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Avaliação – Chevrolet Onix 1.0 Turbo RS Aut. 2021

Com "roupa esportiva" modelo chega para atrair os mais jovens

Fotos: Marcus Lauria

R.S. em “internetês” (termo que revela a minha idade avançada), significa risos, ou risadas. E em carros, pode significar uma série de coisas. No caso da Chevrolet, significa Rallye Sport, e designa os carros esportivos apenas no visual, sem alterações mecânicas. Logo, por favor não trace comparações entre o Onix RS e o Sandero RS, este último sim, um verdadeiro esportivo.

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Embora não tenha recebido alterações mecânicas, o Chevrolet Onix RS é capaz de provocar risadas de alegria. O carro está muito bem acertado em sua nova geração, e o RS traz rodas aro 16 e pneus Continental 195/55 (presentes também na versão Premier), algo que deixa o carro bem competente em curvas. É um dos melhores hatches do mercado nesse aspecto, perdendo apenas para o VW Polo e sua eletrônica que o deixa impecável, ou para o Sandero RS, e prometo que é a última vez que falo nele.

O visual do Onix RS é imponente, a começar pela bela combinação entre a cor Vermelho Carmim (R$ 1.600) e os detalhes em preto brilhante na carroceria, presente nos retrovisores, no aerofólio, nas rodas e na grade dianteira. Por sinal, os parachoques são exclusivos dessa versão. Ao contrário de outro carro com a sigla RS, o aerofólio é um item apenas estético e, talvez, exagerado aos olhos de alguns.

Do lado de dentro, a exclusividade está nas colunas laterais e no teto revestidos em preto, na costura vermelha no volante, na padronagem dos bancos e no grafismo exclusivo dos mostradores do cluster. Não traz bancos diferenciados, mas os bancos do Onix já possuem um desenho bem legal, cuidam bem do corpo e, somando-se à ampla regulagem de profundidade e altura da coluna de direção, resulta em uma das melhores posições para dirigir da categoria.

Seu nível de equipamentos de segurança é louvável, com seis airbags, controles de estabilidade e tração. Há airbags de cortina e laterais, coisa fina, nada de airbags laterais que protegem a cabeça (desde que o impacto seja no ângulo que a montadora deseja), como no VW Polo ou em outros concorrentes.

Porém, quanto aos equipamentos à bordo, traz apenas o trivial, que hoje se traduz em central multimídia, ar-condicionado, conjunto elétrico e nada mais. Há coisas finas, como a regulagem de altura dos faróis do tipo projetor, mas o wi-fi a bordo, carregamento por indução, partida sem chave e câmera de ré são coisas que ficaram pelo caminho na linha 2021.

Na parte mecânica, sei que muitos de nós esperávamos pelo 1.2 turbo do Tracker, com câmbio manual de seis marchas, suspensão modificada e freios a disco nas quatro rodas (algo que nem o Tracker tem), certo? Pois não foi dessa vez. O motor é o mesmo 1.0 turbo de 116 cv e 16,8 kgfm, vinculado ao câmbio automático de seis velocidades, sem borboletas ou modo Sport. Há um modo M, de manual, mas ele mente para você sobre a marcha engatada, e as trocas devem ser feitas por um botãozinho ingrato na alavanca.

Se esse conjunto não é suficiente para os fãs de Super Trunfo, na prática o carro anda muito bem. Não é um 2.0 16V de 150 cv, mas acelera de forma competente, tem retomadas excelentes, seu câmbio trabalha sem indecisões e o ronco do três cilindros é algo que já sabemos o quanto é agradável.

Com a janela aberta, ouve-se até o silvo da turbina e seus espirros em alguns momentos, tudo bem discreto, mas que agrada a um gearhead. No quesito dinâmico, os freios são competentes e domados por um pedal bem calibrado, sua aptidão para curvas é louvável, e a direção é leve em demasia, mas bem rápida e direta.

E se ele parece ser superado em quase tudo pelo outro carro com sigla RS presente no mercado, há um quesito que ele é imbatível: o seu rendimento. Com gasolina, obtive média de 12,6 km/l na cidade e 18,4 km/l na estrada, sempre com ar ligado e dirigindo no limite da via.

Esse rendimento na cidade é melhor do que o Sandero RS consegue fazer na estrada. Não fosse pelo ínfimo tanque de 41 litros, o Onix teria uma autonomia invejável, quiçá capaz de fazer um bate-e-volta em SP sem abastecer, como o meu Fiesta Ecoboost faz.

Pelo preço de R$ 78.090, é um carro que agrada quem busca visual esportivo e não se importa com um desempenho ou ronco esportivo. É um bom carro. Talvez compense mais optar pela versão Premier 1 (R$ 81.090) para levar itens a mais, com o mesmo comportamento dinâmico, mas sem o visual exclusivo.

Porém, para quem quer desempenho visceral, pneus devoradores de curvas, freios dublês de âncoras e ronco esportivo fazendo 10 km/l na cidade, o tal do Sandero RS custa a mesma coisa. Tudo na vida é uma questão de escolhas.

*FICHA TÉCNICA

 

Mecânica

Motorização    1.0

Combustível   Álcool Gasolina

Potência (cv) 116      116

Torque (kgf.m)           16,8     16,3

Tempo 0-100 (s)        10,1

Consumo cidade (km/l)         8,3       11,9

Consumo estrada (km/l)        10,7     15,1

Câmbio           automática com modo manual de 6 marchas

Tração            dianteira

Direção           elétrica

Suspensão dianteira   Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.

Suspensão traseira    Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidal.

 

Dimensões

Altura (mm)    1.475

Largura (mm)             1.731

Comprimento (mm)   4.163

Peso (Kg)       1.102

Tanque (L)      44

Entre-eixos (mm)       2.551

Porta-Malas (L)          275

Ocupantes      5

 

*Dados do fabricante

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