do que isso, a picape da Chevrolet agora é capaz de identificar a necessidade de troca de óleo, por exemplo, e enviar um alerta para o WhatsApp do proprietário, que também pode iniciar a refrigeração da cabine à distância como forma de experimentar uma das várias funções do novo aplicativo myChevrolet. Tudo isso faz parte da conectividade nível quatro, o mais avançado disponível no mercado.

Junto chega também a mais moderna geração do multimídia MyLink. A novidade é a projeção sem fio para Android Auto e Apple Car Play. Esta é a primeira aplicação deste recurso em um modelo da marca no país.

Apesar de um pouco alta, para entrar na S10 não senti dificuldade, o acesso ao interior é facilitado pelo estribo lateral. Por dentro os bancos são revestidos em couro cinza (o do motorista ajustável eletricamente), o acabamento é macio ao toque no painel e nas laterais das portas e os comandos estão bem posicionados à mão, mostrando ter uma boa ergonomia. O rebatimento elétrico dos retrovisores, os sensores de chuva/crepuscular, o ar-condicionado digital, as partidas remotas pela chave também estão presentes no pacote, tudo para facilitar a vida à bordo.

Além da tecnologia renovada, o visual também foi atualizado. A nova frente segue o estilo da mais atual linha de utilitários globais da Chevrolet. Reforçando o aspecto de exclusividade, agora existe uma clara diferenciação entre a versão topo de linha High Country e as demais versões. Na versão avaliada a grade tem duas barras cromadas e o logotipo da Chevrolet ao centro, como de costume. O para-choque foi redesenhado, o que fez com que o ângulo de ataque passasse de 27 graus para 29 graus, no geral o retoque fez bem a picape, deixando o visual mais moderno.

Os faróis têm LED, mas só nas versões LTZ e High Country. Para aumentar a visibilidade, as luzes de neblina estão mais altas. As rodas de 18 polegadas calçadas com pneus de medidas 265/60 emprestadas da antiga configuração High Country têm um novo desenho, com o centro em preto brilhante e os raios polidos. Outro aspecto lateral marcante é o Santo Antônio envolvente, a caçamba tem 1.061 litros de volume e 1.108 quilos de capacidade de carga, a maior da categoria.

A Chevrolet também reforçou a estrutura. A mudança deixou a picape até 20% mais resistente em caso de uma batida frontal, por exemplo. Porém, quando o assunto é segurança, a principal modificação são os seis airbags (laterais, frontais e de cortina) de série desde a versão de entrada. Antes, esse era um item exclusivo da versão mais cara.

Na traseira as lanternas são alógenas ao invés de LED da configuração High Country. A principal novidade é o amortecedor da tampa traseira, mas ele é só um acessório: custa R$ 450. A tampa não desaba, pelo menos. Ainda na parte traseira, a picape é equipada com câmera de ré projeta agora imagens de alta definição e conta com a função de engate. Traz linhas linha-guia específica e zoom para facilitar a operação. Outro recurso interessante deste sistema é que o usuário consegue acionar temporariamente a câmera traseira em plena viagem para uma checagem da situação do reboque.

A Nova S10 ganha reforços estruturais na carroceria e ficou até 20% mais resistente em caso de impacto frontal, por exemplo. Além disso oferece alerta de colisão frontal, alerta de saída involuntária de faixa e controle eletrônico avançado de estabilidade e tração.

Na linha 2021 existe a disponibilidade do sistema de frenagem autônoma de emergência, que freia o veículo automaticamente ao identificar uma situação de risco envolvendo o veículo à frente ou um pedestre que esteja cruzando a dianteira. A S10 utiliza também a câmera deste sistema, localizada no alto do para-brisa, para ajudar o condutor numa frenagem de emergência. A picape também vem com sistema Isofix e Toptether para fixação de cadeirinha infantil nas versões de cabine dupla.

Desde 1995 (primeira geração), quando foi apresentada, a S10 passou por um número maior de atualizações. Só em relação a motorização foram quase uma dezena, entre novos motores e tecnologias inéditas, fato esse se deve por ser uma picape e que contam com uma arquitetura mais robusta que veículos de passeio e terem um ciclo de vida mais duradouro. De lá para cá, a potência de seus motores dobrou, o tempo para alcançar os 100 km/h caiu em um terço e o consumo melhorou até 65%. Sem falar no ganho ambiental com a redução de quase 90% na emissão dos principais gases (CO2 e NOx).

Sob o capô, a picape avaliada traz o motor de quatro cilindros 2.5 16V Ecotec Flex que trabalha em conjunto com o câmbio automático de seis marchas e produz uma potência de até 206 cv e torque de 27,3 kgfm, com etanol. Apesar de não ser tão forte quanto a versão diesel, o conjunto agrada quem não faz questão da força e tampouco roda muito. A suavidade de funcionamento e o baixo ruído, são os destaques desse conjunto mecânico bem equilibrado.

Entretanto, na estrada é necessário pressionar mais o pedal do acelerador para ganhar/retomar a velocidade. Dependendo da situação, a transmissão muda da sexta para a quarta para cooperar no fôlego nos trajetos rodoviários. Quem preferir pode realizar trocas sequenciais pela alavanca. Durante o teste rodando com gasolina no tanque, o computador de bordo informou um consumo médio urbano de 8,9 km/h na estrada não cheguei a rodar.

Atualmente a nova S10 está disponível em três opções de carroceria (cabine dupla, cabine simples e chassis cab), cinco níveis de acabamento (LS, Advantage, LT, LTZ e High Country), duas opções de motorização (2.5 Flex e 2.8 Turbo Diesel), assim como duas opções de transmissão (MT6 e AT6) e tração (4×2 e 4×4).

Além de sete opções de pintura externa: Branco Summit, Cinza Graphite, Prata Switchblade, Preto Ouro Negro, Vermelho Edible Berries e as inéditas Cinza Topázio e Azul Eclipse. A versão avaliada 4×4 Flex LTZ sai por iniciais R$ 179.490.

*FICHA TÉCNICA:

Motorização 2.5

Combustível             Álcool            Gasolina

Potência (cv)            206     197

Torque (kgf.m)         27,3    26,3

Velocidade Máxima (km/h)           163

Tempo 0-100 (s)      9,1      N/D

Consumo cidade (km/l)      5          7,4

Consumo estrada (km/l)    6,2      9

Câmbio          automática com modo manual de 6 marchas

Tração           4×4

Direção          elétrica

Suspensão dianteira          Suspensão tipo braços triangulares e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.

Suspensão traseira            Suspensão tipo eixo transversal (beam), roda tipo rígida e molas feixe de lâminas.

Dimensões

Altura (mm)   1.831

Largura (mm)           1.874

Comprimento (mm)             5.361

Peso (Kg)      1.934

Tanque (L)    80

Entre-eixos (mm)     3.096

Ocupantes    5

*Dados do fabricante

Etiquetas
Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo