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Avaliação – Chevrolet Cruze LTZ 1.4 16V Ecotec Aut. Flex 2017

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Fotos: Marcus Lauria

Precisei olhar mais de uma vez o nome na tampa traseira para me acostumar com a novidade, afinal, o Cruze que eu conhecia tinha um visual completamente distinto, bem único na realidade, e esse Cruze de agora lembra bastante os coreanos Kia Cerato e Hyundai Elantra. Mas não é demérito, afinal esses carros são bem atraentes, assim como o Cruze. Mas o detalhe mais interessante da tampa traseira está lá em letras vermelhas, chamando mais atenção do que o próprio carro chama por si só, e estou falando da palavra “Turbo”.

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Essa é a melhor novidade do novo Chevrolet Cruze, o motor 1.4 turbo, com injeção direta, duplo comando variável de válvulas na admissão e no escape, entre outros recursos que lhe colocam na vanguarda da tecnologia atual de motores a combustão. Flexível, o propulsor gera 150/153 cv @ 5.200 rpm de potência e 24/24,5 kgfm @ 2.000 rpm de torque. É um belo rendimento, devidamente explorado pela transmissão automática de seis velocidade e despejado nas rodas dianteiras.

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Mas é necessário fechar o capô e observar o visual do carro para ver que absolutamente nada lembra a geração anterior. Só mesmo a gravatinha da Chevrolet, pois cada detalhe do carro foi totalmente revisto e melhorado. Do lado de dentro, o mesmo ar de renovação visto do lado de fora. Seu novo painel inspira modernidade, e o couro claro dessa versão topo de linha faz bem aos olhos. Há amplo espaço para cinco ocupantes no interior e, no porta-malas, viajam 440 litros de bagagem.

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A evolução também se estende à estrutura do carro, que conta com maior quantidade aços de ultra alta resistência, possibilitando ao Cruze 2017 um peso 106 kg menor que seu antecessor. Há inclusive alguns recursos interessantes, como a bateria posicionada na traseira, ajudando na distribuição de peso do carro, que tem 53% da massa na dianteira e 47% atrás. Seu conjunto de suspensão manteve McPherson na dianteira e Eixo de Torção na traseira, mas seu comportamento dinâmico fica de igual para igual com os melhores rivais na categoria.

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Ao entrar no Cruze, o motorista encontra logo uma boa posição para dirigir, com amplas regulagens do banco e da coluna de direção, além de se acomodar em um assento confortável. A direção elétrica suave e o diâmetro de giro de 10,2 m fazem o Cruze muito fácil de manobrar, além de ter uma visibilidade excelente, câmera de ré e sensores de estacionamento por todos os cantos. Nessa versão mais completa há também park assist para vagas perpendiculares ou de baliza, com acionamento bem fácil.

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Rodando com o carro na cidade, nota-se que a suspensão recebeu uma calibragem mais eficiente para o asfato ruim. O Cruze agora é mais macio, e não dá pancadas secas ao encarar buracos ou valetas. Esse comportamento suave da suspensão combina com o câmbio de trocas rápidas e a boa oferta de torque em baixa rotação, tornando a vida bem tranquila a bordo do sedã. Não espere por aceleradas fortes ou ronco esportivo, o Cruze é suave e confortável, e conta também com bom isolamento acústico. E o consumo agrada, são 10,2 km/l na cidade em trânsito pesado, com ajuda do start-stop.

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Na estrada a boa dinâmica do Cruze é posta à prova, e ele satisfaz, com ótimo comportamento em curvas, freios eficientes e direção precisa. O carro conta também com alguns auxílios eletrônicos, como o assistente de manutenção em faixa, que até gira ligeiramente o volante para trazer o Cruze de volta à faixa de rolagem, bem como o alerta de proximidade do carro à frente, que soa alertas luminosos e sonoros caso o motorista se aproxime de forma perigosa de outro veículo. Com tantos auxílios, seria interessante trazer um cruise control adaptativo, mas ficou de fora do pacote.

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No limite o Cruze tende à neutralidade, se mostrando um carro bem seguro para ser conduzido em qualquer tipo de estrada. Caso algo saia dos conformes, há controles de tração e estabilidade, e o ABS dos freios atua de forma correta e sem sustos. Mas além de afiado, o Cruze também se mostra confortável, rodando de forma suave e com ruído quase zero de rolagem no asfalto. Motor e vento são praticamente inaudíveis no interior. E por falar em motor, suas retomadas são rápidas e o câmbio entende muito bem o que o motorista precisa, entregando desempenho na medida e consumo comedido: 16,1 km/l de gasolina.

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Custando R$ 108.100, a versão LTZ com pacote de equipamentos mais completo (R7F) não é barata, mas entrega rendimento e conforto condizentes com a faixa de preço, trazendo dor de cabeça para o Toyota Corolla e até mesmo para o renovado Honda Civic. Fato é que o Cruze evoluiu de forma tremenda, e mesmo sua versão LT mais simples (R$ 89.990) já traz equipamentos e tecnologia suficiente para merecer uma vaga na garagem de alguém que procura um sedã médio de qualidade.

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