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Avaliação – Chevrolet Onix 1.4 LTZ SPE/4 Aut. 2019

Fotos: Marcus Lauria

A verdade tem que ser dita, a marca da Gravatinha Dourada se superou ao lançar o Onix e realmente conquistou o mercado nacional com suas linhas harmônicas e atuais. Só em novembro, foram 18.611 emplacamentos, seu melhor mês desde o lançamento, em outubro de 2012. A linha 2019 ficou mais equipada e agora oferece muitos recursos novos em relação a conforto e segurança e acabamentos externos e internos.

Depois de tirar zero estrela para proteção de adultos, no começo desse ano, o Onix repetiu os testes de colisão do Latin NCAP conquistando três estrelas para adultos e três para crianças. O resultado, apesar de ter sido bem melhor, ainda é considerado regular. Mas isso não chega a ser o “calcanhar de Aquiles” do hatch da Chevrolet pois o Onix continua sendo o líder absoluto na preferência do brasileiro há três anos consecutivos, batendo sucessivos recordes de vendas no mercado. Eu mesmo estive no lançamento do Onix em 2012 que aconteceu em Gravataí (RS), e na ocasião comentei com os colegas jornalistas dizendo que a Chevrolet acertou em cheio nesse modelo.

De acordo com a marca, cada versão foi atualizada de acordo com o seu público-alvo. As alterações tiveram como base sugestões colhidas em clínicas com consumidores, sendo a última delas durante o Onix Day promovido pelo Lollapalooza, em março.

A partir dessas clinicas, a Chevrolet passou a alterar esses detalhes no Onix que passaram a fazer parte do visual retocado, como as lâmpadas do tipo Blue Vision, utilizada nas versões LTZ (versão avaliada) e Effect, que ganham ainda novos revestimentos para os bancos, em material premium nas áreas de contato. Enquanto que as versões com multimídia MyLink passam a trazer a câmera de ré, independentemente do tipo de motorização.

O Onix mede 3,93 metros de comprimento e 2,52 metros de entre eixos. No dia a dia o espaço de sobra para as pernas dos ocupantes facilita o entra e sai do veículo, o que ajuda o recuo no formato dos bancos dianteiros. Com o túnel central alto, o passageiro que fica no meio do banco traseiro não viaja desconfortável.

Entre as novidades válidas para toda a gama estão o assento traseiro central com apoio de cabeça e cinto de segurança três pontos além do sistema de iluminação do quadro de instrumentos e demais comandos da cabine em LED branco – igual ao do Chevrolet Cruze.

Ainda por dentro estão os bancos com revestimento híbrido que combina material premium e tecido, com destaque para gráfico estilizado em alto relevo. Computador de bordo e volante com controle do sistema de áudio também são outras tecnologias presentes em toda a gama. Falta o ajuste de profundidade do volante, só está disponível o de altura e o banco, mesmo na regulagem mais baixa, parece que está alto, o que dificulta e muito achar rapidamente a posição de dirigir.

No segmento dos hatchs compactos o Onix tem um bom espaço interno comparado aos seus rivais. O porta-malas tem 280 litros, contra 300 litros do Fiat Argo e também 300 litros do Hyundai HB20. O vão de abertura da tampa tem um bom tamanho, o que o que facilita o acesso na hora de colocar objetos grandes no bagageiro. A tampa é leve, mas só pode ser aberta pela chave ou por um botão localizado no painel.

Outros itens de série que já faziam parte da versão testada, ainda estão presentes, como alarme, ar-condicionado, chave tipo canivete, computador de bordo, desembaçador e limpador do vidro traseiro, direção elétrica, indicador de troca de marcha, trio elétrico, volante multifuncional, ajuste de altura do banco do motorista, banco traseiro rebatível, sensor de ré, sistema multimídia MyLink com tela sensível ao toque de 7 polegadas, Android Auto, Apple CarPlay, rádio, entradas USB e auxiliar, Bluetooth, ajuste de altura da coluna de direção, faróis com lâmpadas do tipo Blue Vision, faróis de neblina, luz de posição em led, roda de alumínio aro 15 com superfície usinada, volante multifuncional com revestimento de couro sintético e bancos de couro sintético. Mas, fazem falta ajuste de profundidade do volante, sistema start/stop, uma entrada USB adicional para o banco de trás (já presente no rival Argo), sistema de GPS e aletas atrás do volante. O preço da versão avaliada LTZ 1.4 com câmbio automático de 6 velocidades é de R$ 64.450, enquanto que a versão com câmbio manual de 6 velocidades é de R$ 58.990.

A versão avaliada (LTZ), com propulsor flex de até 106 cv e 13,9 kgfm, de acordo com o Inmetro faz 7,9 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol. Quando abastecido com gasolina, chega a 11,7 km/l em circuito urbano e 13,9 km/l no rodoviário. O motor 1.4 tem fôlego suficiente e o câmbio tem boas respostas, menos nas arrancadas ou em alguma ultrapassagem, onde a resposta é mais lenta e o motor sente o peso da falta de potência. As trocas manuais podem ser feitas através de um botão na alavanca de câmbio, e propicia certa agilidade e controle, mas poderia estar mais bem localizado.

*FICHA TÉCNICA:

Mecânica

Motorização 1.4

Combustível             Álcool            Gasolina

Potência (cv)            106     98

Torque (kgf.m)         13,9    13

Velocidade Máxima (km/h)           171    

Tempo 0-100 (s)      12      

Consumo cidade (km/l)      7,9      11,7

Consumo estrada (km/l)    9,6      13,9

Câmbio          automática com modo manual de 6 marchas

Tração           dianteira

Direção          elétrica

Suspensão dianteira          Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.

Suspensão traseira            Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidal.

Freios            Dois freios à disco com dois discos ventilados.

Dimensões

Altura (mm)   1.476

Largura (mm)           1.705

Comprimento (mm)             3.933

Peso (Kg)      1.074

Tanque (L)    54

Entre-eixos (mm)     2.528

Porta-Malas (L)        280

Ocupantes    5

*Dados do fabricante

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