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Avaliação – Chevrolet Onix Plus 1.0 Turbo Premier Midnight (Aut) 2021

Onix Plus Midnight faz sua estreia mundial ao adotar estilo todo preto para agregar sofisticação com um toque extra de ousadia incomum em sedãs

Fotos: Marcus Lauria

Foi como rever aquela ex-namorada, porém, algo estava diferente nela. Talvez a roupa, ou os sapatos. Em essência, era a mesma pessoa, porém seu visual era distinto. E atraente. Tão atraente a ponto de você se arrepender por ter a deixado partir.

Assim é o Onix Plus nessa versão Midnight: atraente. De fato, é a mesma versão Premier I que sempre esteve no catálogo desde o lançamento, porém, é nos detalhes que o carro ganha o seu comprador.

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As rodas pintadas em preto brilhante combinam com a carroceria preta de um jeito que agrada aos olhos. E o mesmo vale para os pequenos detalhes, como as “black bow tie” ou os faróis com máscara negra. Na parte traseira, o nome do carro vem em preto, mas não entendi o “turbo” com letras cromadas. Talvez para mostrar de longe que aquele carro ostenta um caracol mágico sob o capô.

E é lá que fica o mesmo 1.0 turbo de 116 cv e 16,8 kgfm de torque das outras versões, combinado ao câmbio automático de seis velocidades. É um conjunto tão competente quanto eficiente, mas o motor 1.2 do Tracker não cairia mal nele, talvez para dar um sabor a mais no Onix da meia-noite.

Do lado de dentro, os bancos revestidos em couro preto são atraentes, mas contrastam com o painel todo preto que perdeu o acabamento soft em sua porção central. O volante revestido em couro preto agrada, bem como a uniformidade de cores por todos os lados. É um belo interior. E bem espaçoso, especialmente na traseira.

Porém, nem tudo são flores. Embora a versão 2021 do Onix Plus traga uma central multimídia maior (8 polegadas contra 7 do 2020), alguns itens ficaram apenas para a versão topo de linha, Premier 2. Wifi a bordo, On Star e carregamento de celular por indução, para citar alguns. Já a luz traseira de nevoeiro desapareceu, em todas as versões.

Em compensação, continua bem equipado, contando com airbags de cortina, por exemplo, algo que a concorrência não entrega. E o conjunto mecânico competente continua permitindo um rendimento de 12,8 km/l na cidade e 19,6 km/l na estrada, isso somado a um desempenho competente nas retomadas e acelerações.

A dinâmica também não mudou, com boa aptidão para curvas, freios muito eficientes e direção leve porém precisa. A única ressalva fica para a dureza do conjunto, especialmente na cidade, talvez por causa da calibragem de 35 libras sugerida pela Chevrolet, tanto para o carro vazio quanto carregado.

Seu problema é o preço. Aliás, não é o seu problema, e sim problema geral do mercado brasileiro durante a pandemia. O valor cobrado de R$ 87.000 (enquanto eu escrevo essa matéria, pois hoje ao final do dia o preço pode ser outro) é elevado, porém não destoa da concorrência. Fato é que, toda beleza tem o seu custo, e aqui não é diferente.

*FICHA TÉNICA:

Mecânica

Motorização 1.0

Combustível             Álcool            Gasolina

Potência (cv)            116     116

Torque (kgf.m)         16,8    16,3

Tempo 0-100 (s)      9,7

Consumo cidade (km/l)      8,6      12

Consumo estrada (km/l)    10,9    15

Câmbio          automática com modo manual de 6 marchas

Tração           dianteira

Direção          elétrica

Suspensão dianteira          Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.

Suspensão traseira            Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidal.

Dimensões

Altura (mm)   1.470

Largura (mm)           1.730

Comprimento (mm)             4.474

Peso (Kg)      1.112

Tanque (L)    44

Entre-eixos (mm)     2.600

Porta-Malas (L)        469

Ocupantes    5

*Dados do fabricante

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