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Avaliação – Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V Ecotec Flex Aut. 2016

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Fotos: Marcus Lauria

A Chevrolet tem um bom histórico recente de hatches médios aqui no Brasil. Partindo do Astra, que é idolatrado até hoje, a marca em seguida trouxe o Vectra GT, que conviveu algum tempo com o Astra e cativou a todos com seu visual esportivo. E quando foi lançado o Cruze, esperava-se que a Chevrolet trouxesse novamente um carro que causasse orgulho em seus donos, especialmente no visual. E foi exatamente o que ocorreu com o Cruze Sport6.

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O modelo atual traz em sua dianteira as marcas do facelift que recebeu no final de 2014, com direito a DRLs na parte inferior do para-choque, novas grades, rodas e só. O facelift foi discreto, pois é sabido que há uma nova geração do Cruze já no forno, e a versão hatch da próxima fornada promete ser ainda mais atrativa do que é o Cruze Sport6. De fato, a principal novidade da linha 2016 é a adoção do OnStar, sistema de concierge da Chevrolet que já é amplamente utilizado nos EUA e só recentemente chegou ao Brasil.

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Identificado pelos três botões na base do retrovisor, o sistema OnStar permite ao motorista entrar em contato com uma central de atendimento disponível 24 horas por dia, e a ligação é feita através de um SIM Card localizado no próprio carro, sem a necessidade do motorista manter seu celular pareado via bluetooth para o uso do OnStar. Uma vez estabelecido o contato com o serviço de concierge, o motorista pode solicitar ao atendente para efetuar reservas em restaurantes, marcar revisão ou horário no salão de beleza, solicitar a previsão do tempo ou notícias do dia. Além disso, há a possibilidade de pedir ao atendente que envie uma determinada localização direto para o GPS do carro.

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Além das funções de concierge do OnStar, o sistema traz ainda um botão SOS, que pode ser utilizado para solicitar assistência em caso de quebra do carro ou acidente, ou ainda caso alguma assistência médica seja necessária. Nesse caso, o atendente localiza o carro via GPS e envia o resgate para a emergência solicitada. Ademais, em caso de roubo ou em caso de acionamento dos airbags devido a um acidente mais grave, o sistema aciona automaticamente a central do OnStar, que encaminhará o caso para as autoridades competentes. E, por fim, através de um aplicativo disponível para iOS ou Android o motorista tem acesso a um aplicativo que permite travar ou destravar portas remotamente, localizar o carro via GPS, verificar se uma velocidade pré-definida foi ultrapassada e outros recursos estilo Big Brother.

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Internamente não há mudanças no acabamento do Cruze, e isso é um ponto positivo, pois o carro traz bons arremates, bancos em couro confortáveis, ergonomia excelente com amplas regulagens do banco do motorista e coluna de direção, bem como bom espaço para cinco passageiros e bagagens. Bem equipado, o Cruze fica devendo apenas banco com regulagem elétrica, ar-condicionado dual zone e faróis de xenon nessa versão LTZ.

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A visibilidade lateral é boa, sem pontos cegos, mérito dos bons retrovisores externos. Pela vigia traseira, a visibilidade é regular, e as largas colunas traseiras podem atrapalhar ao cruzar vias movimentadas na diagonal, mas nada que incomode tanto. Para manobrar, o carro conta com bom diâmetro de giro, direção elétrica com boa assistência e câmera de ré com sensores de estacionamento traseiros. De fato, o carro parece menor do que os seus 4,53 m de comprimento e 1,79 m de largura sugerem, e a vida com o Cruze Sport6 em prédios com vagas apertadas não é um tormento.

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Rodar na cidade com o Cruze Sport6 é sinônimo de tranquilidade, pois o carro traz suspensões que entregam um bom nível de conforto, tem um acabamento que isola muito bem os ruídos externos e tem respostas suaves da transmissão GF6 automática de 6 velocidades, que passou por melhorias desde a linha 2015, com trocas de marcha 0,5 s mais rápidas do que antes. Há uma boa sensação de solidez ao rodar com o Cruze, mesmo em vias com pavimentação dublê de chocolate crocante. Apenas o rendimento poderia ser um pouco melhor, pois 8,5 km/l de gasolina no trânsito urbano tende a pesar no bolso.

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Seu motor 1.8 16V que gera 140/144 cv @ 6.300 rpm de potência e 17,8/18,9 kgfm @ 3.800 rpm de torque, e conta com duplo comando de válvulas variável na admissão e no escape. Mesmo assim, o propulsor dá conta apenas de carregar os 1.450 kg do Cruze Sport6 de forma apenas competente. Seu câmbio GF6 faz reduções duplas ou até triplas nas retomadas mais exigentes, mas ainda assim não há força em abundância, nem quando a faixa de torque máximo é atingida. Este é um bom carro para viajar de forma tranquila e suave, dirigindo por várias horas sem sentir qualquer cansaço. Pena que o consumo não permita viagens muito longas em ritmo de cruzeiro sem reabastecer, visto que aferimos 12,5 km/l de gasolina rodando a 110 km/h.

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Já para encarar estradas sinuosas, o Cruze volta a honrar o sobrenome “Sport” e mostra um bom comportamento dinâmico, graças à direção rápida e ao conjunto de suspensão que equilibra as transferências de massa com louvor. Mesmo sem multilink na traseira, consegui acompanhar um Golf TSI apressado na descida da serra, sob uma leve garoa e sem assustar o controle de estabilidade. Pena que quando a serra acabou, o Golf sumiu na reta, e eu voltei a seguir viagem curtindo o conforto do Cruze.

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Mas o principal problema do Cruze Sport6 continua sendo o seu preço. Mesmo sendo um bom carro, fica difícil justificar os R$ 91.390 cobrados pela versão LTZ, visto que na mesma faixa de preço há concorrentes mais equipados, com motores melhores e plataforma mais moderna, caso do Golf Highline e do Focus Titanium. Talvez seja válido esperar a nova geração do Cruze. Mas se ainda assim o Cruze Sport6 LTZ for o seu número, tenha a certeza que em sua garagem haverá um belo carro.

CONFIRA NOSSO VÍDEO:

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