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Avaliação – Chevrolet Prisma 1.4 SPE/4 LTZ (Aut) 2014

Fotos: Marcus Lauria

O segmento dos sedans compactos no Brasil é muito concorrido, para se destacar nessa área a montadora que tem o seu representante precisa “ralar” muito para fazer um modelo que agrade a maioria dos consumidores e que faça com o que comprou o carro da concorrência mudar para a sua marca. Além de ter o modelo o mais vendido do segmento. Esse é um dos principais desafios de todas as montadoras que vendem seus carros em qualquer região do mundo.

Talvez pensando nisso, a Chevrolet resolveu dar uma sobrevida ao Prisma. Lançado em fevereiro desde ano, em Joinville, Santa Catarina, o sedan derivado do já conhecido e lançado Chevrolet Onix, anteriormente ele era conhecido como Onix Sedan, foi uma das sensações da marca neste ano de 2013.

Mas a grande novidade veio mesmo com a introdução do câmbio automático, que cada vez mais se torna popular entre os consumidores brasileiros. O modelo ficou mais ágil e o motorista sente menos cansaço no trânsito e até mesmo na estrada.

O visual chama a atenção e é um dos trunfos do modelo. Suas linhas harmoniosas destaca-se pela inclinação acentuada do para-brisa, inspirada nos monovolumes. Visto de lado a cintura alta deixa o modelo mais robusto. Na traseira um corte na carroceria deixa o porta-malas com aspecto aparentemente curto e dão a sensação de ser um fastback. As linhas do Onix caíram muito bem para o novo Prisma.

Por dentro, o clima e de bem estar, os materiais usados são de boa qualidade, apesar do plástico dos painéis serem duro, os bancos são confortáveis e a posição de dirigir bastante elevada no ponto mais baixo. Esse conjunto deixa o motorista bem á vontade para dirigir e os passageiros tem espaço de sobra no banco traseiro para dois adultos e uma criança no assento central. O volante tem uma empunhadura boa, os retrovisores enormes compensam em parte a deficiência da visibilidade limitada de 3/4 na traseira.

Se pro fora o modelo é um bom exemplo de design moderno e bonito, por dentro ele peca em alguns detalhes no que se refere a ergonomia. Como por exemplo os comandos dos vidros nas portas que ficam muito recuados, atrapalhando o uso prático desse sistema e o puxador da porta fica em posição desconfortável. Para viagens longas ou compras grandes em supermercados ou shoppings, o novo Prisma está bem servido, o porta-malas é enorme e cabe muita coisa, são 500 litros de capacidade, com abertura no conceito “wrap-around”, o que facilita o acesso às bagagens.. Ele pode ser aberto por meio de chave ou por comando no controle remoto.

A oferta de um pacote de itens de série chama a atenção. Todas as versões trazem airbag duplo, ar-condicionado, trio elétrico, ABS e direção hidráulica, além de computador de bordo, rodas de liga leve de 15 polegadas e faróis de neblina. Além do MyLink, o sistema multimídia permite ao usuário trazer suas músicas, fotos, vídeos e aplicativos do celular para dentro do veículo, além de fazer ligações telefônicas via Bluetooth por meio da tecnologia HFT (Hands Free Telephone). Além disso, possibilita ainda a configuração de algumas funções do veículo de acordo com as suas preferências.

O novo câmbio automático é o destaque dessa versão LTZ avaliado pelo site em centros urbanos e na estrada, em uma viagem para o interior de Minas Gerais. Trata-se de uma caixa automática de seis marchas com conversor de torque de 2ª geração (GF6). O câmbio faz excelente trocas, não transmite os trancos das marchas pra o interior do veículo, o que ajuda bastante a guiar o carro sem sustos. Mas na hora das retomadas e reduções que vem o problema desse câmbio, em conjunto com o motor 1.4, o motor acaba girando muito e transmitindo os ruídos indesejáveis.

A troca manual existe, mas não recomendo o uso, a posição é ruim e não é necessário para esse câmbio que não dá trancos. Em vez de toque na alavanca ou as práticas aletas no volante, o comando fica na lateral da alavanca. Um incômodo.

Abastecido com etanol, de acordo com a marca, o Chevrolet Prisma 2014 equipado com transmissão automática, acelera de 0 a 100km/h em 11,9s. Utilizando gasolina, o modelo responde a mesma demanda em 12,6s. Com os dois combustíveis a velocidade máxima é de 171km/h.

O Prisma LTZ avaliado estava equipado com um motor 1.4 litros, quatro cilindros em linha, que rende, oito válvulas, com potências máximas de 98cv (gasolina) e 106cv (etanol) a 6.000rpm e torques de 12,9kgfm (gasolina) e 13,9kgfm (etanol) a 4.800rpm. Seu consumo foi na média, sempre usando gasolina, o modelo fez  10,8 Km/l na cidade e 12,8 Km/l na estrada. O Prisma automático sai por R$ 49.990, ou seja, R$ 3 mil a mais que a versão com câmbio manual.

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