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Análise GP do Bahrain de F1 – Temporada 2016, Corrida 02

GP do Bahrain de F1 2016

Mais uma vez deu Rosberg, segunda vitória no ano e quinta vitória consecutiva, se considerarmos as últimas três corridas da temporada 2015. Definitivamente, a Mercedes continua sobrando, Rosberg liderou de ponta a ponta e sequer deu chance para a concorrência. Ainda é um pouco cedo para garantir que as flechas de prata irão conquistar um novo campeonato, mas sinceramente eu não apostaria meu dinheiro em qualquer outra equipe, nem mesmo na Ferrari.

Por falar em Ferrari, ficou com o segundo lugar, mas não nas mãos de Vettel e sim de Raikkonen, que foi frio e preciso durante a corrida, embora sem equipamento para ameaçar Rosberg, mesmo com os rádios otimistas de sua equipe. Em compensação, manteve-se livre de Hamilton, que parece com a cabeça nas nuvens (ou nas festinhas) e ainda precisa se entender com o novo sistema de largada. Novamente Hamilton largou mal e novamente ficou embolado com comedores de fígado na primeira curva. Deu sorte de não abandonar após ser atingido por Bottas, mas o melhor que pôde fazer depois disso foi garantir o terceiro lugar.

E o Vettel? Não passou da volta de apresentação, com os cavallinos do motor Ferrari esvaindo-se em fumaça. Bom para o Bottas, que sem ninguém à sua frente largou com maestria e quase chegou em Rosberg. Chegaria, se não fosse um Hamilton perdido no meio do caminho. O toque de Bottas no inglês chegou a ser investigado, mas não deu em nada, acidente de corrida. Bom para o Massa, que acelerou pela esquerda livre e assumiu o segundo lugar após a primeira curva. Mas falemos da Williams depois.

Em quarto lugar veio o sorridente Ricciardo, mostrando a mesma consistência vista na Austrália. O carro da RBR ainda está longe de ser o ideal, mas está conseguindo terminar corridas na frente da Williams, figurando como provável terceira força do grid, logo atrás de Mercedes e Ferrari. Pena que Kyviat não esteja com tanta sorte, e o seu sétimo lugar foi algo bom, embora tenha terminado mais de uma volta atrás do líder Rosberg.

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O que é esse carro da Haas? Nada como ver uma equipe estreante andando forte, com seu dirigente mostrando um sorriso de orelha a orelha cada vez que era filmado. Não fosse pelo abandono de Gutierrez, o sorriso poderia ser ainda maior, visto que Grosjean novamente voltou a marcar pontos de qualidade, garantindo um quinto lugar, com uma interessante estratégia de colocar dois pneus supermacios e mais um macio no final. Verstappen chegou em sexto, a pouco mais de dois segundos de Grosjean, marcando pontos importantes para a STR, que teve de amargar o abandono de Carlos Sainz Jr.

Da forma que falamos no começo, até parece que a Williams foi bem, né? Mas não foi. Parece que a possibilidade de usar livremente três compostos de pneus nessa temporada deixou a Williams perdida no Bahrain. Com a tática de fazer uma parada a mais, Massa rodou muito tempo com pneus gastos, sendo presa fácil para os concorrentes. O mesmo aconteceu com Bottas, que novamente terminou a corrida atrás de Massa. O finlandês parece desmotivado, sem o sangue no olho que vimos anteriormente, bom para o brasileiro. No final das contas, oitavo para o brasileiro e nono para o finlandês.

Em décimo veio Vandoorne, que substituiu Alonso e sua costela fraturada, e fez bonito, marcando pontos para uma McLaren que evoluiu um pouco mas ainda está longe de brilhar. Button não terminou a corrida, e enquanto o inglês levava o carro para a área de escape, a TV mostrou Alonso estupefato, engolindo em seco ao ver mais um infortúnio de sua equipe.

O primeiro a chegar fora dos pontos foi Magnussen, que amargou dirigir uma Renault tão lenta em retas que não conseguia se aproximar da MRT e seu motor Mercedes. Joylon Palmer não terminou a corrida, reforçando a tristeza dos franceses. E, tão triste quanto eles ficaram os suiços da Sauber, cujo décimo segundo lugar de Ericsson e o décimo quarto do brasileiro Felipe Nasr são resultados para esquecer.

Entre os carros da Sauber ficou um surpreendente Pascal Wehrlein e seu modesto MRT. Andando forte e pressionando o tempo todo os carros da Sauber ou fugindo do Renault, o alemão conseguiu a atenção de todos, especialmente da TV, que nunca filmou tanto um carro da MRT em disputas de posição. As mudanças no regulamento para 2016 deram vida nova para a equipe, que deve ser postulante a marcar pontos em circuitos rápidos, graças ao motor Mercedes. Já Haryanto amargou um último lugar.

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Pior do que a Sauber, só mesmo a Force India, que sofreu ao chegar praticamente no final do grid, décimo quinto para Hulkenberg e décimo sexto para Perez. Triste.

Conforme prometido em nossa primeira edição, segue a atualização do EST (Expectativa de Sucesso na Temporada).

Mercedes: EST 9,4 de 10 (+ 0,2)
Ferrari: EST 8,9 de 10 (- 0,1)
RBR: EST 7,2 de 10 (+ 0,2)
Williams: EST 7 de 10 (- 0,6)
STR: EST 6,2 de 10 (+ 0,2)
Haas: EST 6 de 10 (+ 1,0)
Renault: EST 3,5 de 10 (- 1,0)
McLaren: EST 3 de 10 (+ 1,5)
Force India: EST 2,5 de 10 (- 2,0)
Sauber: EST 0,5 de 10 (- 1,0)
MRT: EST 0,5 de 10 (+ 0,4)

 

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