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Avaliação – BRP Can-Am Spyder ST-S

BRP Can-Am Spyder ST-S 2016 (1)

Fotos: Eduardo Azeredo

A avaliação do BRP Can-Am Spyder ST-S teve ares um tanto diferenciados, especialmente por ter sido feita em uma bela e longa viagem, com quase 4.500 km rodados, passando pelos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro, possibilitando testar o triciclo em absolutamente todas as situações imagináveis.

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Confesso que, pra mim, é sempre uma grande satisfação testar um Spyder e, assim como nas avaliações dos modelos RS-S e RT, a máquina sempre impressiona, especialmente por seu design, engenharia e tecnologia bem diferenciados.

Um fator que pude sentir com mais firmeza neste teste foi a grande confiabilidade do equipamento. Logo nos primeiros 5 dias foram rodados mais de 3.200 km, com muita oscilação nas condições meteorológicas, indo desde muito sol a muita chuva, e o equipamento provou com força total o quanto é eficiente e confiável.

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Impulsionado pelo já conhecido motor Rotax bicilíndrico em V, com 998 cc, trabalhando com câmbio semi-automático, com transmissão final por correia dentada e dotado de completíssima tecnologia embarcada, o ST-S oferece ao motociclista uma pilotagem muito divertida, disfrutando de muita entrega de potência, segurança e conforto.

O motorzão gera potência de 100 cv a 7.500 RPM e torque de 11,01 kgf.m a 5.000 RPM, proporcionando desempenho bastante intenso, com arrancadas e retomadas bruscas, mas ao mesmo tempo permitindo uma pilotagem suave e relativamente econômica, dependendo do perfil e tocada do piloto.

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Durante os testes o consumo oscilou entre os 9,5 e 14,7 km/l, o que é relativamente bom, tendo em vista seu desempenho e peso de cerca de 415 kg abastecido, permitindo boa autonomia em viagens, pelo tanque com capacidade para 25 litros de gasolina, posicionado embaixo do banco.

Um ponto importante de destacar é que o Spyder é um rodster, que significa “estradeiro” em inglês, o que reforça a proposta do veículo. Com isso digo a vocês que colocá-lo no uso urbano é torturante, tanto para o piloto quanto para o próprio triciclo. Tecnologicamente ele aguenta, pois seu sistema de arrefecimento é excelente e cumpre muito bem seu papel, mas acaba gerando um ponto negativo, por conta do excesso de calor que transmite para o pé direito do piloto, que se não estiver bem calçado pode sentir um calor beirando o insuportável, o que é sentido com mais intensidade no trânsito pesado.

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Por isso, reforço: a proposta do Spyder é ser um veículo estradeiro e nesse ambiente, em rodovias, ele vai oferecer tudo de melhor. Um dos pontos altos do triciclo canadense é, sem dúvida, a vasta tecnologia embarcada, com destaque para o extremamente eficiente sistema de freios ABS, o controle de tração, controle de estabilidade e a precisa transmissão semi-automática, tornando a pilotagem extremamente segura.

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Cheguei a fazer testes extremos, com frenagens bruscas de 160 a zero km/h, inclusive com o triciclo quase de lado, e é impressionante a segurança com que tudo se desenvolve, parando com muita precisão e em curto espaço de tempo, sem qualquer risco à segurança do piloto. Minha única crítica em relação ao freio fica para a posição do pedal, que é bastante ingrata e atrapalha um bocado o conforto do piloto.

Diante de tudo o que senti, afirmo a vocês, que é impossível capotar com um Spyder em condições normais, pois a apuradíssima eletrônica envolvida não permite. Quando uma das rodas começa a levantar, rapidamente o sistema age e estabiliza novamente o veículo.

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No ambiente de chuva e piso molhado foi possível perceber com clareza os sistemas eletrônicos atuando e corrigindo desde a trajetória até a frenagem. Mas nem tudo é só alegria e outro aspecto negativo que percebi com o uso diário, foi em relação à distância do solo. Por ser muito baixo, a apenas 11 cm do chão, raspa com frequência em quebra-molas e desníveis de pista, tanto o fundo quanto o bico, exigindo uma atenção extra do piloto, dependendo de onde estiver trafegando.

Seu visual imponente é um capítulo à parte, que faz com que, onde quer que passe, vire o centro das atenções. Ao contrário dos tradicionais, o triciclo canadense tem o par de rodas na dianteira, dando um visual e forma de pilotagem completamente particulares.

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O parabrisa tem um tamanho ótimo e mesmo comigo, que sou bem alto, cumpre muito bem sua função aerodinâmica, desviando o vento sem provocar nenhuma turbulência para o piloto, além de permitir ajuste de altura manualmente. Por suas curvaduras e vincos, o parabrisa acaba distorcendo um pouco a visão do motociclista, mas nada que prejudique muito.

A proteção aerodinâmica das pernas, pela carenagem frontal e lateral, também é muito eficiente e o vento não incomoda nem um pouco, mesmo em velocidades mais altas.

O painel de instrumentos segue o visto nos modelos anteriores, com uma mescla, muito bem elaborada e aproveitada, de instrumentos analógicos e digitais, com alguns em redundância, como o velocímetro e o conta-giros, o que facilita muito a leitura e operação, além de compor muito bem o design da máquina.

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Apesar da posição de pilotagem similar à de uma moto tradicional, de duas rodas, a forma de pilotagem é muito diferente, principalmente pelo fato de não deitar em curvas, o que obriga o piloto a trabalhar bastante o posicionamento corporal, especialmente em curvas de alta velocidade, mas apesar disso a pilotagem é muito fácil, e depois que pega a prática e se acostuma com a “ciclística”, tudo flui muito bem.

Por falar em posicionamento, a ergonomia e posição de pilotagem é fantástica. Cheguei a rodar pouco mais de 1.000 km em um dia e senti que tive a disposição ampliada por conta do conforto proporcionado pelo Spyder. Só mesmo em trechos muito sinuosos que os braços sentem um pouco, justamente pelo trabalho corporal de que falei. Para a garupa é a mesma situação, muito conforto, mas precisa usar bem os braços.

Entre as comodidades o grande destaque fica com o porta-malas, com capacidade para 44 litros, onde é possível botar bastante coisa, permitindo viajar sem nada nas costas ou guardar todo o seu equipamento, incluindo capacete, luvas, jaqueta e botas.

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Para ter essa bela máquina na garagem o motociclista tem que desembolsar o valor de R$ 67.900,00, por um triciclo realmente diferenciado e lotado de atributos.

Resumindo em poucas palavras, o BRP Can-Am Spyder ST-S, assim como os demais modelos da marca, é um veículo extremamente divertido, potente, confortável e exageradamente seguro, um legítimo roadster capaz de proporcionar, a qualquer motociclista, muitos quilômetros de puro prazer de pilotagem.

Fonte: http://duasrodasnews.com/avaliacao/2015/09/brp-can-spyder-st-s/

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