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Ásia, a próxima fronteira da Ford

Incertezas econômicas na Europa, principalmente pelas enormes dívidas governamentais que afloram em diversos países e perspectivas de vendas globais de automóveis que só astrólogos podem prever, não impedem a Ford Motor Company de acelerar seus planos de expansão internacional, especialmente no cenário asiático.

Na verdade, a empresa demorou muito em decidir atacar os mercados da Ásia, onde China e Índia despontam com fantástico potencial de lucros. Esse é, exatamente, o pensamento de Alan Mulally, CEO da Ford, que acaba de anunciar, em encontros com  investidores, uma agressiva estratégia que tem por objetivo elevar as vendas mundiais da companhia, de 5,3 milhões de veículos por ano para 8 milhões de unidades até 2015.

Recuperar o tempo perdido é a meta da Operação Ásia, um passo a frente após a Ford ter consolidado grandes progressos no mercado doméstico americano. Com as vendas de diversos ativos em 2006 (US$ 23 bilhões) e o descarte de marcas como Volvo, LandRover, Aston Martin e Jaguar (US$ 6 bilhões), o equilíbrio financeiro alcançado permitiu à empresa resistir à recessão sem auxílio do governo americano.

Além disso, ressaltou Mulally à Bloomberg Television, o êxito de vendas de compactos, como o Focus e de sub-compactos, como o Fiesta, ambos com plataformas globais, poderão representar, por volta de 2020, cerca de 55% de todas as vendas da empresa.

Esses modelos também ganharão espaço no mercado chinês, onde a GM é líder com 14% de participação, contra apenas 4% da Ford, segundo o Detroit News Journal.

No passado, a estratégia da Ford na Ásia dependia fortemente da Mazda, sua parceira japonesa. Todavia, recentemente, a empresa reduziu drasticamente sua participação na Mazda e passou a formar sua própria equipe regional de executivos.

Mulally joga com otimismo e divulga entusiasmado que a Ford, hoje, opera com lucro em todas as regiões do mundo onde mantém unidades industriais. O executivo projeta elevar a participação da Ford no mercado mundial, até meados da década, triplicando a programação na China, de cinco para quinze modelos, incluindo o pequeno esportivo Kuga. No mesmo período, a Ford vai disponibilizar oito veículos no mercado da Índia.

Além disso, é importante lembrar que novos investimentos estão permitindo obras de construção de nova fábrica na China, na cidade de Chongqing, uma nova planta de motores e a ampliação da rede de atendimento ao cliente para 680 concessionárias em todo o País, até 2015.

A estratégia de crescimento da Ford na região Ásia-Pacífico e África, onde investe 4 bilhões de dólares, desde 2006, gerando 25.000 empregos diretos esta em curso, dentro do programa de plataformas globais – One Ford. Países como Austrália, China, Índia, Tailândia e África do Sul, compõem a região, onde a empresa vendeu cerca de 16 milhões de veículos em 2009 e calcula comercializar perto de 50 milhões de unidades até 2020.

Na Índia, a Ford investiu 500 milhões de dólares, no ano passado, com o objetivo de dobrar a capacidade de produção naquele País, onde lançou o Ford Figo, e onde pretende elevar a produção de motores para 250.000 unidades/ano.

Também na Tailândia, a Ford está expandindo seus negócios com a construção, em andamento, de uma nova fábrica, resultado de um investimento de 450 milhões de dólares com conclusão prevista para 2012.

Um dos frutos do esforço para a geração de novos produtos na região é a completamente nova Ranger global, produzida pela Ford Austrália e que fez sua primeira apresentação mundial durante o Australian International Motor Show, no final de novembro de 2010.

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